Star Wars: Galactic Racer é frenético e cinematográfico como deveria ser
Game abusa de câmera lenta para dar vida a colisões em alta velocidade
Você sabia que Star Wars: Galactic Racer não é um jogo de corrida de pods? A confusão é bastante justificável, tendo em vista que a cena que consagrou a alta velocidade na franquia foi, justamente a de Anakin vencendo Sebulba em seu pod. O novo título da Fuse Games vai além desse único tipo de embarcação, e apresenta uma variedade de veículos em uma história surpreendentemente intrigante.
Durante o Summer Game Fest 2026, testamos o início da campanha e, por fim, assumimos o papel de Sebulba em — agora sim — uma competição entre pods. No papel de Shade, entretanto, nós usamos algo que mais se aparenta com um carro. O misterioso protagonista entra para esse mundo de comptição em uma artimanha de Darius Pax, dono da Liga Galáctica, que o convence a participar de uma corrida.
A ideia de Pax era, na verdade, que Shade fizesse frente ao patético Kestar Bool, atual campeão da Liga, que possui conexões com quase todas as pessoas poderosas desse universo, mas é extremamente chato. Sua chatice é motivo suficiente para que Shade não tope apenas uma corrida, mas sim participar do campeonato inteiro.
Esse fragmento de história é contado enquanto o game apresenta suas mecânicas. Há três tipos de veículo em Galactic Racer: o Landspeeder, mais próximo de um carro, a motocicleta Speeder Bike, e o terceiro é o Skim Speeder, um planador feito para curvas estreitas, que fica perpendicular ao chão para fazer curvas mais fechadas.
Essas opções são todas munidas de algumas habilidades que denotam o gênero de arcade. Há não só uma, como duas opções de turbo — e uma delas ainda apresenta algum risco, superaquecendo a nave caso seja usada por tempo demais. Poderes ativos também entram em cena, com escudos e armas projetados para ajudar o piloto.
Nenhum desses elementos é, entretanto, a verdadeira assinatura de Galactic Racer. Claro, eles encaixam bem naquele cenário e são coerentes com o que vimos em Star Wars, mas para além da ambientação da franquia, o que verdadeiramente distingue o título entre tantos outros arcades que têm sido lançados é o tom de Burnout que ele carrega.
Os desenvolvedores da Fuse são veteranos da franquia que marcou uma geração, e os momentos cinematográficos de colisões estão de volta neste game. Fazer com que seu adversário voe pelos ares é sempre acompanhado de um ângulo de câmera privilegiado, permitindo que o jogador dê uma pausa na ação para testemunhar o que acabou de aprontar. Na mesma medida, também é necessário saber rir da própria desgraça, pois não estamos imunes a virarmos um clipe em câmera lenta.
Essa mistura de velocidade com senso de perigo deixam as corridas emocionantes, e tudo foi potencializado na sequência com Sebulba. Os pods são mais frágeis, e mais espalhafatosos que os veículos da Liga Galática, mas também são muito mais rápidos. Os elementos da tela chegavam a ficar embaçados, e as peças balançando a cada curva e rampa deixavam os riscos mais claros.
Para além da experiência de altíssima adrenalina, a maior ressalva de Galactic Racer fica pelos momentos da campanha em que não há corridas. O estúdio poderia ter escolhido por sequências de cutscenes para preencher o espaço entre uma prova e outra, mas por algum motivo optou por momentos em que Shade anda de um ponto até o outro para conversar com NPCs. Estaria tudo bem, se a câmera nesses momentos não fosse esquisitíssima, assim como a movimentação do protagonista. Parece algo diretamente saído de um game de médio orçamento dos anos 2000, o que chega a ser irônico considerando o quão dinâmica é a gameplay.
A não ser que a história tente investir demais nessas sequências de caminhadas, Star Wars: Galactic Racer ainda está em ótima posição para entregar exatamente o que os fãs da franquia esperam de um título de corrida. O game tem lançamento marcado para 6 de outubro de 2026 no PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC.
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