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Captain Tsubasa 2 traz novidades divertidas, mas preocupações persistem

Jogamos três horas da continuação de Rise of New Champions

Omelete
4 min de leitura
Sods
07.07.2026, às 11H00.
Captain Tsubasa 2: World Fighters (Divulgação)

Créditos da imagem: Captain Tsubasa 2: World Fighters (Divulgação)

Em 2022, os desenvolvedores da Tamsoft Corporation lançaram o primeiro jogo da franquia Captain Tsubasa para consoles em anos: Captain Tsubasa: Rise of New Champions. Agora, em agosto de 2026, eles preparam uma sequência batizada de Captain Tsubasa 2: World Fighters, que promete ser maior e melhor em todos os sentidos – e nós pudemos testá-la por três horas. 

Me diverti muito durante essa prévia, mas ainda não vi suficiente para ter certeza que os maiores problemas do antecessor não persistem por aqui.

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Captain Tsubasa 2: World Fighters é uma continuação de seu antecessor em todos os sentidos, tanto em gameplay e ideias quanto em narrativa. O primeiro jogo contava com o arco final da era do ensino fundamental, culminando no mundial juvenil. Agora, World Fighters traz os personagens quatro anos depois, para contar a história do mundial sub-20.

Captain Tsubasa 2: World Fighters (Divulgação)
Captain Tsubasa 2: World Fighters (Divulgação)

Do que pude jogar da narrativa, ela pareceu ser bem fiel ao antecessor. Primeiro criamos nosso personagem original, que recebe aqui uma gama maior de opções de customização. Logo em seguida, já somos inseridos na narrativa, tendo algumas opções de escolhas de diálogo e caminhos alternativos secretos.

A história era a melhor parte de Rise of New Champions, possuindo várias ramificações e finais diferentes, e na sequência a aposta parece ter dobrado. Como só joguei o começo dela, não posso cravar se vai ser melhor que o jogo anterior – mas há grandes chances de ser o caso.

Novidades também não faltam: 22 times, mais de 110 personagens, novo sistema de defesa dos goleiros, e novas super técnicas para todas as posições. O gameplay constrói em cima da base sólida do anterior, misturando jogo de futebol com elementos de RPG.

Das novas mecânicas, a que mais me agradou foram as Max Actions. Dependendo do que cada jogador fizer na partida, um medidor individual vai aumentando gradativamente e, quando cheio, esses super movimentos podem ser ativados com o apertar do gatilho direito.

Captain Tsubasa 2: World Fighters (Divulgação)
Captain Tsubasa 2: World Fighters (Divulgação)

Cada posição tem sua preferência – atacantes com os super chutes e meio campistas com os super passes, por exemplo. Imagino que isso só aumente a customização no jogo final, visto que nessa demo, o super chute de Hyuga, atacante do Japão, era o mesmo do jogo anterior, e não o novo revelado nos trailers. Então podemos esperar uma boa variedade.

A barra de cansaço dos goleiros também adiciona mais elementos nas partidas, pois ela está um pouco diferente de antes. Toda vez que chuta a gol, o jogador tem que escolher uma direção e, se o goleiro acertar a mesma direção ao defender, o dano a sua stamina será menor.

Também temos as ações milagrosas, que só são ativadas quando diversos requisitos são atingidos, variando para cada time. Há muitos efeitos diferentes que são causados por elas, como marcar um gol automático ou enfraquecer a equipe inimiga pelo resto da partida. Uma novidade bastante divertida, e que não enjoa, até por aparecer de forma mais esporádica.

Sai desse preview, enfim, com bastante esperança para o lançamento do jogo, mas não sem minhas preocupações. O game anterior possuía dois grandes problemas, que ainda não posso ter certeza se serão resolvidos aqui: a performance no PC e o modo online.

Captain Tsubasa 2: World Fighters (Divulgação)
Captain Tsubasa 2: World Fighters (Divulgação)

Em relação a versão de computadores do jogo, Rise of New Champions lançou com muito problemas de travamentos e glitches, alguns que até impediam o progresso na história. Nesse quesito possuo esperanças de melhorias, já que esse preview foi realizado pela Steam, e não tive nenhum problema com a build do jogo que pude testar.

Quando falamos do modo online, as coisas ficam mais nebulosas. O game antecessor tinha um dos piores netcodes (sistema de input leg) que se tem registro para tanto o gênero de jogos de esporte, quanto para títulos licenciados de animes e mangás. Jogar qualquer partida online era tenebroso, com jogadores teletransportando a torto e a direito.

A falta de atualizações de balanceamento e correção de bugs da parte dos desenvolvedores também não ajudava. Muitos problemas demoravam muito tempo para serem resolvidos, isso se de fato eram. Só descobriremos se a Tamsoft vai ser mais ágil com as correções quando o jogo estiver lançado, até lá só podemos torcer pelo melhor.

Enquanto aguardamos o lançamento de Captain Tsubasa 2: World Fighters, a única coisa que ficará em meus pensamentos é o quanto me diverti com as três horas dessa prévia. Claro, as preocupações estão presentes, mas acredito que com a mudança para a Unreal Engine 5 podemos esperar um jogo menos problemático no dia 27 de Agosto, nos consoles Xbox Series, Playstation 5, Nintendo Switch e Steam.

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