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The Boys: Trigger Warning | Game VR brasileiro é tão brutal quanto a série

Título já está disponível no Meta Quest

Omelete
3 min de leitura
27.03.2026, às 17H11.

The Boys: Trigger Warning é um ambicioso projeto do estúdio brasileiro ARVORE em parceria com a Sony Pictures, trazendo toda a sanguinolência da série para o ambiente de realidade virtual. Já disponível para Meta Quest, o jogo replica muito bem a brutalidade já característica da franquia, e aprofunda o universo de Eric Kripke.

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Em teste antecipado, o Omelete pôde testar as duas primeiras fases do game, que ambientam o enredo e introduzem suas principais mecânicas. Estamos na pele de Lucas, um personagem intencionalmente original (e brasileiro!), que se vê envolvido com Billy Bruto e os outros Boys.

Depois de ficar à beira da morte em um acidente que, supostamente, matou uma de suas filhas, Lucas recebe uma grande dose de Composto V e ganha poderes telecinéticos. Se impulsionar de um lugar para o outro, arremessar objetos e, claro, quebrar pescoços à distância se tornam uma possibilidade.

A brutalidade, entretanto, não fica apenas nas mãos do protagonista. Inimigos irão te balear sem pestanejar, e mesmo com seus poderes é necessário ter algum cuidado para não ser pego, o que adiciona um elemento de stealth interessante à jogabilidade.

Claro, esse ambiente hostil é aliviado com as clássicas piadas ácidas de The Boys, que contam com a voz de vários dos intérpretes da série live-action. Para a ARVORE, a oportunidade de trabalhar com esse universo encaixou como uma luva nos planos do estúdio:

"A gente estava conversando com a Sony Pictures sobre fazer projetos faz um tempo, desde 2019. A gente ficou amigo e estava conversando com eles e discutindo o que poderia acontecer. alguns anos depois a gente estava fazendo vários protótipos internos aqui de interações de VR de superpoderes. Porque a realidade virtual é incrível para a sensação de empoderamento, de você sentir que você tem o poder, telecinese e tudo mais", conta o CEO e cofundador Ricardo Justus.

Esse projeto inicial já traria bastante da acidez e ousadia que está em Trigger Warning, mas ainda sem a roupagem de The Boys, que só veio após mostrar um protótipo à Sony:

The Boys: Trigger Warning
Divulgação/ARVORE

"Eles falaram 'É isso!'. Aí a gente começou uma negociação bem longa, durou nove meses assim de conversas, porque não era só eles que a gente tinha que mostrar as ideias e tudo, tinha que ter os criadores da série, a Amazon, a Meta, o PlayStation, todo mundo que estava envolvido nesse projeto como stakeholder. Então essa negociação foi bem longa", continua.

Para o outro lado da empreitada, o contato com um estúdio já focado em games também facilitou o processo. Roteiro, criação de personagens e tudo que tange à gameplay foi feito com um alto grau de liberdade pela ARVORE, em colaboração com a Sony Pictures, que confiou nos brasileiros:

"Eles precisavam muito também de especialistas em games, né? Acho que isso pesou muito também. Foi uma confiança muito alta, né? Óbvio que a gente confiava neles sobre a série porque eles criaram tudo [...] A gente tinha narrative designers nossos trabalhando nessa história porque é um jogo, a estrutura de história de jogo é bem diferente, mas tudo era balizado pelo que eles traziam", complementa Rodrigo Terra, Chief Technology Evangelist e cofundador da ARVORE.

Após dois anos e meio de desenvolvimento, The Boys: Trigger Warning já está disponível para Meta Quest, e terá lançamento para PlayStation VR 2 em breve.

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