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Reigns encontra o parceiro perfeito em The Witcher

Jogo de "sim ou não" é ótimo encaixe para franquia de RPG

Omelete
3 min de leitura
27.01.2026, às 14H45.

The Witcher não é uma boa saga de fantasia apenas por ter dragões, magias, batalhas de espadas e reinos vastos. O universo criado por Andrzej Sapkowski e eternizado pelos games da CD Projekt Red vai além destes pilares do gênero – ele abraça sem reservas o aspecto fantasioso do conto. Essas são narrativas passadas de geração em geração por bardos, em tavernas e ao redor de fogueiras noite adentro. Em outras palavras, não é uma surpresa que The Witcher seja o parceiro para Reigns.

Reigns The Witcher
Divulgação/Devolver

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Reigns, jogo mobile de sucesso criado pela Nerial e lançado em 2011 pela Devolver Digital, tem uma proposta básica, mas cativante. A história é contada a partir do surgimento de cartas de personagens em sua tela. Você tem o comando de um monarca e sua missão é sobreviver o máximo de tempo possível ao dizer “Sim” – arrastando para um lado – ou “Não” – arrastando a cara para o outro – quando confrontado por perguntas, pedidos e questões de seus súditos. As respostas são um pouco mais complexas que isso, mas essencialmente se dividem em positivo e negativo, e cada decisão aumenta e diminui quatro valores distintos no topo da interface. Se algum deles ficar alto ou baixo demais… prepare-se para um enterro.

A questão é que morrer não é o fim do jogo. Cada morte vira parte de uma história sendo contada por uma figura de narrador, e a cada novo jogo, novas cartas – de personagens e de dinâmicas que alteram o gameplay – são adicionadas ao baralho. Em Reigns: The Witcher, a franquia Reigns se veste de The Witcher. No lugar do rei, você é Geralt. Os valores fatais envolvem humanos, não-humanos e feiticeiros. E o narrador? Dente-de-leão (Dandelion), claro.

Como o bruxo, o jogador decide se envolver, ou não, em várias situações. Crianças pedindo socorro; criminosos bolando uma conspiração; nobres querendo caçar monstros; feiticeiros em busca de vingança. Cada um desses cenários gera situações perigosas. Talvez você decida investigar o que matou os animais de uma fazenda e se depare com uma besta perigosa – há um sistema de batalha não muito complexo e por vezes irritante, mas recompensador quando se pega o jeito. Talvez os humanos do reino se irritem com você por ajudar anões demais. Talvez você seja culpado de um crime e vá para a forca. Tudo isso pode levar Geralt à ruína, e oferecer a Dente-de-leão um clímax maravilhoso para sua nova canção.

Quanto mais tempo você sobreviver, e quanto mais aventuras tiver, melhor a música. E quanto melhor a música, mais você sobe de nível na jornada do bardo rumo ao estrelato. Ganhe fama o suficiente, e Reigns: The Witcher te permite descobrir novas tavernas e até cantar em frente à realeza, o que gera quebras-cabeças musicais pouco desafiadores para o jogador.

Pelo tempo que passamos com Reigns: The Witcher (em torno de 90 minutos), o game parece mais destinado aos fãs de Reigns do que dos RPGs de Geralt. Talvez com exceção daqueles mais dedicados em jogar qualquer coisa envolvendo o bruxo, a experiência seja melhor recomendada para quem já está familiarizado com os sistemas criados pela Nerial; não duvidamos que o endgame tenha surpresas e caminhos inesperados cheio de surpresas, mas a base do game deve se manter a mesma, e o que é viciante para uns pode rapidamente virar cansativo e repetitivo para outros. O tempo dirá.

O que podemos dizer logo de cara, porém, é que a fusão desse universo e deste estilo de jogo é bem-sucedida. Afinal de contas, Reigns recompensa a criatividade. A ideia aqui é justamente experimentar com a fábula sendo contada, e tudo isso abre um espaço claríssimo para The Witcher, um mundo onde todo feito de Geralt é transformado em lendas. Aqui, é sua vez de fazer isso.

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