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Virtua Fighter: Crossroads quer revolucionar jogos de luta | Preview

Game traz proposta única que mistura narrativa ousada com jogabilidade clássica

Omelete
3 min de leitura
08.06.2026, às 12H00.

Não é exagero dizer que, talvez, Virtua Fighter 6: Crossroads revolucione os jogos de luta. Durante apresentação conduzida por desenvolvedores no Summer Game Fest 2026, aprendemos um pouco mais sobre o game, especialmente do que diz respeito à presença das assinaturas do estúdio Ryu Ga Gotoku em sua estrutura.

Virtua Fighter Crossroads
Divulgação/SEGA

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Aos que não sabem, a desenvolvedora se consagrou com a série Yakuza/Like a Dragon, focada em jogos de ação e aventura com bastante peso narrativo. Mesmo que o novo Virtua Fighter ainda seja um jogo de luta, ele não foge nem um pouco dessas características marcantes da RGG.

O primeiro sinal disso foi justamente no trailer mostrado na última sexta-feira (5). Há, sim, a presença da clássica personagem Pai Chan para denunciar que ainda estamos no universo de VF, mas o tom é muito mais cinematográfico do que aquilo que se tornou usual para o gênero.

A certeza veio na apresentação mostrada a portas fechadas, onde as cenas de gameplay iam de encontro a algumas convenções dos games de luta. Em determinados momentos, a câmera assumia uma posição bastante horizontal, como estamos acostumados em batalhas 1x1, mas o cenário tridimensional era usado em sua integridade, e todos os inimigos que estavam por ali poderiam ficar, ao mesmo tempo, frente a frente com o protagonista Cielo.

Nesse mesmo tom, também assistimos a cenas que abandonavam completamente o enquadramento padrão e se assemelhavam a jogos de aventura, com a câmera “atrás do ombro”. Outros recursos nada usuais, como sistema de relacionamentos e escolhas que afetam o desenrolar da história complementam esse projeto ousado, que quer levar tanto a RGG quanto a franquia Virtua Fighter para novos lugares.

O cenário dessa nova empreitada é Vilasapara, um local fictício no Sudeste Asiático onde armas de fogo foram proibidas, e o combate físico é a melhor forma de mostrar dominância. As ruas são povoadas por civis comuns e, também, por brutamontes como o próprio Cielo, e a ideia do produtor Riichiro Yamada, o condutor da apresentação, é atingir algo como a série de Watchmen da HBO em termos de ambientação.

Na produção audiovisual, mesmo a pele azul de Dr. Manhattan não parecia fora do tom. Trajes esquisitos e personagens peculiares até poderiam chamar a atenção, mas jamais parecer fora de seu lugar. É essa sensação que a RGG quer transmitir com o novo game: uma história acreditável em uma ambientação repleta de atividades paralelas.

Virtua Fighter Crossroads
Divulgação/SEGA

Durante a conversa com Yamada, ficou claro que o tempo entre o Virtua Fighter 5 original, lançado em 2006, e a nova entrada na série foi determinante para atingir uma liberdade maior ao longo do desenvolvimento, possibilitando a existência desse projeto diferentão.

Claro, isso não quer dizer que Virtua Fighter 6 vai fugir totalmente do que se espera de um jogo de luta. Sua primeira apresentação, afinal, mostrava dois personagens lutando de maneira extremamente fluida, com destaque para as defesas. Essa proposta também está no cerne do game, sob o nome de Flow Guard — um sistema de bloqueio que busca o realismo extremo.

Outros conceitos citados foram o Break and Rush, que acumula o dano em partes específicas do corpo e eventualmente causam uma mudança no ritmo da luta; e o Stunner, um estilo de combos com foco em principiantes.

Nesse momento, não é errado chamar Virtua Fighter: Crossroads de um “Yakuza de luta". A ideia da Ryu Ga Gotoku para o título é, no mínimo, intrigante, mas ainda teremos que esperar até 2027 para saber como ela será executada.

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