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Jogamos Tomb Raider Legacy of Atlantis: Clássico ganha visual incrível em Remake

Aventura renovada de Lara Croft precisa de um ou outro ajuste, mas tem potencial

Omelete
3 min de leitura
11.06.2026, às 10H00.

Tomb Raider: Legacy of Atlantis, remake do clássico de 1996 que deu início à franquia, foi o meu primeiro jogo do Summer Game Fest 2026, e talvez um bom aquecimento para a maratona de três dias entre testes, entrevistas e apresentações. Tive a oportunidade de passar quase uma hora em uma seção específica da campanha, vivenciando os principais elementos que se combinam para formar o game.

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A demo, vale citar, não era o início da história. Naquele ponto, Lara Croft já havia cruzado com uma ou outra aventura, e é de se imaginar que as possibilidades de gameplay já haviam sido desbloqueadas em sua maioria.

Em uma floresta no Peru, somos apresentados de cara a um puzzle nada simples. Sem muitas dicas óbvias do que fazer ou qual caminho seguir, precisamos encaixar algumas engrenagens para que um mecanismo volte a funcionar. A primeira delas é fácil de ser encontrada, e um pouco de lógica na hora de usar uma espécie de gancho que puxa objetos para sua direção é suficiente para passar essa parte do quebra-cabeça.

A segunda, entretanto, pede um pouco mais do jogador. Foi divertido misturar trechos de plataforma e exploração para finalmente encontrar a peça final do desafio, especialmente considerando que os cenários eram muito bonitos — o game estava rodando em PCs de altíssimo nível, vale citar.

Tomb Raider Legacy of Atlantis
Divulgação/Amazon

Por outro lado, é impossível falar da movimentação e escalada sem ressaltar que nem sempre os controles respondem da maneira esperada. Há alguma imprecisão nos saltos de Lara, especialmente ao pular de um ponto de escalada para o outro; nem sempre a direção que a personagem vai é a desejada, causando frustração.

Neste mesmo campo, existe uma burocracia para cortar “paredes de folhas” que abrem locais escondidos. Por algum motivo, o estúdio optou que essa ação fosse dividida em dois inputs do controle, ambos com animações lentas.

Ainda assim, essa primeira parte da demo foi ótima para dar aquela cutucada no cérebro. Depois de resolver o desafio lógico, foi vez de encarar a ação contra um grupo de velociraptors. Usando a clássica dupla de pistolas, a impressão é de que o grosso do dano causado vinha ao ativar um modo de foco, em que Lara dava uma acrobacia para trás enquanto o tempo desacelera, permitindo mirar com mais calma.

Tomb Raider Legacy of Atlantis
Divulgação/Amazon

Talvez os dinossauros fossem um pouco mais tanques do que deveriam, mas não há muito para se debruçar nesta parte: a impressão é de que o foco será, realmente, nos puzzles, e o combate está ali para preencher alguns momentos.

No final, a diversão vem em outro formato: uma ótima fuga de um T-Rex, onde os trechos de plataforma se encaixam muito melhor, e um ou outro quick time event adicionam ar cinematográfico. Há poucas coisas mais clichês do que escapar de um dinossauro enorme numa floresta, e poucas mais legais, também.

Carregando a difícil missão de reviver um clássico, Tomb Raider: Legacy of Atlantis pode precisar de um ou outro ajuste antes de seu lançamento em 12 de fevereiro. Caso essas mudanças venham, os fãs de PlayStation 5, Xbox Series X|S, PC e Nintendo Switch 2 terão bastante material para se divertir.

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