Crazy Taxi: World Tour | Criador explica uso de IA e novos recursos
Game foi anunciado com polêmica no Xbox Games Showcase
Crazy Taxi: World Tour trouxe sentimentos mistos ao ser oficialmente revelado no Xbox Games Showcase deste domingo (7). O game parece reviver com maestria a sensação caótica do clássico dos arcades, mas a menção de que o título usou inteligência artificial generativa em seu desenvolvimento jogou um balde de água fria em alguns fãs.
Durante o Summer Game Fest 2026, o extremamente carismático Kenji Kanno, criador da franquia, falou sobre a situação — e aproveitou para mostrar o gameplay do novo título.
Kanno esclareceu que IA generativa foi, sim, usada como referência para alguns recursos artísticos e de programação em Crazy Taxi, mas também garantiu que nenhum desses materiais estará no jogo final. Tudo que o jogador tiver acesso terá sido feito por humanos.
Polêmicas à parte, foi divertidíssimo assistir a Kanno e sua equipe pilotando de maneira caótica por uma versão adaptada de San Francisco. Aos que não sabem, Crazy Taxi era um sucesso nos arcades dos anos 90, onde a jogabilidade propunha a simples missão de levar passageiros até seu destino no menor tempo possível; o pequeno detalhe, claro, era que os caminhos para cumprir as missões não eram nada convencionais.
Essa essência segue vivíssima, e é endossada pelas tecnologias modernas. Um mundo muito mais vivo, com pedestres que reagem às barbaridades do taxista Axel já é algo muito bem vindo, e ainda chega acompanhado de um modo história robusto.
Axel teve seu carro roubado e precisa encontrá-lo. Para isso, ele terá de viajar por cinco países ao redor do mundo em busca de entender o que aconteceu com o seu possante; assim, World Tour não só justifica seu nome, como também garante uma gameplay variada, com diferentes localizações para se conduzir.
Kanno menciona que, no auge de Crazy Taxi nas décadas passadas, era bastante difícil desenrolar uma narrativa em máquinas arcade. Agora, essa missão será muito mais fácil; o mesmo vale para o modo multiplayer — o criador não detalhou essa novidade, mas cravou que ela será divertidíssima.
Mesmo no modo para um jogador, a plateia já foi à loucura com algumas das coisas que podem ser feitas no novo game. É possível, por exemplo, dirigir por baixo d'água e buscar passageiros submersos; na mesma temática, um minigame de pesca desafia os motoristas mais hábeis a capturarem um tubarão. Em nossa, sessão, o responsável pela gameplay foi ovacionado quando conseguiu fisgá-lo.
Missões como corridas contra um rival, entrega de pizzas e circuitos de Time Trial, para serem completados no menor tempo possível, são outros exemplos de itens que vão se acumulando para formar uma experiência aparentemente completíssima.
Nada disso estaria completo sem uma trilha sonora digna dos anos 90. A faixa do The Offspring já no primeiro trailer não deixa dúvidas de que a aura do game foi preservada nesta nova aventura, e Kanno garantiu que há muito mais surpresas nesse sentido a serem reveladas.
Crazy Taxi: World Tour só chega em 2027, marcando o retorno da clássica franquia em um game muito moderno e espirituoso. Por aqui, saímos da apresentação querendo saber ainda mais a respeito, e esperamos para que as novidades não demorem a chegar.
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