Ex-chefe de Assassin's Creed processa a Ubisoft pedindo R$ 5 milhões
Marc-Alexis Côté alega que sofreu uma "demissão indireta"
Marc-Alexis Côté, ex-chefe da franquia Assassin's Creed, está processando a Ubisoft, desenvolvedora do game. Segundo o processo, Côté alega que sua saída da empresa foi uma "demissão indireta".
O executivo está processando a Ubisoft no Canadá, pedindo 1,3 milhão de dólares canadenses, o que equivale a aproximadamente R$ 5,3 milhões. Segundo a Radio-Canada, a saída de Côté da empresa ocorreu logo após a Ubisoft abrir sua subsidiária, a Vantage Studios, que assumiu o controle das franquias Assassin's Creed, Far Cry e Rainbow Six.
Com a mudança, Côté foi rebaixado da liderança da franquia, e seu novo cargo exigiria que ele se mudasse do Canadá para a França. A função em si envolvia a chefia de uma "Casa Criativa", onde Côté supervisionaria franquias menores da Ubisoft. Isso acabou levando-o a recusar a proposta e deixar a empresa. O próprio anúncio da Ubisoft sobre sua saída "voluntária", segundo ele, foi surpreendente.
Como reportou o Gaming Bolt, Côté trabalhou na Ubisoft por mais de duas décadas e participou do desenvolvimento de várias de suas maiores franquias. Alguns dos títulos em que trabalhou incluem Prince of Persia: The Forgotten Sands e Assassin's Creed Brotherhood. Ele acabou se tornando diretor de jogos, trabalhando em Assassin's Creed 3, e a partir de Assassin's Creed Odyssey, atuou como produtor sênior.
Tudo sobre Assassin's Creed da Netflix
O seriado terá como criadores, showrunners e produtores executivos a dupla Roberto Patino (Westworld) e David Wiener (Halo). O time de produção executiva ainda inclui Gerard Guillemot, Margaret Boykin e Austin Dill pela Ubisoft Film & Television e Matt O'Toole (via Deadline). "Somos fãs de Assassin’s Creed desde seu lançamento em 2007. A cada dia que trabalhamos nesta série, ficamos animados e honrados com as possibilidades que Assassin’s Creed nos abre", compartilharam Wiener e Patino em uma declaração conjunta. "Por trás do escopo, do espetáculo, do parkour e das emoções está a base para o tipo mais essencial de história humana — sobre pessoas em busca de propósito, lutando com questões de identidade, destino e fé. É sobre poder, violência, sexo, ganância e vingança", segue o texto.
Eles acrescentaram: "Mas, mais do que tudo, esta é uma série sobre o valor da conexão humana, entre culturas e ao longo do tempo. E é sobre o que podemos perder como espécie quando essas conexões se rompem. Temos uma equipe incrível nos apoiando, com o pessoal da Ubisoft e nossos campeões da Netflix, e estamos comprometidos em criar algo inegável para fãs de todo o planeta".
Como parte do acordo entre a Netflix e a Ubisoft, já havia planos para criar um universo de Assassin's Creed, incluindo projetos de TV em live-action, uma animação e até um anime. A série live-action sempre foi definida como o primeiro projeto do serviço de streaming, com o roteirista de Duro de Matar, Jeb Stuart, originalmente contratado para escrever em 2021.
Desde seu lançamento em 2007, a franquia Assassin's Creed comercializou mais de 230 milhões de unidades em todo o mundo, tornando-se uma das mais bem sucedidas da história. A adaptação cinematográfica de 2016, entretanto, não viu este sucesso se refletir nas bilheterias. Com um orçamento superior a US$ 125 milhões, o filme arrecadou "apenas" US$ 250 milhões em todo o mundo.
A franquia discute a rivalidade ancestral entre duas sociedades secretas: os assassinos e os templários. Os jogos já passaram por diversos momentos históricos, como a revolução francesa, a revolução industrial e, mais recentemente, a era samurai no Japão feudal.
A série live-action de Assassin's Creed ainda não tem data para estrar na Netflix. Fique ligado no Omelete para mais novidades.