Silent Hill: Townfall é terror clássico com mecânicas inovadoras
Game tem a mesma atmosfera aterrorizante de seus antecessores, mas com novidades
Silent Hill: Townfall pode ser o próximo grande título da franquia de terror. Após apresentação no Summer Game Fest 2026, aprendemos um pouco mais sobre o game, que pretende manter o excelente patamar estabelecido pelos outros jogos recentes da série.
Desta vez, o desenvolvimento é da Screen Burn — a antiga No Code, conhecida por Observation e Stories Untold. Ironicamente, mesmo nessa ótima sequência da franquia de horror, os estúdios têm se revezado: SH2 Remake é da Bloober Team, e Silent Hill f da NeoBards.
Como assinatura, a autora de Townfall quis colocar um pouco da Escócia, seu país sede, na história do jogo. Pequenas referências e elementos culturais poderão ser capturados por olhares mais atentos, e não é como se essas adições soassem forçadas.
A história, afinal, se passa na ilha escocesa fictícia de St. Amelia, para onde o protagonista Simon se vê obrigado a retornar depois de ouvir apelos misteriosos. A voz intrigante sai de um aparelho de televisão portátil, o CRTV, que também é o seu principal acessório durante essa jornada.
O dispositivo é quem abre as portas da campanha na demonstração que assistimos: sintonizando a frequência correta, fica mais fácil deduzir qual é o próximo prédio a ser explorado em meio às ruas confusas e enevoadas do cenário.
Uma vez no ambiente fechado, a sensação claustrofóbica toma conta, especialmente por conta da visão em primeira pessoa. Em busca de manter a imersão profunda, a Screen Burn também trouxe um comportamento bastante silencioso para Simon — afinal, para quê falar sozinho em um lugar tão hostil.
Essa proposta é endossada pelos quebra-cabeças. A ideia é que eles sejam, de fato, situações mundanas a serem resolvidas, e não tangenciem o sobrenatural; na demo, o exemplo dado foi justamente a busca por um "cartão de energia", item tradicional da Escócia que serve para liberar a energia elétrica em construções — algo como uma ficha de orelhão telefônico, mas para luz.
Ainda em busca dessa ambientação profunda, a mecânica de "espiadinha" entra em cena. Ao ficar próximo de paredes e esquinas, Simon consegue se esgueirar para dar apenas uma olhadinha ao redor; o mesmo vale para procurar itens em um armário grande, fazendo com que o jogador sinta que está de fato olhando todos os cantos de um cenário.
Quando o primeiro monstro da demonstração aparece, portando algo como a lâmina de um cutelo atravessada em sua cabeça, esses elementos se combinam para ajudar o protagonista a escapar do aperto. O CRTV consegue dar uma visão por trás das paredes do monstrengo, enquanto a espiadinha permite observá-lo sem entregar sua posição.
Caso a furtividade não seja suficiente, armas improváveis como pedaços de pau estão espalhadas pelo cenário; combinar itens em uma gambiarra para conseguir combater os adversários também é uma opção. Se tudo der errado e Simon não resistir aos ferimentos, um misterioso acesso intravenoso o traz de volta à vida para tentar mais uma vez.
Há, sim, vários elementos diferentes que não necessariamente fazem parte daquilo que aprendemos a esperar de Silent Hill. Acima disso, entretanto, existe uma ambientação cautelosa e que não deixa dúvidas sobre a franquia que estamos vendo; Townfall respeita os pilares da série com uma ambientação belíssima, com bastante atenção aos detalhes de todos os elementos do cenário.
Ao fim da apresentação, ainda restaram dúvidas como a origem das placas de protesto espalhadas por St. Amelia, quem é o responsável pelo remédio que ressuscita o protagonista e, claro, de quem é a voz que o chama pelo CRTV. Mesmo com essas questões, a expectativa para o dia 24 de setembro, quando Silent Hill: Townfall chega para PlayStation 5 e PC, só cresceu.
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