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Star Wars: Zero Company é a combinação perfeita de XCOM com sabre de luz | Jogamos

O título de estreia da Bit Reactor é uma novidade muito bem-vinda para o universo de Star Wars

Omelete
3 min de leitura
Atualizada em 11.08.2026, ÀS 11H20

Na última semana, tive a oportunidade de jogar as 15 primeiras horas do novo jogo da franquia Star Wars: Zero Company. Até então, havia interesse de minha parte em testar games de estratégia táticos, como é XCOM 2 e Marvel’s Midnight Suns, mas nunca o suficiente para efetivamente ir atrás de comprá-los. Entretanto, tudo mudou após colocar as mãos no título de estreia da Bit Reactor.

Encabeçado por Greg Foertsch, veterano com mais de 20 anos de experiência nas franquias Civilization e XCOM, o estúdio já começa sua história entregando uma experiência extremamente promissora, engajante e convidativa para jogadores sem experiência nesse gênero tão complexo.

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A história do título se passa durante as Guerras Clônicas e acompanha a Companhia Zero, grupo de degenerados e mercenários encabeçados por Hawks, um ou uma general da República que caiu em desgraça e agora aceita contratos para pagar suas contas. Após uma grupo Separatista perigoso surgir na galáxia, a equipe é contratada pela própria República para lidar com o problema.

O loop gameplay é estruturado em três: administrar sua equipe e nave, realizar operações e combater em missões. Então você confere como está a saúde e armamento da sua equipe e faz os upgrades necessários. Depois, escolhe como gastar seus pontos de informação para conseguir dinheiro, equipamentos e influência em setores do mapa. Por fim, decide em qual combate engajar, seja ele uma missão principal ou não.

Pode parecer bem repetitivo — e até é um pouco —, mas não me pareceu nem um pouco cansativo. Isso porque essas outras atividades servem como um respiro após confrontos que podem durar 30 minutos ou até mais, dependendo dos inimigos. É também uma etapa essencial para ter sucesso nas batalhas. Basta uma arma errada, um agente ferido ou alguém sem kit médico para sua vida complicar bastante.

Organizar sua equipe em campo, formada por 4 agentes, é uma tarefa bastante estratégicas e, surpreendentemente, divertida. Linha de visão, probabilidade de acerto, quantidade de Pontos de Ação, dano, habilidades especiais, mobilidade, proteção e etc. Lidar com todas elas simultaneamente é como um xadrez 4D temático de Star Wars. Não pensar duas ou três jogadas a frente é colocar seus personagens em um risco iminente de morte.

Diferente de outros games, aqui há uma filosofia quase estoica: a morte no combate é definitiva. Após três acumulos de ferimentos, obtidos quando a vida chega à zero, seu personagem se vai para sempre. Isso exige uma atenção redobrada durante as missões e descarta completamente a possibilidade de uma abordagem mais agressiva por parte dos jogadores. Para passar ainda mais profundamente esse sentimento, há um memorial em nossa base mostrando os agentes falecidos, com um histórico de suas missões.

Todo esse sufoco em combate não traz grande impacto nos jogadores caso a narrativa não acompanhe essa intencidade. Mesmo sem gigantescas reviravoltas até o momento, garanto que a história aqui é bastante cativante. Toda a trama envolvendo o grupo Infinite Coil e seu plano de espalhar uma praga pela galáxia, as histórias individuais dos personagens principais, incluindo da padawan Jedi Tel-Rea, a aparição de Anakin Skywalker recompensam aqueles que se abrem para novas experiências dentro deste universo riquissimo.

Em entrevista ao Omelete, Greg Foertsch garantiu que a aventura é como uma montanha russa e o final do preview, com a introdução do “Chosen One” é o ponto mais alto. Sendo assim, me espera a frente uma espiral lotada de problemas, caos e apertos, fazendo jus à uma história protagonizada por degenerados.

Star Wars: Zero Company será lançado para o PS5, Xbox Series X|S e PC em 27 de agosto.

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