Jogos ao vivo no Paramount+

Icone Fechar
Games
Notícia

Preview | Assassin's Creed Black Flag Resynced é remake pontual, mas certeiro

Jogamos três horas do novo game da Ubisoft

Omelete
4 min de leitura
21.05.2026, às 13H00.

Assassin's Creed Black Flag Resynced parece ser exatamente o que os fãs da franquia precisam. Em teste antecipado de três horas, o Omelete teve acesso a uma versão ainda não finalizada do game, mas que já deixa claros os novos ares — familiares, mas atualizados — que o clássico de 2013 terá.

Assassin's Creed Black Flag Resynced
Divulgação/Ubisoft

Omelete Recomenda

Há algumas diferenças na estrutura, inclusive na história: as cenas que mostravam os dias atuais darão lugar a flashbacks do protagonista Edward, que deve ser mais aprofundado no remake. Vale, inclusive, esclarecer que Resynced é um remake completo; um jogo inteiro feito do zero com base no material original, mas com liberdade para modificar seções que façam mais sentido para essa década.

Ao mesmo tempo, manter algumas nuances específicas é praticamente obrigatório. As batalhas navais, o parkour e toda a aura de pirata têm alterações sutis, mas que servem para garantir que a sensação dos jogadores seja a mesma que os encantou há mais de dez anos.

Começamos nosso teste justamente no início da campanha, onde uma cena mostra o início da jornada pirata de Edward. Seu chamado para a aventura, quando promete para a namorada que passará pouco tempo no mar. Depois de um salto no tempo, um Edward muito mais velho, tatuado e, claramente, com bastante experiência no ofício pirateiro toma a tela.

Depois de um confronto no mar, o navio do protagonista explode. Ele sobrevive e encontra o assassino Duncan na areia, entrando em conflito com ele. Essa primeira luta de chefão serve para introduzir o básico do combate: Resynced tem bastante foco no sistema de parry (aparo, defesa precisa e afins). Defletir o golpe do oponente no momento certo dá abertura para ataques; da mesma forma, penetrar a defesa por meio da insistência, drenando aos poucos a barra de estamina do inimigo, também é uma opção.

Os ataques com a espada, que se dividem entre leves e pesados, são só uma fração do que o repertório do protagonista oferece. Há armas de fogo, rasteiras, chutes e diferentes opções de arma que trazem uma nova dinâmica para os confrontos. Durante o teste, alguns momentos foram um pouco esquisitos, com uma horda enorme de adversários se amontoando e tornando a sequência cansativa — mas nada que tenha se repetido frequentemente ou que estrague a experiência.

O maior destaque, entretanto, estava no caminho entre uma luta e outra. O sistema de parkour foi melhorado para dar mais poder ao jogador, permitindo que ele direcione os saltos e escaladas com maior facilidade. Com isso, a movimentação se torna extremamente fluida: quase todos os elementos do cenário são escaláveis, e o jogo já espera que você pule de um teto para o outro, adicionando elementos físicos que facilitam essas travessias, como postes e cabos.

O mesmo vale para o deslocamento marítimo. Claro, o navio Jackdaw é enorme e precisa de alguma cautela na hora de manobrar; não espere que comandá-lo seja como pilotar um carro em Mario Kart. Ainda assim, a sensação de encontrar a corrente de vento certa quando todas as velas estão abertas é excelente, e as canções de seus marujos só endossam o clima, assim como a opção de uma câmera mais afastada, que te permite admirar a paisagem.

Assassin's Creed Black Flag Resynced
Divulgação/Ubisoft

Não é só de passeios pelo Caribe que se faz o Jackdaw, entretanto. As batalhas navais seguem sendo um dos pilares da gameplay, e continuam divertidíssimas. Sua embarcação é equipada com quatro armas diferentes — uma dupla de canhões laterais, um disparador de barris na traseira, um lançador frontal e ainda um morteiro para ataques de precisão. Todos estes ainda possuem disparos alternativos, que se encaixam melhor em diferentes situação es dos confrontos. Ainda é possível se proteger do impacto, reduzindo o dano quando o contato é inevitável.

Nas batalhas, as dificuldades de manobrar o Jackdaw são exaltadas: desviar dos ataques inimigos com uma embarcação tão grande não é nada fácil, e ainda é necessário se posicionar para conseguir revidar os golpes. Um pouco complicado, talvez, mas definitivamente divertidíssimo.

Talvez a história seja o maior mistério, já que a Ubisoft propositalmente removeu algumas cutscenes da build de testes. Assistimos apenas a um ou outro vislumbre do ponto em que Edward está em sua aventura, mas sem tanto contexto; um ponto interessante, entretanto, é a tela de morte: ao ser abatido, o jogador vê um grande “Dessincronizado” em sua tela, fazendo referência à sincronização das memórias dos antepassados do projeto Animus.

Por fim, é obviamente impossível terminar este preview sem falar da ambientação: sim, estávamos jogando em um computador com todos os gráficos no talo — ainda assim, eles não deixam de impressionar. O mar do Caribe é de cores vibrantes e ondas extremamente detalhadas; mesmo fora do campo gráfico, houve um esforço nítido em tornar cada canto de Havana e das outras localidades do game em algo interessante.

Assassin's Creed Black Flag Resynced joga seguro como remake. Ele não tenta reinventar a roda ou mudar muito a essência do jogo original, e sim trazê-lo para a geração atual. Adições pontuais e pequenos ajustes prometem ser apenas recursos para que a imersão pirata tenha a mesma potência. Com lançamento marcado para 9 de junho, o novo Assassin's Creed tem apelo o suficiente para dar vida nova não só à franquia, mas também à Ubisoft.

Webstories

Comentários (0)

Os comentários são moderados e caso viole nossos Termos e Condições de uso, o comentário será excluído. A persistência na violação acarretará em um banimento da sua conta.

Sucesso

Ao continuar navegando, declaro que estou ciente e concordo com a nossa Política de Privacidade bem como manifesto o consentimento quanto ao fornecimento e tratamento dos dados e cookies para as finalidades ali constantes.