Wreckreation 2 | Veterana de Burnout quer dar vida nova ao gênero
Game tenta trazer de volta a diversão que consagrou a franquia
O ano de 2026 vai se desenhando para ser excelente entre os títulos de corrida arcade: depois de Screamer, e com Star Wars: Galactic Racer no horizonte, agora é a vez de Wreckreation 2 ajudar a recolocar o gênero nos holofotes. Recém-anunciado, o jogo é o título de estreia da When Tides Turn, desenvolvedora chefiada pela veterana Fiona Sperry.
Sperry trabalhou com jogos desse tipo desde o primeiro Burnout, e durante apresentação fechada para a imprensa, garantiu que ainda acredita que existe um público apaixonado pelo espírito único que a franquia tinha. Wreckreation 2 surge como um aperfeiçoamento daquilo que foi testado no primeiro game, e pudemos colocar as mãos no volante para ter uma ideia de como o jogo será.
Aos que se lembram de Burnout, saibam que as bases são muito parecidas. As corridas não são exatamente realistas, e pontos de frenagem ou traçados na pista não importam tanto assim. Acelerar sem medo de ser feliz já costuma funcionar muito bem, e é claro que o grande destaque fica para as destruições.
Pilotando em meio ao trânsito de civis, existem várias oportunidades de capotar os carros adversários ao jogá-los para a parede ou contra um caminhão vindo no sentido contrário. Ao mesmo tempo, também é necessário tomar cuidado para não virar vítima de uma batida catastrófica. Depois de uma cena em câmera lenta que exalta tanto os seus acidentes quanto os dos adversários, o game automaticamente coloca o jogador de volta na pista — com uma pequena nuance de sempre deixá-lo em uma situação favorável, sem obrigá-lo a voltar para curvas apertadas e desvios milimétricos de forma imediata.
Esse formato funciona tanto para corridas comuns quanto para duelos 1x1, que talvez percam um pouco o ritmo de destruição e foquem mais na habilidade a cada curva, e também para provas contra o cronômetro, que forçam o jogador a arriscar um pouco mais em busca de velocidade. O destaque é uma terceira opção, que não determina um caminho a ser seguido: basta cruzar a linha de chegada em primeiro lugar, e existe toda a liberdade para procurar por atalhos no cenário.
Todas as provas, inclusive, acontecem dentro de uma cidade aberta. Algumas paredes virtuais são erguidas para que os circuitos façam sentido, mas é comum terminar uma corrida e já se ver nas ruas, pilotando para a próxima atividade, sem nenhuma grande transição. Esse sistema já é bem comum em títulos como Forza Horizon, e dá bastante fluidez em Wreckreation 2.
De maneira geral, o novo game de Fiona Sperry é, sim, bem divertido. Recompensando o jogador com boosts após cada "abate", o game transmite muito bem a sensação de que se está em velocidades altíssimas. Os controles são muito mais simples do que nos acostumamos entre jogos de corrida contemporâneos, mesmo entre os do gênero arcade, mas ainda são competentes o suficiente para premiar jogadores mais técnicos. Tudo isso vem com uma ótima trilha sonora, que bebe bastante da nostalgia dos anos 2000.
Ainda sem data de lançamento Wreckreation 2 terá de enfrentar uma indústria que já se acostumou a premiar projetos megalomaníacos e títulos independentes feitos com orçamento baixíssimo. O meio do caminho, que é exatamente onde o game está, ainda briga por seu espaço, e ficamos na torcida para que esse seja um dos nomes que ajudem a pavimentar essa estrada.
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