Monster Hunter Stories 3 pode ser o melhor da série
A Capcom dá aulas quando o assunto é domar monstros
Monster Hunter Stories está de volta para o terceiro jogo da franquia, e sinto que já posso cravar que ele voltou com tudo. Com o retorno de monstros marcantes, novas adições vindas dos últimos jogos e um visual completamente repaginado, Monster Hunter Stories 3: Twisted Reflection tem tudo para ser o melhor jogo da série.
Apesar de uma demo do game já estar disponível em todas as plataformas, englobando a maioria do Capítulo 1, neste preview pude jogar até o final dele e também um pouquinho do Capítulo 2. Com isso, posso dizer que a Capcom ainda não mostrou nada do que esse jogo pode entregar.
A narrativa se passa no reino de Azuria, que está em conflito direto com outro reino, Vermeil. A região se encontra à beira do desastre devido a um fenômeno que ninguém entende completamente.
O jogador controla um Montador, e também príncipe de Azuria, que tem a missão de desvendar os mistérios do mundo, e de salvar o reino e os monstros ameaçados de extinção. Essa é só a premissa, sendo que o final do Capítulo 1 expande muito os ramos das possibilidades para onde a narrativa pode chegar.
O gameplay não sofreu grandes alterações do jogo anterior, mas teve bastante melhorias. As batalhas por turno continuam desafiadoras, e com isso a customização de cada monstro é essencial para extrair o máximo deles.
O principal loop do game está em trazer as espécies em extinção de volta, e tornar cada região melhor para os diferentes monstros. Conseguir os ovos para criá-los funciona como nos jogos anteriores, pegando eles em diferentes cavernas e os chocando na base do time de Montadores.
A retomada deles para a natureza é feita através da captura e liberação dos diferentes ovos de cada monstro, assim subindo o ranking deles nas regiões onde se encontram. Isso é essencial para encontrar parceiros mais fortes para o time do protagonista, e poder derrotar os inimigos mais poderosos que escondem as espécies que estão mais ameaçadas.
Através da mecânica de tempo, durante a noite podem ser encontrados monstros invasores, que estão colocando certas espécies em perigo de desaparecerem para sempre. Para salvar essas criaturas e repopular as regiões, é preciso derrotar os intrusos — essas são lutas extremamente desafiadoras, e o visual do jogo só complementa isso.
Algumas pessoas criticaram fortemente os novos gráficos do jogo. Twisted Reflection abandonou de vez o visual mais fofo da franquia Stories, em troca de seus personagens terem proporções mais condizentes com a linha principal, mas isso não me incomodou. O jogo é estonteante, o uso de cores é o que mais se destaca, e todos os ambientes saltam aos olhos. Sem contar que o trabalho de animação, tanto dos humanos quanto dos monstros, beira a perfeição.
A última mudança que acho importante ressaltar são as missões de cada membro do seu time, que contam melhor sobre cada um deles e são a parte das side quests normais. São tarefas que parecem simples na superfície, mas que aparentemente vão se desenrolar ao longo da história. Deu para perceber que algumas possuem uma carga emocional mais tensa, enquanto outras são mais leves, o que condiz com o elenco que entrega diversidade e carisma.
Meu tempo com o começo de Monster Hunter Stories 3: Twisted Reflection foi perfeito. Entregou tudo que eu esperava e mais: um bom loop de gameplay, animações lindas, personagens carismáticos e uma história que começa lenta, mas atinge o estopim com maestria. Mal posso esperar para jogar a versão completa e salvar o mundo com meus monstros favoritos.