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X-Men, O Filme

X-Men, O Filme

Carlos Quintão
29.06.2000
00h00
Atualizada em
03.11.2016
15h00
Atualizada em 03.11.2016 às 15h00
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O DIA X SE APROXIMA

O DIA X SE APROXIMA


Dia D, ou melhor, X para os fãs dos mutantes da Marvel está chegando, dia 14 de julho. É quando será lançado nos EUA, com uma campanha de marketing multimilionária, o esperadíssimo longa X-Men, o Filme. O filme, que custou à Fox mais de 75 milhões de dólares, está sendo considerado um dos mais prováveis blockbusters do verão americano. A temporada já conta com a animação digital Dinossauro, da Disney, Missão Impossível 2, de John Woo com Tom Cruise, Gladiador, épico de Ridley Scott (Blade Runner) e A reconquista, com John Travolta, filmes que já estrearam no Brasil, bem como o suspense sobrenatural What Lies Beneath, com Harrison Ford e Michelle Pfeiffer.




A julgar pelo fuzuê que a produção vem causando na mídia (principalmente na Internet, fonte de maior parte das informações e boatos sobre o filme), dá pra esperar, pelo menos, uma estréia fulminante. A longevidade da bilheteria dependerá, por sua vez, da qualidade da película, bem como de sua empatia com um público que jamais ouviu falar de mutação genética ou coisa que o valha.



NO INÍCIO...

Tudo começou em 1989, logo após o sucesso de Batman, quando todos os estúdios correram atrás de personagens de quadrinhos a fim de adaptá-los para o cinema. Imediatamente começaram a rolar rumores de que os X-Men eram um dos próximos da fila, numa mega-produção dirigida por Richard Donner (ninguém menos que o responsável por Superman, o Filme, até hoje considerada a melhor adaptação dos quadrinhos para a tela). Os fãs ficaram alucinados. Será que seus personagens ganhariam uma versão à altura do sucesso obtido nos quadrinhos&qt;& Foi mais ou menos nessa época que a Fox adquiriu os direitos do filme e chamou a produtora de Donner para tocar o projeto. Vários scripts foram redigidos desde então, sempre focados na figura de Wolverine, o personagem mais popular da série, mas nenhum agradava aos produtores e ao estúdio. O mais famoso dos roteiros rejeitados é de autoria de Andrew Kevin Walker (Seven - Os Sete Pecados Capitais, A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça).

Em 1995, quando o sucesso de crítica de Os Suspeitos colocou o jovem diretor Bryan Singer em evidência, os produtores mais que depressa o contrataram. Este é geralmente um bom sinal; ter um diretor envolvido oficialmente significa que o projeto tem grande chance de sair do papel. Outros roteiros foram encomendados a nomes como Christopher McQuarrie (vencedor do Oscar por Os Suspeitos), Ed Solomon (Homens de Preto) e Joss Whedon (Alien: A Ressurreição), mas nenhum conseguia ainda satisfazer o cineasta e os produtores. Todos se encontravam numa difícil missão: fazer um filme com vários personagens de importância e que fosse ao mesmo tempo fiel a todo o background dos quadrinhos e acessível ao público leigo em gibis.






O ELENCO




Neste meio tempo, Singer finalizou outro longa, O Aprendiz (98), uma adaptação de Stephen King recebida com frieza pela crítica e pelo público, mas que levou o diretor a conhecer o ator inglês Ian McKellen. McKellen, indicado ao Oscar por Deuses e Monstros (98), seria a escolha do diretor para o papel de Magneto, o arqui-inimigo dos alunos de Xavier.



O elenco do filme merece um capítulo à parte. Desde sempre, os fãs especulavam quais seriam os astros ideais para personificar seus personagens favoritos na tela. Mel Gibson e Jack Nicholson (este depois de fazer Lobo) eram os favoritos para representar o Wolverine de celulóide. Outros cogitados foram Elias Koteas (Crash, Possuídos) e Russell Crowe (Los Angeles - Cidade Proibida, O Informante). Este último foi chamado pela produção, mas não aceitou, preferindo fazer Gladiador, do diretor Ridley Scott. Dougray Scott, que tinha vivido o príncipe de Para Sempre Cinderela, foi então convocado pelos produtores a fim de dar vida ao mutante canadense. No entanto, um acidente durante as filmagens de Missão Impossível 2, no qual Scott interpreta o vilão, deixou-o de molho. O acontecimento atrasou seu trabalho no filme de Tom Cruise e inviabilizando sua participação em X-Men, o Filme, que já havia começado suas filmagens em Toronto. Resultado: sai Scott e entra o desconhecido ator australiano Hugh Jackman, que tirou a sorte grande, abocanhando um dos papéis mais visados da temporada.

Já o papel do Professor X foi pura barbada. Desde o início dos boatos, o ator shakespeariano Patrick Stewart, famoso como o Capitão Jean-Luc Picard de Jornada nas Estrelas: A Nova Geração, era o mais cotado para viver Charles Xavier. Quando este aceitou, foi todo mundo pro abraço.

A escolha de Ian McKellen para viver Magneto, por sua vez, gerou certa polêmica. Para muitos, McKellen é velho e franzino demais para ser o líder dos mutantes, papel que caberia melhor, segundo os detratores, em Terence Stamp (que já foi líder dos vilões de Superman 2). Todavia o diretor Singer bateu o pé e McKellen foi contratado. O ator inglês pode comemorar. Ele é protagonista nos dois filmes mais esperados dos últimos anos: Magneto em X-Men e o mago Gandalf em O Senhor dos Anéis.



No departamento feminino, Halle Berry (O Príncipe das Mulheres, The Flintstones) ganhou de Angela Bassett (Tina, Estranhos Prazeres) a disputa pelo papel de Ororo, a Tempestade. A ex-modelo Famke Janssen (que estrelou 007 contra GoldenEye, Tentáculos e A Casa da Colina) foi escolhida para viver Jean Grey e a vencedora do Oscar (por O Piano) Anna Paquin será Vampira, papel cortejado por Sarah Michelle Gellar (a Buffy do seriado de TV) e Rachel Leigh Cook (Ela é Demais).

O intérprete de Ciclope foi o último a ser escolhido. Jim Caviezel (Além da Linha Vermelha) não aceitou a proposta financeira e deixou o papel para o jovem James Marsden (Comportamento Suspeito). Os vilões extras foram escolhidos entre profissionais de outras áreas, como a modelo Rebecca Romjin-Stamos, que vive a transmorfa Mística, o astro de luta-livre Tyler Mane, que faz Dentes de Sabre e o coreógrafo de lutas e dublê Ray Park, que vive Groxo. O único papel de Park no cinema antes de X-Men foi o Darth Maul de Star Wars - Episódio I.

O ROTEIRO


Com o elenco escolhido, o script passou pelas mãos do produtor Tom DeSanto e do roteirista James Schamus, de Tempestade de Gelo e Ride With the Devil - as filmagens começaram em outubro do ano passado e terminaram em fevereiro deste ano, sem maiores problemas.

O músico Michael Kamen, cujo currículo inclui Máquina mortífera, Robin Hood - O Príncipe dos Ladrões e Don Juan de Marco, está atualmente trabalhando na trilha sonora.

Boatos dão como certa a participação, em pontas, de outros mutantes no filme, como Kitty Pryde, Fera e Bobby Drake (o Homem de Gelo). Mas isso só saberemos quando o filme estrear no Brasil, no dia 11 de agosto, segundo a distribuidora Fox.