Forza Horizon 6 dá vida aos distintos e belíssimos ecossistemas do Japão
Jogo cria mundo vivo e heterogêneo usando paisagens clássicas do país
Se Forza Horizon já se estabeleceu como a franquia mais "vibes" entre os jogos de corrida, levá-la para o Japão era o caminho mais óbvio possível. Em Forza Horizon 6, um dos países mais bonitos e heterogêneos do mundo encontra velocidades altíssimas, inúmeros desafios e, claro, muito drift.
O Omelete teve acesso a uma versão antecipada do próximo grande exclusivo da Microsoft e as impressões iniciais foram muito positivas. O novo game parece ter aprimorado alguns poucos recursos que ainda faltavam no seu antecessor, além de já transportar toda a competência acumulada da série para algumas das paisagens mais badaladas dos últimos anos.
O maior desafio de Horizon 6, inclusive, talvez seja justamente fazer jus a essa expectativa: o maior mapa da franquia precisava ser heterogêneo o suficiente para conseguir explorar todos os diferentes tipos de beleza que Tóquio e seus arredores possuem, mas criar alguma naturalidade nessas transições de biomas.
Felizmente, a Playground parece ter acertado em cheio nesse sentido, e só o ato de pilotar de uma prova até a outra já é divertido por si só. Cada ponto turístico descoberto renova o interesse no cenário, e dirigir se torna quase automático. Cerejeiras, templos, cordilheiras nevadas, o caos brilhante da metrópole e o imponente Monte Fuji estão todos lá, e é sempre um prazer encontrá-los.
Para quem quer maximizar a experiência visual, inclusive, recursos de piloto automático estão mais acessíveis do que nunca. Ao definir um destino final, o jogador pode facilmente ativar o Auto-Drive e a Câmera Cinematográfica, virando apenas espectador do cenário.
A acessibilidade dessas funções, inclusive, merece destaque. Quase tudo pode ser feito sem precisar entrar no menu de pausa: definir um novo destino, ligar o Modo Foto ou o Modo Drone, iniciar o piloto automático e desafiar pilotos que cruzem o seu caminho podem ser todos feitos sem ocultar a estrada, dando uma imersão incrível.
Dito isso, Forza ainda é uma franquia de corrida — gênero que passa longe de ser minha especialidade, mas ainda é possível analisar um detalhe ou outro. Naturalmente, existe um grande foco nos drifts: a gameplay quase obriga o jogador a usar as derrapadas como ferramenta nas curvas, e as incentiva ainda mais em pequenos desafios inclusos em pequenos setores do mapa. Em locais com estrada mais sinuosa, o jogador é desafiado a fazer a maior quantidade de drifts possível e recebe uma nota de uma a três estrelas de acordo com sua performance.
Esse tipo de minigame é ativado automaticamente no mapa, sem necessidade de uma tela de loading ou de apertar qualquer botão. Nesse mesmo formato, há desafios de rally, para chegar de um ponto a outro sem uma estrada definida, e também de dragster, onde apenas a velocidade em linha reta importa.
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Para além dos minigames, há também as provas comuns que, na demo disponibilizada, serviam como classificatória para o Horizon Festival. Elas também misturam estilos de corrida e veículo, levando o jogador para praias paradisíacas, cruzamentos movimentados e cenários mais montanhosos. Infelizmente, o tal do Horizon Festival, que seria o primeiro grande passo do nosso piloto novato, ainda não podia ser acessado, e fica a curiosidade pela maneira que os desenvolvedores irão usá-lo para criar uma experiência única.
Por fim, vale citar toda a parte de customização em Forza Horizon 6. As expectativas pela personalização de garagem não foram criadas à toa, e o game traz um repertório incrível para que os jogadores criem seus cafofos: pisos, sofás, iluminação, barracas, pôsteres e muito mais estão disponíveis. Na parte dos carros, a profundidade se repete tanto no visual quanto na parte técnica, com várias otimizações mecânicas possíveis para todos os veículos, além da garantia de que seu estilo será sempre representado na pista.
Forza Horizon 6 tem tudo para ser uma sequência à altura do que se passou a esperar da franquia. Cenários incríveis e gameplay simples, porém profunda, se combinam em uma experiência que faz o jogador criar gosto por dirigir. Os motores dão partida em 19 de maio, no Xbox Series X|S e PC; uma versão de PlayStation 5 está prometida, mas ainda sem data.
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