Preview | Persona 4 Revival é um deleite visual e sonoro
Ainda é surpresa que os jogos da Atlus sejam artisticamente impecáveis?
Créditos da imagem: Divulgação/SEGA
Persona 4 Revival é, obviamente, um jogo belíssimo de se ver e escutar. A obviedade vem do histórico recente da Atlus, que parece não ter errado nesse sentido há um bom tempo — e as memórias frescas de Metaphor: ReFantazio e Persona 3 Reload endossam esse sentimento. Com o game em mãos, fica fácil perceber o novo acerto, e também projetar algumas tendências que devem se confirmar no lançamento completo.
Tivemos acesso a uma demonstração que abordava um dos momentos iniciais da campanha, uma pequena dungeon e, por fim, uma seção de maior exploração com direito a vários Social Links, batalhas e o recurso inédito de Prime Time.
A nova mecânica levanta algumas preocupações em fãs, já que a ideia dela é facilitar um pouco as lutas mais complexas. Caso você seja um novato em Persona, entretanto, vale se aprofundar em como funciona o básico do sistema de combate antes de explicar o que há de novo.
Em sua essência, P4R é um RPG de turnos, e parte de seu diferencial está no sistema de fraquezas. Quando algum dos combatentes recebe dano de um elemento ao qual é mais frágil, ele perde a vez. Boa parte dos golpes elementais parte da Persona escolhida pelo jogador — uma espécie de avatar que costuma se especializar em um ou outro tipo de ataque —; ao usar a Persona, pontos de SP ou HP são gastos, e um aspecto frequente das dungeons da franquia é gerenciar esses recursos ao longo dos duelos.
O Prime Time chega para aliviar um pouco esse gerenciamento. Carregado ao longo de várias lutas, ele permite emendar vários ataques, ignorando tanto o sistema de turnos quanto o gasto de SP e HP por um tempo limitado. Vale destacar que, na build disponível para testes, o Prime Time estava "buffado" para ser carregado mais rapidamente; dito isso, é fácil perceber que o seu uso é uma ajuda e tanto para chefões e inimigos mais complicados — para que a experiência da franquia seja mantida em P4R, é essencial que a Atlus acerte na frequência que o recurso poderá ser ativado.
Tangenciando as lutas, fica a pequena frustração pelo recurso de eliminar inimigos de nível mais baixo sem sequer iniciar um combate, introduzido em Metaphor, não ter aparecido por aqui.
No resto daquilo que P4R planeja cobrir (que não é pouco), o grande destaque fica para o lado artístico. Uma excelente trilha sonora acompanha absolutamente todos os momentos da gameplay, e as tradicionais cutscenes em estilo anime roubam a cena de forma magistral. A primeira vez em que o protagonista utiliza uma Persona é arrepiante, aproveitando o máximo da identidade visual belíssima.
Esses são os maiores atrativos em uma franquia que, querendo ou não, apela mais para jogadores dispostos a colocarem uma boa quantidade de horas em seus títulos. Ainda que o Prime Time seja um facilitador nas lutas, Revival segue deixando uma grande quantidade de variáveis nas mãos do jogador: mesmo em um teste curto, vimos quase uma dezena de Personas sendo introduzidas; há um número considerável de atividades disponíveis em cada dia, e é claro que se manter em dia com a previsão do tempo também é um fator essencial ao longo da campanha, para saber quanto tempo se tem para finalizar uma dungeon.
Aos que já estão acostumados com essa dinâmica, Persona 4 Revival promete ser mais uma prova de que a Atlus está em um momento incrível. Fica a questão se o Prime Time será impactante a ponto de torcer alguns narizes, mas só saberemos a resposta quando o game for lançado para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC em 18 de fevereiro.
Editar comentário
Excluir comentário
Confirmar a exclusão do comentário?
Comentários (0)
Os comentários são moderados e caso viole nossos Termos e Condições de uso, o comentário será excluído. A persistência na violação acarretará em um banimento da sua conta.
Faça login para comentar e avaliar
Compartilhe sua opinião, publique críticas e participe das discussões com a comunidade Omelete.Escrever comentário