Mario Tennis Fever promete horas de diversão caótica
Game traz quantidade excelente de variação e tem boa medida de estratégia
Mario Tennis Fever é uma das grandes apostas da Nintendo para o primeiro semestre de 2026, e em teste antecipado foi possível arranhar a superfície daquilo que o game promete oferecer. Em Nova York, o Omelete pôde jogar duas partidas do jogo, que surpreenderam com competitividade justa e uma boa dose de caos.
Jogos esportivos de Mario sempre têm uma grande questão ao seu redor: quão roubados serão os poderes, e como eles vão impactar a gameplay? Em Ultra Smash, penúltimo título de Mario Tennis, a balança pesou demais para o lado do arcade, e partidas justas ficaram em segundo plano. Felizmente, o rumo foi reencontrado em Aces, e parece ter se mantido em Fever.
Na primeira partida que disputamos, de um contra um, vimos a grande variação de personagens disponíveis — cada um com diferentes atributos e um “arquétipo” como defensor, atacante e mais — e também uma boa parte das 30 Fever Rackets, responsáveis por trazer os poderes à quadra.
Na prática, as raquetes modificadas funcionam por meio de uma barra que é preenchida ao longo do confronto. Ao usá-la, o jogador executa um ataque poderoso e de alta precisão, e para defender é necessário quase adivinhar para qual lado da quadra o adversário está mirando.
Mesmo que o golpe seja defendido, o poder Fever não é gasto à toa. Além do ataque, cada raquete tem um efeito especial na quadra, como congelar uma área do chão, enchê-la de lama ou até criar uma sombra para jogar com você. Vale destacar que, ao menos nas raquetes que testamos, as habilidades são muito bem pensadas fisicamente: a lama, por exemplo, dá lentidão ao jogador e faz a bola perder bastante velocidade ao quicar, enquanto o gelo dá velocidade e faz os personagens escorregarem. Essas intempéries ficam ativas por alguns pontos, e dão alguma profundidade estratégica para os jogos.
No 1x1, esses elementos são suficientes para criar uma partida bem equilibrada. Há o gerenciamento dos poderes e, claro, a parte mecânica de se andar de um lado para o outro da quadra enquanto direciona suas raquetadas. No 2x2, entretanto, o caos foi um pouco maior.
A justificativa é simples: com dois jogadores há mais, também há duas Fever Rackets a mais em jogo. As trocações de ataques simples podem virar uma grande sequência eterna de especiais. O espaço limitado da quadra e a proporção dos personagens dentro dela também gera alguma confusão visual, e nosso jogo foi marcado por algumas raquetadas no vazio por conta disso.
Claro, era apenas nosso segundo jogo e mais tempo de prática tornaria a partida mais competitiva, mas ainda é fácil enxergar um caos maior do que no 1x1. De qualquer forma, não é como se a franquia Mario estivesse longe de disputas injustas regadas a risadas e provocações saudáveis.
Mario Tennis Fever chega no dia 12 de fevereiro para Nintendo Switch 2.