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Crítica

Final Fantasy Resonance é uma carta de amor à franquia de RPG [Review]

Com visuais renovados e uma história cativante, remake de Brave Exvius merece a atenção dos fãs do gênero

Omelete
5 min de leitura
Atualizada em 20.10.2026, ÀS 11H44
Final Fantasy Resonance

Créditos da imagem: Square Enix

Final Fantasy é uma daquelas franquias de videogames que transcende seu gênero, no caso, o do RPG. Desde seu primeiro jogo, lançado em 1987, foram mais de 16 títulos principais lançados, sem falar nos diversos spinoffs, ao longo de 40 anos de. Final Fantasy Resonance, o lançamento mais recente, chega para honrar toda essa história – trazendo o combate por turno de volta junto elementos clássicos dessas narrativas.

Resonance é um remake de Final Fantasy: Brave Exvius, título para celulares que saiu em 2015. Essa é uma nova febre das desenvolvedoras, de usar a base desses gatcha games – títulos que bebem do jogo do azar para manter o usuário voltando – para entregar, agora, experiências adaptadas para os consoles. A própria Square Enix, dona da Final Fantasy, já fez algo parecido com Octopath Traveler 0, por exemplo.

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Brave Exvius foi completamente revitalizado, tanto nos gráficos quanto no gameplay, assim se transformando em Resonance. A maior mudança está na na redução dos elementos de gatcha game da experiência, que por outro lado manteve sua narrativa praticamente inalterada.

Final Fantasy Resonance
Square Enix

Aqui seguimos a história Rain, um cavaleiro do Reino de Grandshelt. Junto de seu irmão de criação, Lasswel, e companhia, o grupo deve salvar o mundo de seis cavaleiros misteriosos, auto intitulados de Sworn Six. No estilo mais clássico possível da série, a trupe viaja pelo mapa angariando novos companheiros, desvendando seus mistérios e enfrentando uma enorme variedade de inimigos.

A história é um enorme ponto de atenção. Ela começa da forma mais clichê possível, mas foi em seus desdobramentos que me surpreendi. O jogo apresenta diversas reviravoltas e momentos marcantes, que por muitas vezes continuavam caindo em certas convenções do gênero, mas feitos com muita qualidade, principalmente quando se trata do desenvolvimento dos personagens. Isso também vale para a jogabilidade.

Final Fantasy Resonance
Square Enix

Os combates são por turno, com a ordem de ação variando conforme a velocidade de cada unidade. Assim como a narrativa, no começo ele parece simples e sem graça, mas depois das primeiras horas de jogo, ganha novas facetas. Adicionando diversos elementos por cima de sua fórmula base, como habilidades ou equipamentos que mudam a estratégia de cada personagem, o sistema logo se revela mais profundo.

Conforme avançamos na campanha, as Visões são desbloqueadas – elas são invocações dos protagonistas dos jogos Final Fantasy. Quando equipadas, elas oferecem novas habilidades passivas e ativas, algumas desbloqueadas através de níveis de vínculo com a unidade específica e que podem ser misturadas com a de outras Visões, previamente desbloqueadas, através de pontos de ação. A cereja no bolo desses summons são as belíssimas animações pré-renderizadas de seus ataques supremos, que entregam a nostalgia mais épica para os fãs de longa data.

Final Fantasy Resonance
Square Enix

É com as Visões, também que mora a complexidade e customização de Resonance, que só aumenta ao logno das mais de 40 horas que levei para zerar o game. Há também uma boa quantidade de conteúdo opcional que pode aumentar a duração jogatina ainda mais: desafios de combate, chefes e dungeons. Os três níveis de dificuldade também dão mais opções, conforme o desafio desejado pelo jogador, apesar de que achei o mais difícil desbalanceado, com os inimigos parecendo esponjas de dano de tanta vida que possuíam.

Final Fantasy Resonance
Square Enix

No modo padrão, o jogo possui apenas alguns momentos com picos de dificuldades acentuados, e se mostrou essa uma das melhores experiências que tive com um jogo de RPG em muito tempo. O que também ajuda nessa percepção é que toda nova região tem um nível recomendável de personagem indicado. Sim, dá para ignorar isso e tentar mesmo estando em desvantagem e encarar o grande desafio adiante, mas isso não é algo indico se você quer manter ter uma relação saudável com o game.

Em caso de se sentir mais fraco que os inimigos da história principal, Resonance apresenta no seu conteúdo extra várias formas de recompensas para deixar seu grupo mais forte. De longe as missões secundárias são a melhor parte disso.

Aqui, não há muitas, mas todas elas apresentam narrativas ricas, e objetivos claros. Essa é uma combinação que faz delas bastante prazerosas. Elas sempre trazem mais contexto para o mundo ou para os personagens, como a missão de descobrir uma antiga civilização élfica, ou a que temos de melhorar o companheiro robô de Lid, uma das heroínas que nos segue na aventura. Elas também não estão em abundância no game, mantendo um bom equilíbrio com a história principal.

Talvez, saber que é um remake de um jogo para celular pode fazer algumas pessoas desmerecerem Final Fantasy Resonance, mas isso seria um grande erro. Todos os elementos da experiência original foram elevados para o que se espera de um jogo para consoles, ainda mais graficamente. O remake recebe o tratamento HD-2D que a Square Enix vem aperfeiçoando ao longo dos anos, e aqui eles atingiram novos níveis disso.

Final Fantasy Resonance
Square Enix

Mesclando ambientes 3D com modelos de personagens 2D, e somando isso a efeitos e movimentos de câmera que seriam impossíveis na época dos primeiros jogos da franquia, os visuais entregam o primor que uma história dessa merece. Há momentos épicos, emocionantes e engraçados, com o pacote gráfico embelezando-os ainda mais. Mas, apesar dos melhores momentos que o game entrega, a falta de localização para o nosso português deixa sua marca.

Final Fantasy Resonance merece cada minuto de atenção do jogador. Seja nos diálogos muito bem atuados pelos dubladores ou nas lutas divertidas, o jogo a todo momento entrega seu coração de bandeja ao jogador. Sim, há muitos clichês do gênero, mas aqui eles servem mais como grandes referências a própria franquia, que é uma das precursoras dos RPGs. Com muito carinho por sua história, e por aquelas que ainda virão, essa é uma aventura que todo mundo vai amar, até mesmo em seus momentos mais simples.

Final Fantasy Resonance
Square Enix

Nota do Crítico

Final Fantasy Resonance

Final Fantasy Resonance

22 de outubro de 2026
RPG
Desenvolvedora: Square Enix
Publicadora: Square Enix
Classificação: 12 anos
Testado em: PlayStation 5

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