Monitor Samsung Odyssey OLED G5 é praticamente perfeito
O novo monitor gamer da Samsung é a melhor opção para quem busca qualidade e baixo preço
No final de abril, a Samsung anunciou o seu novo monitor gamer, o Odyssey OLED G5, um monitor que promete trazer tecnologias de ponta por um preço bem mais acessível que a média do mercado. Tivemos a oportunidade de testá-lo durante um mês e o resultado foi majoritariamente positivo, apesar de alguns deslizes menores.
O trunfo está no painel QD-OLED
Apesar do nome comercial sugerir um OLED tradicional, o Odyssey G5 é equipado com a tecnologia QD-OLED, que é praticamente uma melhoria do OLED que conhecemos, ao trazer toda a profundidade de pretos, graças à iluminação individual dos pixels, mas entrega cores ainda mais precisas e um nível de brilho máximo mais elevado. O modelo conta ainda com certificação Pantone e suporte a HDR10.
O resultado é impressionante e extremamente satisfatório, enriquecendo muito a experiência de jogar e de consumir conteúdos. É tão satisfatória que, por diversas vezes durante os testes, optei por assistir a filmes no computador em vez da TV da sala. Algumas dessas vezes, inclusive, não estava sozinho e, graças aos 178° de visão e à película Glare Free, que tem 54% menos brilho do que outras da própria marca, minha namorada também foi capaz de ver sem nenhum tipo de distorção de cor ou imagem.
Para evitar os conhecidos desgastes irregulares por retenção de imagem (também conhecidos como burn-in), a Samsung trouxe algumas soluções. Entre elas, a detecção automática de imagens estáticas, diminuindo seu brilho em comparação com o resto da tela. Embora o burn-in seja um problema cada vez mais raro e que costuma exigir meses ou anos para dar as caras, é reconfortante ver a marca agindo preventivamente.
Resolução e altos hertz
Ainda falando sobre seu display, ele possui 27 polegadas, medindo 61 x 35 cm, e com resolução QuadHD (1440p). É uma boa combinação, já que FullHD para um monitor desse tamanho possa expor algumas imperfeições da imagem, como serrilhados.
Contudo, é importante estar atento se o seu computador ou videogame tem capacidade para rodar games nesta definição, já que ela possui 77% mais pixels que o 1080p. A máquina utilizada durante os testes é relativamente forte, não tive nenhum problema para rodar Forza Horizon 6 em todo seu esplendor com uma boa quantidade de quadros por segundo.
O monitor alcança até 180Hz de taxa de atualização via DisplayPort 1.4 e 144Hz no HDMI 2.0. Por experiência própria, qualquer coisa acima de 120Hz é praticamente imperceptível, a menos que você seja um jogador profissional. Junto a isso, a única forma de chegar próximo de números assim é descer a qualidade gráfica do jogo, mesmo em computadores mais parrudos. São números de saltar os olhos, mas que não tem grande efetividade no uso do dia a dia.
O mesmo vale para o tempo de resposta de 0,03 ms. Embora seja uma surpreendente especificação, especialmente quando casada com o suporte a FreeSync e G-SYNC, não deve ser o fator isolado de compra.
Pequenos tropeços na caixa
Mesmo assim, eu tive uma experiência frustrante logo que coloquei o monitor para funcionar. Ao conectar o monitor com o cabo DisplayPort incluso na caixa, o sistema limitou a transmissão a apenas 1440p em 60Hz. Mexi em todas as configurações que podia, pra lá e pra cá, mas nada mudava. O problema só foi resolvido ao substituirmos o acessório por outro cabo próprio, o que liberou instantaneamente as frequências mais altas.
Há um menu físico que é possível alterar diversos aspectos da imagem, como brilho, nitidez, contraste e balanço de branco. Um dos pontos que mais me chamou a atenção foi no ponto de acessibilidade, com as várias possibilidades de filtro de cor para tipos variados de daltonismo. Também tem disponível o “Ponto Alvo Virtual”, que coloca uma retícula no centro da tela muito útil pra galera dos FPS.
E ainda que não tenha alto-falantes integrados, o monitor possui uma entrada de P2 para fones de ouvido. Por se tratar de um produto premium, é algo que faz falta, mas está condizente com a ideia dele ser de ser um dos mais acessíveis da categoria.
O verdadeiro calcanhar de Aquiles do produto é a sua base. Embora seja de fácil montagem e traga um canal para gerenciamento de cabos, ela ocupa um espaço generoso na mesa e não oferece qualquer ajuste de altura e apenas um leve de inclinação. Para um uso ideal, o usuário se vê praticamente obrigado a investir em um braço articulado ou suporte compatível com a furação VESA.
Vale a pena?
O preço do Odyssey OLED G5 no site oficial da Samsung é R$ 3.269,00, que pode parecer um investimento elevado, até ser comparado com a concorrência. Essa acaba sendo uma incrível opção custo benefício para quem busca jogar e trabalhar monitor OLED.
Sendo assim, o Odyssey OLED G5 da Samsung é um monitor completo, de altíssima qualidade, que mostra ser possível entregar um produto top de linha sem cobrar valores exorbitantes. Os únicos pontos negativos (suporte e cabo) não tem a mínima capacidade de ofuscar o brilho dessa tela.
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