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Sem vergonha, Marvel faz de Vingadores Doutor Destino o novo Ultimato

Na CinemaCon, Marvel Studios deixou os floreios de lado e assumiu o que pretende com o filme - e isso é uma ótima notícia

Omelete
3 min de leitura
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17.04.2026, às 08H00.

A Marvel subiu ao palco da Cinemacon com uma mensagem muito clara e, dessa vez, muito mais segura do que nos últimos anos. Vingadores: Doutor Destino não parece mais uma promessa distante ou uma ideia em construção, como soava em 2023 e 2024. Agora, existe direção e, principalmente, existe confiança.

O primeiro trailer apresentado deixou isso evidente. A aposta na nostalgia é frontal, e essa franqueza deixa a sensação de desespero menos latente. Trazer de volta Chris Evans e Robert Downey Jr. não é apenas um aceno para o público, mas um claro repeteco do que a Marvel entende como o motivador da massa de fãs que possui: a construção emocional, especialmente da relação entre Steve Rogers e Tony Stark.

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Esse ponto parece estar no centro de tudo novamente. Durante anos, o MCU construiu grandes ameaças, com Thanos sendo o exemplo máximo disso. O impacto real, porém, veio da carga dramática dos personagens. E ao colocar Evans e Downey Jr. de volta no jogo, o estúdio sinaliza que quer recuperar exatamente esse tipo de conexão com o público - e com Chris Hemsworth também no centro deste encontro, sendo o protagonista do trailer.

Ao mesmo tempo, o que mais impressiona no material exibido é a escala. A sensação é de um filme que quer ser grande de verdade, no mesmo nível de Ultimato. Não apenas grande em orçamento ou quantidade de personagens, mas grande como experiência coletiva. Aquele tipo de sessão que vira evento, que transforma o cinema em algo compartilhado. E é justamente aqui que a estratégia da Marvel fica mais interessante.

Em vez de tentar amarrar tudo o que veio depois de 2019, o estúdio parece escolher outro caminho. Não é sobre apagar o que aconteceu, mas selecionar o conceito que importa, o de multiverso, e fazer um salto narrativo para reconectar o público com aquilo que funciona. Existe quase um reposicionamento e uma admissão: como se a Marvel estivesse dizendo que errou ao esticar demais, e agora vai voltar ao simples, mas grandioso embate de heróis.

A sensação na CinemaCon foi extremamente positiva. Não só pela reação ao trailer, mas pelo clima geral em torno do projeto. As pessoas genuinamente saíram em êxtase. Existe uma percepção de que os caminhos estão mais claros e que a Marvel voltou a ter um norte criativo mais definido, algo que claramente ficou mais difuso nos últimos anos. 

E no fundo essa reação toda talvez tenha a ver também com uma mudança no próprio público, pois hoje, mais do que nunca, existe uma demanda por experiências coletivas. Por eventos que reúnam as pessoas em torno de algo maior. Ultimato representou isso de forma muito forte, e o que Doutor Destino sugere é uma tentativa de recuperar essa sensação. Menos sobre conectar dezenas de histórias espalhadas e mais sobre entregar um momento único, compartilhado, que faça sentido para todo mundo ao mesmo tempo.

Por outro lado, a pergunta sobre se o mundo ainda quer um novo Ultimato continua válida. Mas, pela reação aqui e pelo que se vê online, a resposta tende a ser mais positiva do que parecia há alguns anos. Existe vontade e curiosidade. Existe até uma certa saudade desse tipo de experiência.

Se depender do que foi apresentado na Cinemacon, Vingadores: Doutor Destino tem todos os elementos para ser o grande filme do ano. Não apenas pelo tamanho, mas pela capacidade de reunir o público em torno de algo que vai além do filme em si. Resta entender se esse será o evento definitivo que a Marvel está prometendo ou se ainda existe espaço para algo diferente no futuro. Mas, hoje, a sensação é de que o estúdio voltou a jogar no seu campo mais forte. E isso, por si só, já muda completamente o jogo.

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