The Blood of Dawnwalker | Conheça estúdio do "sucessor espiritual" de Witcher 3
Desenvolvedora Rebel Wolves foi formada por egressos da CD Projekt Red
Algum tempo após o lançamento de Cyberpunk 2077 pela CD Projekt RED, houve uma grande mudança nas lideranças do estúdio: Konrad Tomaszkiewicz, diretor dele e The Witcher 3, deixou a CDPR, e junto com alguns outros colegas fundou a Rebel Wolves em 2022, produtora que está para lançar em 2026 seu primeiro jogo, The Blood of Dawnwalker.
Fomos convidados para visitar os escritórios da Rebel Wolves, em Varsóvia, na Polônia, e também conversar com seus principais líderes. Falamos tanto sobre como está o estúdio perto do lançamento de seu primeiro projeto, mas também pudemos ter uma visão de como está o time, depois desses quatro anos de existência.
Algo que foi nos apresentado, logo de cara, durante a visita, foi o desejo do estúdio de deixar uma marca no gênero de RPGs com Dawnwalker. Todos com quem conversamos expressaram extrema confiança sobre a visão da empresa, para com seu objetivo.
“O que estamos fazendo aqui não é apenas ‘mais um jogo de RPG’, mas estamos testando como um sandbox narrativo funcionará [...] Como esta é uma empresa nova, temos a chance de fazer algo inovador, talvez mais ‘louco’, tentar algo novo”, disse Konrad Tomaszkiewicz, CEO do estúdio.
Sua saída da CDPR foi um pouco conturbada, tendo escolhido sair após ser inocentado de alegações de bullying dentro do estúdio. Konrad já disse publicamente que queria construir, com a Rebel Wolves, um estúdio menor e com um ambiente mais caloroso, sempre colocando os funcionários em primeiro lugar. Do que pudemos ver, tanto nas entrevistas quanto no ambiente da empresa, parece que atingiram esse objetivo.
Seu irmão e diretor criativo de Dawnwalker, Mateusz Tomaszkiewicz, nos contou mais sobre isso: “A forma como mais gostamos de trabalhar é em uma equipe de médio porte, não pequena, porque já somos uns 160 a essa altura. Onde ainda dá pra conhecer todo mundo no escritório, sabe, onde a gente consegue ter uma estrutura bem horizontal, em que todos podem conversar, chegar a um acordo sobre as coisas, dar feedback e por aí vai. Então, nesse sentido, eu diria que sim, nós alcançamos esse objetivo”.
Quando indagado sobre a velocidade com que o projeto está chegando a sua data de lançamento, ele destaca que os quatro anos em desenvolvimento é um tempo curto para um jogo do gênero, e ainda complementa: “Eu também estou meio surpreso, porque geralmente tem muito mais obstáculos pelo caminho. Tivemos nossos desafios, mas acho que está indo muito bem. Acho que o estúdio todo deveria estar muito orgulhoso de como as coisas estão ganhando forma”, diz Mateusz.
Claro que parte da agilidade deve-se em parte à utilização da Unreal Engine, em vez de uma ferramenta proprietária da Rebel Wolves. Porém, o próprio CEO da empresa nos disse que não é apenas isso que fez a diferença, e sim as pessoas que conseguiram angariar, vindo de vários outros estúdios como a 11 Bit Studios e a CDPR.
“Quando você baixa a Unreal Engine, ela não vem com um sistema de missões ou diálogos pronto para construir o jogo. Você precisa escrever esses sistemas do começo. O maior desafio no início foi reunir as pessoas que me apoiassem, e aos outros fundadores, para construir tudo isso. Pessoas que soubessem como construir esses sistemas”, disse Konrad.
Tudo isso que os irmãos Tomaszkiewicz nos contaram é perceptível ao ver o gameplay de seu novo jogo. Extremamente ambicioso em seus conceitos, mas aparentando ser simples quando vemos sua execução, The Blood of Dawnwalker promete ser um novo marco dos RPGs, e esperamos que ele cumpra suas promessas. Falamos mais sobre isso em um preview do jogo que sai em 3 de setembro.
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