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Control Resonant Preview | Combate insano e variado é o grande destaque do game

Jogamos 90 minutos do próximo lançamento da Remedy

Omelete
4 min de leitura
08.06.2026, às 06H00.

A Remedy não estava brincando quando disse que Control Resonant era uma reformulação completa da jogabilidade estabelecida no primeiro jogo da série. Em teste de 90 minutos durante o Summer Game Fest 2026, fomos surpreendidos pela agilidade e, especialmente, variedade nos movimentos do protagonista Dylan Faden.

Control Resonant
Divulgação/Remedy

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A demonstração abria justamente no prólogo da história, que coloca o irmão problemático de Jesse em uma posição improvável: sua irmã está desaparecida, e cabe a ele defender não só a Casa Antiga, que foi devastada pelo Ruído, como também a cidade de Manhattan, que parece estar enfrentando mais de um problema sobrenatural ao mesmo tempo.

A ferramenta para essa missão é a arma Aberrant, uma barra de metal que pode assumir inúmeras formas. Logo no início da gameplay, inclusive, o jogador já precisa escolher uma delas — foice, cutelo ou um par de adagas. Por aqui, ficamos com a última por preferirmos um pouco mais de velocidade, mas logo ficou claro que não existe algo como lentidão neste jogo.

Sem se aprofundar tanto nos ataques por enquanto, Dylan tem um repertório invejável já na parte de movimentação. Não demora para que, em uma sequência longa de interações sobrenaturais com a irmã Jesse, ele aprenda pulo duplo, planagem e esquiva dupla, que já indicam a verticalidade e rapidez que o game trará.

Depois, os golpes têm seu lugar ao Sol. Por meio de um botão direcional, o jogador pode acessar o Lapso, uma espécie de dimensão que existe dentro do subconsciente do protagonista, e é por lá que as inúmeras árvores de habilidades do game residem.

Interagindo com diferentes estruturas dentro desse espaço, o jogador pode escolher, novamente, a forma de suas armas primária e secundária, assim como distribuir recursos em suas respectivas árvores. Há, também, um terceiro equipamento para finalizadores de combo, também com evoluções desbloqueáveis. Se ainda não fosse o suficiente, uma grade de habilidades passivas, e outra onde se escolhem três poderes ativos — estes, também, customizáveis — também estão disponíveis.

Esse tanto de possibilidades é, inevitavelmente, intimidador quando se tem contato com todas elas de uma vez. Durante o teste, depois de vencer o primeiro chefão, somos levados a um ponto mais avançado no game, onde as capacidades de combate de Dylan já estão afiadas, e é natural que se passe um tempo entendendo tudo que se pode fazer. Quando esse progresso é diluído na campanha, entretanto, é de se esperar que ele soe mais natural.

De uma forma ou de outra, quando se entra no campo de batalha tudo flui com bastante facilidade. A impressão é de que seu personagem é um ser extremamente forte naquele universo, e sucumbir aos adversários, especialmente aqueles que não são chefões, só pode ser fruto de muita displicência.

Dylan não só é muito forte, como passa a impressão de que sempre tem um golpe diferente em sua manga. Uma habilidade pode estar em recarga, mas um inimigo pode ser abatido mais rapidamente pois sua barra de atordoamento está cheia; logo depois de terminar um combo, é possível emendar outra sequência totalmente diferente sem muito esforço.

Claro que, nesta apertação de botões quase incessante, existe o charme já característico da Remedy. A Manhattan de Control Resonant é tão fascinante quanto era a Casa Antiga do primeiro jogo, e mesmo que a proposta possa parecer mais aberta em escopo, a sensação é de que os corredores — mais espaçosos, sim —, ainda nos direcionam para uma experiência linear.

Control Resonant
Divulgação/Remedy

A exploração, entretanto, deve ficar mais clara ao ter mais tempo com o game. É bem possível que, depois do primeiro capítulo da campanha, existam momentos de maior liberdade para andar pela cidade, refletindo de maneira mais precisa o tamanho desse cenário.

Por enquanto, fica apenas a certeza de que Control Resonant é diferente o suficiente de seu antecessor, garantindo uma experiência fresca; ainda assim, ele é semelhante o bastante para não haver dúvida de que a história se passa no mesmo universo. Em 24 de setembro, quando o título chega para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC, saberemos ainda mais sobre a misteriosa e intrigante sequência.

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