Remakes de Resident Evil chegam ao Nintendo Switch 2 de forma impressionante
A maior franquia da Capcom está finalmente completa no console de Mario e companhia
Nos últimos 10 anos, não houve outra franquia que se reergueu como Resident Evil – seja através dos games, dos filmes ou de séries de televisão. Por mais que alguns fãs discordem, é inegável que após o sexto jogo principal da série, ela se encontrava em baixa e isso só veio a mudar em 2017, com o lançamento de Resident Evil 7 e, subsequentemente, com o remake do segundo game.
Agora, ele e as outras reimaginações de suas sequências, chegam para o Switch 2 de forma nativa, sem precisar usar a nuvem, como no console anterior. Com essa nova leva e o lançamento de Requiem no começo do ano, a última iteração da franquia, teremos toda a saga dos desastres da Umbrella Corp no console da Nintendo. Eu tive a oportunidade de jogar os três remakes antes do lançamento no console, os coloquei à prova na palma da minha mão, e o resultado foi impressionante – e também aterrorizante, pois sou medroso.
Caso alguém ainda não saiba, todos os remakes são feitos na RE Engine, motor gráfico proprietário da Capcom, desenvolvedora da franquia. Uma das melhores engines quando o assunto é balancear qualidade e desempenho, a qualidade do game no Switch 2 não é uma surpresa.Entretanto, querendo ou não, alguns sacrifícios precisavam ser feitos, principalmente para os games funcionarem no modo portátil. E também, a tecnologia de DLSS da Nvidia entra com força total aqui, com certeza, para fazer a experiência ser o mais agradável possível.
Com isso em mente, um detalhe clássico da otimização da RE Engine pode ser encontrado em algumas texturas, principalmente nos cabelos. Elas ficam parecendo superfícies porosas e pontilhadas, uma forma inteligente de lidar com a performance, já que assim as animações não ficam comprometidas. Essa é uma saída bastante utilizada pela Capcom, podendo ser encontrada em vários outros de seus jogos – como Monster Hunter: Wilds, no PS5, por exemplo.
O início de Resident Evil 3, que é composto por uma grande sequência de ação, foi uma excelente demonstração, rodando perfeitamente. Com toda a destruição, fogo e ação, em nenhum momento houve travamentos ou queda se quadros. Claro, a qualidade das chamas no cenário ficou visivelmente comprometida, mas essa é uma das pequenas concessões que têm de ser feitas em um lançamentos desse porte.
Ao todo, os três remakes não tem engasgos na performance, exceto o quarto jogo,que apresenta alguns saltos de frames, em vez de ter uma queda de velocidade do gameplay. Isso não é nenhuma surpresa, já que ele é o lançamento mais atual do pacote, tendo sido feito apenas para a última geração de consoles. RE4 também tem as piores texturas entre os três, nem é uma questão de demora para carregá-las, e sim a escolha feita poralgumas presentes nos cenários em baixa resolução para não comprometer a performance.
Por fim, temos o grande elefante na sala: os controles. Me refiro aqui aos Joycons, e não ao jogo em si. No modo portátil achei bastante desconfortável tentar mirar com os controles nativos do Switch 2, mas ao usar o Pro Controler, jogando na TV, a coisa muda por completo. A questão dos Joycons talvez possa ser mitigada com aquelas cases que fornecem mais suporte para as mãos, mas realmente sua forma original pode não agradar parte das pessoas, variando do tamanho da mão de cada um.
Ao todo, o pacote dos três remakes agrada bastante. Fãs de Resident Evil finalmente estão livres das versões dos dois primeiros remakes do console anterior, com versões que funcionam muito bem, e nativamente, no Switch 2. Com claras concessões sendo feitas, mas nada que assuste mais que os jumpscares contidos no gameplay, a maior franquia de terror e ação está em peso no console da Nintendo.
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