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Entrevista

Velozes e Furiosos 5 - Operação Rio | Omelete entrevista Chris “Ludacris” Bridges, Tyrese Gibson e Matt Schulze

Trio que retornou à série fala sobre a volta, improvisação, a música, a ação...

Érico Borgo
11.05.2011
00h00

Chris “Ludacris” Bridges, Tyrese Gibson e Matt Schulze retornaram à série Velozes em Furiosos em Velozes e Furiosos 5 - Operação Rio (Fast Five). Conversamos com o trio no Rio de Janeiro sobre a volta, improvisação, as semelhanças com Onze e Homens e um Segredo, a música e, claro, as cenas de ação.

Vocês gostaram de voltar para a franquia?

Chris "Ludacris" Bridges

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Chris "Ludacris" Bridges

Tyrese Gibson, Chris "Ludacris" Bridges e Matt Schulze

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Chris "Ludacris" Bridges, Matt Schulze e Tyrese Gibson

Tyrese Gibson

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Tyrese Gibson

Velozes e Furiosos 5

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Matt Schulze

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Matt Schulze

Tyrese: Com certeza, foi tudo muito divertido. Rever pessoas que nós já conhecíamos e conhecer outras. Parecia os novos formandos com os formandos mais antigos. Vin [Diesel] nos recebeu muito bem.

Vocês precisaram de preparação física para os papéis ou vocês foram como estavam? Precisaram entrar em forma novamente?

Chris "Ludacris" Bridges: Eu era o cara mais magrelo no set, então eu fui como era; pequeno Ludacris, sem músculos. [risos] Eu senti que já não tinha mais como competir com ninguém - The Rock, Vin Diesel, Tyrese, ele [Matt Schulze]. Então a minha ideia era chegar e atuar muito para compensar, e era isso que eu podia fazer. [risos]

Tyrese Gibson: Nós percebemos...

Ludacris: Eu tentei malhar um pouco para não parecer tão fraco.

Tyrese: Nós malhamos um pouco em Porto Rico e percebemos que houve uma severa falta de óleo de bebê no país. [risos] Quando estavamos em Atlanta, fomos a cinco lojas e ninguém tinha óleo de bebê. A Johnson & Johnson co-patrocinou o filme. [risos] Muitos músculos com óleo. [risos] Mas foi bem divertido...

Matt Schulze: Não acho que fizemos nenhum treinamento específico. Nós apenas tentamos nos introduzir na cultura para entender mais. Pelo menos eu fiz isso porque meu personagem vive na favela, então tive que ser mais preciso. Eu passei algum tempo na favela, como um pequeno treinamento pessoal.

Onde?

Matt: Eu não posso dizer, mas foi na favela.

Mas você ficou com brasileros? Conversou com eles?

Matt: Sim. Bebi com eles, saí com eles, fiz de tudo. Foi bem legal. Fiz isso durante um mês.

Quanto vocês improvisaram no filme?

Ludacris: Improvisamos muito. Como vocês sabem, as cenas são gravadas mais de uma vez em filmes. Nas primeiras vezes que fazíamos uma cena, ainda seguíamos o roteiro, mas depois adicionávamos nossas próprias falas. Quando o filme estreou, nós vimos que durante o processo de edição eles escolheram muito daquilo que adicionamos, ao invés das falas que realmente estavam no roteiro. Acho que isso é muito bom.

Tyrese: E tornava a experiência toda mais engraçada pra nós. Lógico que temos momentos sérios, mas por que ser tão sério em um filme tão divertido? Nossos personagens queriam pegar o dinheiro, mas também queriam se divertir.

Ludacris: Mas nós não criamos todas as nossas falas, apenas adicionamos algo ao que já estava no papel.

O filme tem um jeitão de Onze Homens e Um Segredo quando chega mais ou menos no meio. Isso foi algo que os interessou?

Ludacris: Estávamos interessados em aniquilar totalmente aquilo que Onze Homens representa em termos de elenco e cenas de ação. Nós entendemos que podemos ser comparados a esse filme. No entanto, quando você põe os filmes um do lado do outro, eles são completamente diferentes. Eu acho que a gente conseguiu, sem dúvida. E eu vou dizer também que acho que Velozes e Furiosos 5 - Operação Rio vai quebrar os recordes dos outros quatro filmes da franquia. Esse é o melhor deles.

Tyrese: Todos concordamos que esse é o melhor filme ou vocês tem algum outro que preferem? [risos]

Ludacris: O primeiro filme foi o precedente, então é claro que ficaria entre o primeiro e o quinto. Mas não tem como ficar melhor que o quinto. Talvez com excessão do sexto.

