Phantom Blade Zero é soulslike? Entenda gênero do game
Jogo pode não ser exatamente da forma que você está esperando
Créditos da imagem: Divulgação/S-Game
Há alguns anos, absolutamente qualquer jogo de ação com tons mais sombrios e chefões monstruosos está fadado a ser chamado de soulslike pelo público. Não é diferente com Phantom Blade Zero, primeiro grande lançamento da S-Game, que até engana com seus visuais; depois de boas horas testando o game em Beijing, entretanto, fica bem claro que o título não tem tanto a ver com Dark Souls e Elden Ring.
Nas palavras do próprio Soulframe Liang, diretor e CEO da S-Game, Phantom Blade Zero inaugura o gênero kungfupunk: uma mistura da milenar arte marcial chinesa com elementos steampunk e cyberpunk. Nos gráficos, a marca sombria que consagrou a FromSoftware até dá as caras por aqui, mas a verdadeira diferença está no combate. O protagonista Soul incorpora o kung fu e seu viés mais acrobático, dando poder suficiente nas mãos do jogador para atropelar os inimigos.
A barra de estamina, praticamente essencial em soulslikes, é substituída pelo Sha-Chi, uma energia que só é gasta com determinados golpes — e que se recarrega automaticamente ao trocar de arma. Soul, afinal, pode equipar duas lâminas comuns ao mesmo tempo, e o game incentiva a troca constante entre elas para manter o Sha-Chi elevado sempre que possível. Os inimigos, inclusive, também possuem sua própria barra de energia, e zerá-la é essencial para causar grandes quantidades de dano.
Uma boa forma de reduzir o Sha-Chi adversário é pelos parries. Defesas no timing correto vão minando a resistência de chefões, e em alguns casos, quando uma luz azul pisca na tela, dão abertura para contra-ataques poderosos; o mesmo vale para esquivas, que abrem espaço para um golpe mais forte quando o inimigo ataca com um brilho vermelho.
Em termos ainda mais básicos de gameplay, há uma outra ruptura bastante notável com os jogos da From: chegar a um checkpoint não traz inimigos de volta à vida. Na verdade, durante nosso teste, uma vez que as áreas eram limpas, os inimigos nunca mais apareciam.
No fim das contas, existem algumas características compartilhadas entre os dois gêneros. Phantom Blade é desafiador e te obriga a decorar alguns padrões para conseguir avançar — mas não é como se isso não acontecesse em outros games que não tem nada a ver com FromSoftware. Há, entretanto, diferenças semelhantes para que o novo título da S-Game não receba a etiqueta de soulslike.
Phantom Blade Zero chega para PlayStation 5 e PC no dia 29 de outubro.
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