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Games
Crítica

Mario Tennis Fever é retorno triunfal da série clássica

Fever é recheado de desafios e novas mecânicas que justificam a espera pelo título

Omelete
5 min de leitura
Pepe
10.02.2026, às 11H00.

Todo fã de Mario que se preze sabe que uma partida de Mario Tennis — assim como de qualquer jogo esportivo estrelado pelo encanador — vai muito além de uma simples disputa online. A série é, talvez, uma das mais tradicionais da franquia quando falamos de jogos de esporte. Sua trajetória começou ainda em 1995, com Mario’s Tennis, passou pelo clássico do Nintendo 64 e chegou às gerações mais recentes com Mario Tennis Aces, lançado para o Nintendo Switch em 2018. No entanto, ao longo dos anos, a franquia acabou perdendo parte de seu brilho, afastando-se ligeiramente da era de ouro que a consagrou. Nesse contexto, Mario Tennis Fever surge como uma nova aposta — e pode muito bem ser o trunfo necessário para devolver à série o destaque que ela merece.

Mario Tennis Fever
Divulgação/Nintendo

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Fever representa, sem exageros, um salto significativo em relação ao seu antecessor, Aces. Enquanto o título de 2018 apostava em partidas fortemente pautadas por um conjunto de mecânicas inspiradas em jogos de luta — incluindo o controverso sistema de desgaste e quebra de raquetes —, que tornavam as partidas desafiadores porém repetitivas, Fever segue por um caminho mais dinâmico e acessível, sem abrir mão do desafio. Aqui, o duelo esportivo não se resume apenas à habilidade do jogador em rebater a bola no tempo correto, mas também à tomada de decisões estratégicas, especialmente na escolha da raquete ideal para cada estilo de jogo.

Em Fever, somos apresentados às chamadas Raquetes Eufóricas: equipamentos especiais que possuem poderes inspirados em personagens e elementos clássicos do universo Mario Bros. Quando utilizadas corretamente, essas raquetes são capazes de instaurar um verdadeiro — e delicioso — caos em quadra. Ao todo, são 30 raquetes disponíveis, cada uma com habilidades únicas, que não apenas ampliam as possibilidades estratégicas das partidas, mas também renovam a experiência do Modo Torneio, um dos pilares mais clássicos e divertidos da franquia, agora ainda mais prazeroso de jogar graças a essas novas mecânicas.

Mario Tennis Fever
Divulgação/Nintendo

Jogadores com um estilo mais técnico, que valorizam jogadas de precisão, podem optar, por exemplo, pela Raquete Sinuosa, que facilita bolas curvas quase irreais. Para os mais defensivos, há opções que concedem um aumento expressivo de velocidade, como a Raquete Turbo Dourado, capaz de permitir ao jogador chegar em bolas que, em outras circunstâncias, seriam praticamente inalcançáveis. Já quem prefere uma abordagem mais ofensiva pode escolher a Raquete Vulcão, que cria pequenos vulcões capazes de lançar bolas de fogo na quadra adversária — embora seja preciso cautela, já que esses chamados golpes eufóricos podem ser rebatidos e usados contra você. O resultado é um vasto e criativo catálogo de raquetes que torna a experiência de Fever verdadeiramente única.

E se, por um lado, as raquetes eufóricas brilham nos modos Livre e Torneio, por outro, o Modo Aventura single-player não consegue manter o mesmo nível de impacto. Embora faça uso das mecânicas já citadas, ele carece do brilho e da ousadia presentes nos demais modos. Aqui, somos apresentados a uma história em que Mario, Luigi, Peach – e a dupla hilária formada por Waluigi e Wario – acabam transformados em bebês, cabendo ao jogador ajudá-los a retornar à forma adulta.

Assumindo o controle de Baby Mario, o jogador embarca em uma aventura que funciona, essencialmente, como um grande (e inicialmente longo) tutorial — algo que não se distancia muito do que já havia sido apresentado no título anterior da franquia. Ao longo do percurso, há, sim, momentos genuinamente desafiadores e até criativos, pensados para ensinar novas jogadas e mecânicas, com destaque para os desafios finais antes da região do Vale dos Monstros. Ainda assim, permanece a sensação de que essas boas ideias poderiam ter sido exploradas com mais profundidade, abrindo espaço para um modo história mais robusto e ambicioso, e que justificasse um pouco mais o preço do jogo.

Com todas essas limitações, o Modo Aventura acaba encontrando seu valor como uma experiência leve e introdutória. Ele pode não empolgar jogadores veteranos, mas cumpre bem o papel de apresentar o ritmo, as regras e as particularidades do jogo para quem está chegando agora à franquia ou ainda tentando pegar o jeito.

Mario Tennis Fever ainda guarda outras boas surpresas, como a área de Missões, onde encontramos o desafio da Torre. O jogador começa pela Torre da Iniciação, cujo objetivo é simples: alcançar seu último andar. Ao completar o desafio final, uma nova torre é desbloqueada, elevando gradualmente o nível de dificuldade. No entanto, é preciso cautela: quem decide encarar a escalada conta com apenas três vidas para atravessar os dez níveis que compõem cada torre.

Mario Tennis Fever
Divulgação/Nintendo

À primeira vista, os desafios podem parecer simples — especialmente na torre inicial —, mas, conforme o jogador avança, o peso dessas três únicas vidas passa a ser sentido. A margem para erro diminui, a tensão aumenta e a sensação de desafio cresce de forma natural e bem dosada, algo que não acontece no modo Aventura.

Para quem busca uma experiência mais leve e descontraída entre amigos, o modo Gincanas surge como uma alternativa. Não espere encontrar aqui algo particularmente inovador ou tão desafiador quanto o modo Missão, mas, se a ideia for apenas se divertir em disputas rápidas de pontos com os colegas, este modo cumpre muito bem o seu papel.

Outro grande acerto de Mario Tennis Fever está no amplo leque de personagens disponíveis, que atualmente chega a 38 opções jogáveis. Engana-se quem acredita que essas escolhas são meramente cosméticas, já que cada personagem possui estatísticas próprias — como velocidade, potência, precisão e efeito — que impactam diretamente o ritmo e o resultado das partidas. No contexto competitivo, isso faz com que a escolha do personagem seja tão importante quanto a da raquete, incentivando diferentes estilos de jogo e abordagens estratégicas.

Além disso, alguns personagens contam com variações visuais, como o Yoshi, que possui oito opções de cores. Não é nada especialmente criativo, mas funciona como um incentivo extra para experimentação dentro do elenco. Vale ainda o destaque positivo para a adição do Baby Waluigi, uma variante inédita.

Mario Tennis Fever é um grande acerto para o Nintendo Switch 2 e marca um excelente retorno da série Tennis. Mais do que isso, trata-se de um jogo que demonstra profundo respeito pelo próprio legado e que, ao encontrar um diferencial interessante — representado pelas raquetes eufóricas —, consegue justificar seu retorno ao catálogo da Nintendo como um dos principais títulos estrelados por Mario. Fever pode não ser o jogo mais ambicioso ou criativo do universo Mario Bros., mas é, sem dúvida, uma adição sólida e extremamente divertida a uma biblioteca já excepcional de jogos do encanador bigodudo.

Mario Tennis Fever
Divulgação/Nintendo

Nota do Crítico

Mario Tennis Fever

Mario Tennis Fever

12.02.2026
Esporte
Desenvolvedora: Camelot, Nintendo
Publicadora: Nintendo
Classificação: LIVRE
Plataformas: Nintendo Switch 2
Testado em: Nintendo Switch 2

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