Fire Emblem: Fortune's Weave promete ser um dos melhores do ano | Jogamos
O mais novo exclusivo da Nintendo deve trazer de volta aquilo que fez a franquia explodir
Créditos da imagem: Divulgação/Nintendo
Fire Emblem é uma das franquias mais antigas da Nintendo, tendo começado no NES, em 1990. De lá para cá, ela passou por altos e baixos, sempre sendo mais nichada, se comparada a Zelda e Mario. Por ser uma série de combate de estratégia por turno, sua popularidade nunca foi estrondosa, mas angariou muitos fãs ao longo das décadas, se tornando uma das franquias de maior qualidade de todo o gênero.
A revitalização que a era do 3DS trouxe com Fire Emblem: Awakening a salvou de ser cancelada, mas foi com Fire Emblem: Three Houses, lançado em 2019 para o Switch, que ela explodiu em popularidade. Agora, Fortune’s Weave dá continuação a esse título, mas de maneiras não convencionais.
O jogo entre Fortune’s Weave e Three Houses, Engage, dividiu os fãs pela sua história mais simples, apesar de possuir um gameplay extremamente divertido. Já aqui, a série volta para as raízes de Three Houses, possuindo o que parece ser um enredo complexo e cheio de mistérios. Além de trazer múltiplas rotas, assim como seu antecessor, minhas mais de 12 horas de preview me deixaram com mais perguntas do que respostas.
Diferente de Three Houses, onde todas as rotas da história partiam do mesmo ponto inicial, Fortune’s Weave traz seus quatro protagonistas de lugares completamente separados na narrativa. Cada um tem uma jornada que parece independente das outras, com algumas tendo só algum ponto de cruzamento até onde joguei.
Outra diferença é a temática. O que antes era um jogo muito inspirado na série Persona, se passando em uma escola, agora os grandes jogos no coliseu da cidade de Dagsian são o ponto central.
Com narrativas tão divergentes entre si, vem um problema: nem todas as histórias engajam da mesma forma. Pude jogar com dois personagens até o momento, o Dietrich e a Leda — e os dois são o perfeito exemplo disso.
A história de Leda é extremamente pessoal, tendo o objetivo de vingar a morte de seu pai a todo custo, mesmo que isso custe sua vida. Já Dietrich não tem nenhuma urgência em sua narrativa. Ele é movido apenas pelo seu desejo de lutar, deixando o misterioso Fabio, um de seus companheiros, ditar o ritmo de sua rota, pelo menos até o ponto em que o preview se encerrava.
Essa discrepância de foco narrativo fez eu me interessar mais por um grupo do que pelo outro, e acabei colocando Dietrich de canto para focar meu tempo só na história de Leda. O ponto positivo, entretanto, é onde todas essas narrativas vão convergir.
Pelos trailers, pudemos ver que há um grande mal a ser abatido, e cada um de nossos heróis serão importantes para isso. E mesmo com mais de 10 horas jogadas, ainda não faço ideia de como as coisas vão terminar, ou como a campanha vai chegar nesse ponto cataclísmico, o que me deixa muito animado e esperançoso.
Indo para a parte do gameplay, as diferentes rotas são um ponto muito importante. Antes, em Three Houses, o jogador precisava começar um novo jogo para escolher qual delas jogar, mas agora esse problema não existe. É possível trocar entre elas a quase qualquer momento, apesar de eu não recomendar, já que mesmo estando dentro do mesmo save, nada que é feito em uma é carregado para outra.
Toda a experiência, itens e personagens recrutados não se intercalam entre as diferentes histórias; todas são independentes. Isso faz com que muitos conteúdos, como dungeons e sidequests se repitam em cada uma delas. Então ficar evoluindo as rotas simultaneamente traz uma sensação de estar fazendo quase a mesma coisa de novo e de novo. Com isso, conclui que será melhor levar uma a uma o mais longe que dá e depois começar outra história.
As outras novidades do gameplay vêm por meio da exploração do continente de Dagda, onde o jogo se passa. Entre as missões principais é dado para o jogador um timer para fazer atividades extras, que vão de treinar, angariar recursos e explorar mundo afora.
Tudo é muito simples, para andar pelo mapa se gastam os “turnos”, que vem em boa quantidade entre as missões principais. Nele podemos enfrentar pequenas batalhas para ganhar experiência para a unidades e também renome, um medidor de popularidade que desbloqueia itens, mais quests e personagens recrutáveis.
A maior novidade que temos aqui é o retorno da exploração de Dungeons, que não aparecia na franquia desde o 3DS. É uma quebra muito bem vinda ao gameplay, já que são labirintos interessantes com bastantes recursos. E além disso, o sistema de batalha muda para um simples, mas prático, combate por turno de RPG.
Um dos pontos que mais me agradou nesse preview foi a apresentação do jogo. Nada aqui é revolucionário tecnicamente, mas a direção de arte e principalmente o design de personagens nunca desaponta em um Fire Emblem, e aqui está melhor do que nunca. A trilha sonora também é excelente, continuando a ser um dos pontos mais fortes da franquia.
Não achei nenhum grande problema em Fire Emblem: Fortune’s Weave durante meu preview, apenas o que apontei sobre a discrepância entre as diferentes rotas, mas o que é grave, de fato, é a falta da localização para a língua portuguesa. Dado o tamanho da franquia, e o quanto de informação escrita o game tem, tanto de gameplay quanto de narrativa, isso é um grande impeditivo para várias pessoas vivenciarem esse que promete ser um dos grandes jogos do ano.
Fire Emblem: Fortune’s Weave lança em 17 de setembro, exclusivamente para o Nintendo Switch 2, e eu não poderia estar mais animado para jogá-lo.
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