Jogamos | Call of Duty tenta retornar aos trilhos com Modern Warfare 4
Durante acesso antecipado, pudemos testar uma missão da campanha e partidas multiplayer
Após o fracasso de público e crítica que foi Black Ops 7 e o sucesso estrondoso do rival Battefield 6, a Activision precisou se reagrupar a arrumar a casinha para que o próximo jogo da franquia não sofresse o mesmo baque. A aposta para recuperar a coroa foi Modern Warfare 4, título completamente inédito da série situado em uma Coreia do Sul em guerra após um grande ataque da sua vizinha, Coreia do Norte.
No último final de semana, tive a oportunidade de jogar o tanto o modo multiplayer de MW4 quanto uma missão de sua campanha. A sensação é de que voltar à modernidade foi a escolha certa para entregar uma experiência sólida e se afastar do fantasma do verão passado.
A missão da campanha em si não é relevante para esta melhora. A missão Nas Trincheiras coloca o jogador no papel do soldado Park que, junto de seu esquadrão, deve evitar a explosão de um reator, alvo dos norte-coreanos. Como o nome sugere, enfrentamos vários inimigos em trincheiras, dirigimos veículos e até passamos por uma sessão de parkour.
Aparentemente, esta missão é de uma parte mais avançada da história, com muitas coisas acontecendo sem contexto nenhum. Apesar das sessões de combate serem bastante intensas, cheias de confrontos em corredores estreitos e combates em campo aberto contra vários inimigos, me incomodou levemente alguns momentos de violência extrema sem necessidade narrativa. Há quem defenda que esse é um momento “guerra é ruim e pessoas sofrem” como a franquia sempre fez, mas eu acredito ser apenas um sadismo desnecessário dentro do contexto apresentado. Não sou contra o gore, desde que condizente com o todo da obra.
Call of Duty: Modern Warfare 4 brilhou mesmo no modo multijogador, para a surpresa de ninguém. Vários modos estavam disponíveis, como os clássicos Baixa Confirmada e Localizar e Destruir, além de alguns inéditos.
Meu destaque fica para Kill Block, no qual duas equipes de cinco jogadores se enfrentam em até 11 rounds. As duas equipes recebem exatamente o mesmo loudout, que é trocado a cada dois confrontos. É vitorioso a equipe que eliminar completamente a adversária ou a que capturar a bandeira durante a prorrogação. As partidas são rápidas, frenéticas e coloca os jogadores em pé de igualdade. É impossível reclamar de um jogador pelo armamento dele se você está usando exatamente o mesmo, não é mesmo?
Outro destaque é o Curso de mobilidade. Nada de tiroteio, aqui a parada é chegar do ponto A ao ponto B o mais rápido possível. Ele está alinhado com a pegada parkour apresentada na campanha e relembra levemente os mapas Surf de Counter-Strike 2. Admito ter gasto mais tempo neste aqui melhorando meu tempo do que em outros modos.
Voltando ao confronto entre jogadores, algumas armas precisam de uma recalibragem. Escopetas facilmente derrotam o adversário há muitos metros de distância com apenas um tiro. Metralhadoras demoram muito tempo para serem sacadas, resultando em baixas recorrentes em encontros close-quarters.
Os mapas, em contrapartida, tem um leve design excelente. Eles são fáceis de se entender, de se navegar e de se montar estratégias. Em três partidas, você já sabe exatamente os caminhos possíveis, possibilitando um desempenho melhor e partidas menos frustrantes.
Descobriremos o quanto Call of Duty: Modern Warfare 4 vai melhorar ou piorar em 26 de outubro, quando for lançado para PlayStation 5, Xbox Series X/S, Nintendo Switch 2 e PC. Caso queira testá-lo antes de comprar, um beta aberto estará disponível entre os dias 28 de agosto e 1º de setembro.
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