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Jogamos Stranger Than Heaven | Game traz sensação de briga de rua no Japão

Comandos diferenciados e uma ambientação impecável são grandes atrativos do game

Omelete
3 min de leitura
11.06.2026, às 11H00.

Não sei sobre você, leitor, mas eu gosto muito de escolher meu próximo jogo pela estética ou estilo artístico no geral, e esse foi o motivo do meu interesse inicial em Stranger Than Heaven. Além de ser bizarramente bonito e maneiro, o game ainda pode servir como porta de entrada para o “Yakuzaverso”, sem uma barreira de dezenas de jogos obstruindo novos jogadores. Durante teste no Summer Game Fest, percebi que não era apenas no visual que o game inovava: o seu combate é extremamente único e intrigante.

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A demonstração era bastante focada nas lutas, e não tinha praticamente nada da história. Recebíamos a opção de três confrontos fechados, cada um com uma dificuldade diferente; começamos pelo fácil e… morremos logo de cara.

Não que o jogo seja absurdamente difícil mesmo em seu modo mais tranquilo, era apenas resultado da adaptação ao sistema diferentão de controles. Cada lado do DualSense é responsável por um lado do corpo do protagonista Makoto: L1 e L2 dão chutes e socos com a mão esquerda, e o mesmo vale para o R1 e R2, que comandam a direita.

Graças a esse sistema, encaixar combos se torna mais desafiador ao passo que também fica mais fluido. Nada impede o jogador de golpear quatro vezes com a mesma mão, mas talvez a defesa adversária fique um pouco mais fácil; alternar os lados indiscriminadamente também pode causar algum desequilíbrio em Makoto, obrigando uma dosagem dessas sequências.

Stranger Than Heaven
Divulgação/SEGA

Esse sistema é incrementado com a presença de armas como facas, espadas, pés de cabra e outros objetos que podem ser encontrados pelo cenário ou tirados das mãos de inimigos. A combinação acaba resultando em uma experiência que se assemelha a uma briga de rua. É como se Stranger Than Heaven nos transportasse, de fato, para um beco do Japão onde precisamos acabar com uma gangue.

Não demorou para que esse conceito ficasse mais natural, e vencemos a fase fácil na segunda tentativa; atropelamos os inimigos do nível médio. O difícil, entretanto, não foi superado; Stranger Than Heaven vai ser bastante cruel em sua dificuldade mais alta, com inimigos ágeis, espertos e que demoram um bom tempo para levar uma quantidade considerável de dano — mas só precisam de 3 ou 4 golpes para zerar sua barra de vida.

Nesse desafio mais alto, elementos como a estamina ganham maior relevância: para o jogador, ela é um guia de quando é possível realizar defesas e esquivas. Ambos podem ser feitos sem gastar o recurso caso sejam feitos na janela certa de tempo, mas também seguem a lógica “bilateral” dos golpes: mesmo acertando o momento, o jogador ainda pode rodar caso esquive ou defenda para o lado errado. Quando o timing e a direção se combinam, entretanto, a guarda adversária fica aberta para ataques mais devastadores.

Stranger Than Heaven
Divulgação/SEGA

A luta se torna um exercício de paciência. Esperar por janelas para atacar vai ser rotina aos que escolherem dificuldades mais altas, e aprender a fundo os mecanismos de defesa também será extremamente necessário.

Aos que não se interessam tanto por esse formato, é bem provável que o nível médio ou fácil dê mais tempo para admirar a belíssima ambientação. Ruas vivas, movimentadas, que reagem à balbúrdia causada por Makoto enquanto sustentam o charme irresistível do urbanismo japonês.

Com a distinção de cinco épocas e cinco cidades diferentes, Stranger Than Heaven deve entregar um tour pela arquitetura e história do Japão enquanto a porrada come solta ao som de um bom jazz. Tem coisa melhor?

Stranger Than Heaven chega no dia 15 de janeiro para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC.

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