UFC só no Paramount+

Icone Conheça Chippu
Icone Fechar
Games
Crítica

Don't Stop, Girlypop! é a aventura frenética que todo fã de Y2K merece

Shooter resgata essência dos anos 2000 com eficiência

Omelete
3 min de leitura
Pepe
28.01.2026, às 18H30.
Don't Stop, Girlypop! é a aventura frenética que todo fã de Y2K merece

Don’t Stop, Girlypop! é um daqueles jogos que deixam claro, logo nos primeiros minutos, que têm uma identidade muito bem definida — e confiança de sobra para bancá-la. Misturando FPS com uma estética Y2K exagerada, rosa, caótica e cheia de personalidade, o jogo da Funny Fintan Softworks entrega uma experiência que pode até parecer frenética demais à primeira vista, mas que rapidamente se mostra coerente com tudo o que se propõe a fazer. 

Dentro de sua narrativa apocalíptica e estética propositalmente excessiva, o game funciona como um ótimo passatempo para quem gosta de shooters rápidos e desafiadores.

Omelete Recomenda

Disponível para PC via Steam, Don’t Stop, Girlypop! é um "first-person arena shooter" desenvolvido por Jane Fiona, que trabalhou no projeto por cerca de seis anos, desde os seus 15 anos de idade. A proposta do jogo parte de uma releitura bastante pessoal do gênero: aqui, a violência tradicional dos shooters dá lugar a conceitos como amor, cor, música pop e customização. Em vez de cenários cinza e infernais, o jogador percorre arenas coloridas, com temática Y2K, enfrentando inimigos em um mundo que mistura fantasia, crítica ao capitalismo e preocupações ambientais.

Na prática, o jogo aposta em uma gameplay extremamente focado em velocidade, movimentação e precisão. As dinâmicas de mira e deslocamento são rápidas e exigentes, especialmente no modo difícil e sem assistência de mira, o que pode afastar jogadores menos acostumados com shooters mais técnicos. Ainda assim, esse ritmo acelerado não é um defeito — pelo contrário, é justamente nessa intensidade que a estética Y2K se justifica. O exagero, marca registrada desse período no tempo, se traduz perfeitamente em combates caóticos, arenas cheias de inimigos e mecânicas que exigem atenção constante do jogador.

Um dos grandes destaques de Don’t Stop, Girlypop! está no arsenal variado que o jogo apresenta ao longo das fases. A cada novo nível, o jogador é surpreendido tanto por armas inéditas quanto pela quantidade crescente de inimigos. Entre elas, a arma de bolhas se destaca como uma das mais criativas: ela dispara projéteis que grudam nos inimigos e explodem quando ativados pelo tiro principal, criando estratégias interessantes em meio ao caos das batalhas.

Visualmente, o jogo é um charme à parte. A estética remete claramente aos jogos da era do PlayStation 2 — algo que parece totalmente intencional —, mas com o acabamento e a fluidez esperados de produções modernas. Esse visual retrô ganha ainda mais personalidade com a possibilidade de customizar armas e os próprios braços de fada-ciborgue do personagem, reforçando a identidade visual exagerada e estilizada da experiência.

Outro elemento que diferencia Don’t Stop, Girlypop! de outros shooters é sua trilha sonora. A música não apenas acompanha o jogador, mas ajuda a construir a narrativa e a atmosfera do jogo. Cada fase é embalada por faixas que reforçam o clima Y2K, com destaque especial para as músicas que tocam durante os confrontos contra inimigos maiores, como os Bullets — que avançam como verdadeiros touros — e a Empowered Wasp, que domina o mapa pelo ar.

Nem tudo, porém, funciona perfeitamente. Um dos principais pontos negativos do jogo está no excesso de informação exibida na tela. Entre cores vibrantes, mapas carregados de elementos visuais e textos explicativos, em alguns momentos fica difícil absorver tudo o que está acontecendo. Isso se reflete principalmente nas explicações sobre as armas: como o arsenal é vasto e cheio de variações, o jogo exige um tempo maior de adaptação do que o comum em outros shooters, o que pode confundir jogadores nas primeiras horas e, potencialmente, tornar o retorno ao jogo algo mais cansativo.

Ao final, fica claro que Don’t Stop, Girlypop! é um projeto feito com muito carinho, identidade e intenção. Jane Fiona entrega um jogo que faz exatamente o que promete desde o primeiro contato: diverte, surpreende e transporta o jogador para uma versão exagerada, colorida e pop de um gênero tradicionalmente associado à violência e à seriedade. Um shooter que talvez não existisse nos anos 2000, mas que definitivamente deveria ter existido.

Nota do Crítico

Don’t Stop, Girlypop!

Don’t Stop, Girlypop!

28.01.2026
None
Desenvolvedora: Funny Fintan Softworks
Testado em: Steam Deck

Ao continuar navegando, declaro que estou ciente e concordo com a nossa Política de Privacidade bem como manifesto o consentimento quanto ao fornecimento e tratamento dos dados e cookies para as finalidades ali constantes.