Pokémon Curtir a Noite | Show foi a prova de que Pokémon combina com tudo
Rave temática em Los Angeles deixará saudades para o público
Créditos da imagem: Divulgação/The Pokémon Company
Ao longo de seus 30 anos, Pokémon cultivou um carisma quase intocável como franquia: mesmo os projetos que parecem mais malucos (alô, Pokémon Sleep) possuem algum apelo — simplesmente por contarem com os monstrinhos que já amamos há tanto tempo. Um show de música eletrônica entra para o rol de ideias arriscadas da The Pokémon Company, mas a primeira edição do Curtir a Noite (Night Out) deixou claríssimo que a aposta foi certeira.
Antes de entrar no Intuit Dome, em Los Angeles, imaginei que Marshmello e, principalmente, Alison Wonderland, poderiam "dar uma segurada" em seus estilos para que o ambiente fosse um pouco mais leve. Eu não poderia estar mais errado. Alison já mostrou no primeiro drop que apesar das projeções fofinhas no telão, a batida não ia ser diferente. O clima era de rave, e mesmo quando a clássica abertura da primeira temporada tocou, ela veio acompanhada de um baixo pulsante.
Talvez, inclusive, por ter menos apelo comercial que a atração principal da noite, Alison não teve o menor receio em manter os monstrinhos em seu telão durante todo o set. Hits como "Day 'n' Nite" e "Stateside" embalaram as aparições de Psyduck, Rayquaza, Pikachu e cia.
Quando Marshmello tomou o palco, o cenário mudou um pouco. Ele é, afinal, um dos maiores DJs do mundo; o primeiro artista a se apresentar dentro de Fortnite, dono de parcerias com Jonas Brothers e Bastille, que já conquistou o direito de ser protagonista — ao menos durante alguns minutos — em um show compartilhado com Pokémon.
Com som menos agressivo e projeções mais discretas, o artista acabou criando um ciclo de expectativa e euforia. Depois de um bom tempo sem nenhum monstrinho dar as caras, a galera foi à loucura quando Toxtricity finalmente apareceu fazendo air guitar enquanto a batida estourava. O mesmo vale para o surgimento de um Gengar gigantesco depois de alguns minutos explorando uma mansão assombrada por Gastly e Haunter.
O ápice do set foi a batalha entre Groundon e Kyogre. A briga entre lendários, que provavelmente é uma das partes mais queridas em toda a lore de Pokémon, foi traduzida para a música eletrônica enquanto a dupla disputava com golpes cada vez mais poderosos — faltou uma aparição de Rayquaza para separar a rinha, mas tudo bem.
Quando as luzes acenderam logo depois de "Happier", a alegria de todos os presentes era perceptível nos rostos. Como fã de Pokémon e alguém que gosta bastante de música eletrônica, é muito único viver uma experiência extremamente improvável que mistura os dois.
Já estou com saudade de Pokémon Curtir a Noite, e torço sinceramente para que mais iniciativas similares aconteçam no futuro. Por enquanto, a "turnê" ainda tem outra parada, em Londres, no dia 10 de novembro. Para assistir ao vivo, basta acessar os canais oficiais de Pokémon no YouTube ou Twitch.
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