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Marvel Tokon é retorno triunfal das Casa das Ideias aos jogos de luta

Com um gameplay acessível e uma apresentação incrível, a Arc System Works parece ter outra joia do infinito nas mãos.

Omelete
3 min de leitura
Sods
06.05.2026, às 12H42.
Atualizada em 06.05.2026, ÀS 13H02

Durante a gamescom latam 2026, pude testar Marvel Tokon: Fighting Souls, novo jogo de luta da lendária desenvolvedora Arc System Works, que também a volta da Marvel para o gênero pela primeira vez desde Marvel vs. Capcom: Infinite. Tive meia hora para testar alguns personagens contra outro jogador, e tenho que dizer que o tempo passou rápido demais, para minha infelicidade.

Marvel Tokon Fighting Souls
Divulgação/Sony

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A Arc System Works pode ser colocada como um dos, se não o maior, estúdio de jogos de luta que existe. Seu portfólio conta tanto com propriedades intelectuais autorais, como Guilty Gear, quanto várias outras franquias de terceiros, como Dragon Ball e Granblue Fantasy. Não consigo me lembrar quando eles lançaram algum projeto fraco, e garanto que Tokon tem altas chances de ser mais uma joia da equipe.

As lutas são no formato Tag Team, onde cada lado escolhe quatro combatentes que podem se alternar ou darem assistência durante a partida — e é aí que vem o primeiro ponto fora da curva, já que jogos do tipo possuem normalmente times de três personagens, e não quatro. Porém, esse elemento vem acompanhado de outro também bastante interessante.

Os Tag Teams normalmente seguem a lógica que cada personagem representa uma vida: quando um “morre”, o jogador fica em extrema desvantagem. Em Tokon não funciona assim. Quando a vida de um membro da equipe chega ao fim, ela é contada como um round perdido, mas o personagem não sai do time, ele continua lutando.

Com mais membros por equipe, e sem eles ficarem indisponíveis ao serem derrotados, o caos é constante, no bom sentido. O gameplay, com todos os efeitos, poderes e assistências, nunca desacelera.

Com isso, deu para perceber que Tokon é um dos jogos mais acessíveis do estúdio. Os inputs são muito simples, não tendo quase nenhum “motion control”, nome chique para o clássico “meia lua pra trás” e outros comandos similares. Tudo é feito apenas com direcionais, como apertando para cima e pressionando triângulo, ou combinando baixo e X, que chama uma assistência específica.

Os autocombos também estão presentes e em peso. Todos os três botões de ataque geram sequências ao apertá-los repetidamente — e em certos casos, como do Wolverine, o R1 também funcionava. Isso faz muito sentido se pararmos para pensar que, apesar dos vários fãs de Marvel vs. Capcom, a editora de quadrinhos possui muito mais fãs que podem vir a jogar Tokon, e que não são especialistas em jogos de luta. Ao mesmo tempo, deu para perceber que isso é só a superfície: o game é muito mais profundo.

Mesmo eu, que não jogava algo do tipo desde meu hiperfoco em Dragon Ball FighterZ na pandemia, me familiarizei rapidamente com os novos controles. Consegui ganhar todas as partidas contra meu colega, e até mesmo consegui entender algumas interações intuitivamente, no pouco tempo que tive.

Marvel Tokon Fighting Souls
Divulgação/Sony

Toda a experiência foi muito fluida, graças aos controles simples e divertidos, mas também graças ao visual do jogo. A Arc System Works é famosa por entregar o ápice dos jogos de luta, seja em estilo musical ou personagens muito bem animados. Marvel Tokon é mais uma de suas belas pinturas.

Cenários, animações de personagens, interações com o ambiente — tudo é incrível de se olhar e de se ouvir. E com um gameplay simples de começar, mas com muita profundidade para aprender, eu sai da minha sessão querendo mergulhar de cabeça no buraco negro que são os jogos de luta, novamente. Marvel Tokon: Fighting Souls tem tudo para ser mais um acerto da Arc System Works, e um deleite para os fãs da Marvel.

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