Todos que sentaram nesta mesa falaram sobre a energia do filme, da química. Vocês podem explicar como isso aconteceu?

Ludacris: Eu posso explicar como aconteceu. A energia não mente, não importa onde você esteja. Tem uma energia boa nessa mesa agora e isso é algo que não precisa ser dito. Quando estávamos filmando no Rio, sabíamos que tinha gente na equipe que não falava inglês, mas existia um respeito porque sabemos que eles estão em casa e a linguagem corporal passa uma boa energia. Isso é algo que eu posso dizer das pessoas do Rio, eu já estive aqui três vezes e todas as vezes as pessoas foram muito acolhedoras, não importa onde eu ia. Eu adoro isso. Como estávamos dizendo antes; o diretor tem que lidar com tantos egos diferentes, muitos de nós nunca haviamos trabalhado juntos, alguns estavam em seu primeiro filme da franquia, outros no terceiro e todos estamos juntos para fazer nossos papéis no filme, não colidir um com o outro. É muito bom ter energia positiva porque assim todos fazem seus trabalhos melhor ainda.

Qual foi a cena mais legal, mais emocionante do filme para você?

Ludacris: Essa é uma pergunta difícil, tivemos tantas ótimas cenas no filme...

Tyrese: Eu gostei quando o carro pulou do penhasco - eu queria estar naquela cena. Queria mesmo. Eu queria ter saído do caminhão ou coisa do tipo.

Ludacris: Não estávamos nessa cena, mas para mim ela foi a mais legal. É assim que se começa um filme.

Vocês pretendem voltar para o próximo filme?

Todos: Ainda não sabemos.

Ludacris, como músico, o que você achou da trilha sonora?

Ludacris: Eu gostei, achei que encaixaram bem nas cenas e me orgulho de ter uma música minha nos créditos, chamada "Furiously Dangerous".

Vocês gostaram do rap brasileiro e do samba?

Ludacris: Sim. Uma das vezes em que estive aqui, estávamos filmando um documentário para a VH1 que, por diversos motivos, nunca foi lançado. Nós entramos nas favelas e partes diferentes do Rio. Também fomos a São Paulo, tentando entender o hip-hop. Então eu tive a chance de ver em primeira mão alguns dos rappers, fui às festas deles e foi incrível.

Não sei se vocês sabem disso, mas a música que toca na cena da corrida diz "vai popozuda, vai".

Tyrese: Eu não sabia disso. [risos]

Ludacris: Então você está dizendo que aquela música não se encaixa muito bem naquela situação?

É! Foi bem engraçado para nós.

Ludacris: "Vai popozuda, vai". Tem bastante popozuda aqui no Brasil. [risos]

Matt: Muitas coisas acabam perdidas na tradução.

Quão difícil e quão divertido foi rodar as cenas de ação?

Ludacris: Eu não tive muitas cenas de ação, meu personagem era mais técnico. Então vou deixar esses dois caras responderem essa pergunta.

Matt: É diferente agora porque, inicialmente, quando eu fiz o primeiro filme - o pulo do caminhão na estrada e coisa do tipo; fui eu que fiz tudo aquilo. Fizemos aquela cena no último dia de filmagens, só para o caso de eu morrer. [risos] Não é brincadeira, isso aconteceu antes de eu ser alguém então eles falaram pra eu mesmo fazer. Acho que agora eles nunca mais vão deixar um ator fazer qualquer cena do tipo, tudo é feito com efeitos especiais. Pular de um caminhão que estava a 100 Km/h; isso não existe mais!

Mas você prefere como era antigamente ou hoje em dia? Prefere fazer você mesmo a cena?

Matt: Sim. A adrenalina é muito melhor do que sentar em trem parado...

Tyrese: As cenas de ação sempre são emocionantes. Nossa especialidade é tirar o trabalho dos dublês. Eu não gosto deles. Não mesmo.

Então você prefere fazer essas cenas pessoalmente?

Tyrese: Claro. Transformers 3, Velozes e Furiosos 5... Eu filmei os dois ao mesmo tempo, fazendo cenas de ação em ambos os filmes. Eu adoro. Michael Bay nos quer nas cenas pra valer; correndo, atirando, mergulhando, se escondendo, com explosivos ao nosso redor. É tudo de verdade. Não gosto de dublês. [risos] Sempre que um dublê aparece, eu reclamo. "Você nem se parece comigo! Livrem-se dele", e eles [os realizadores] dizem "mas achamos que ele vai ser bom para você". "Não, eu não gosto dele. O cabelo dele é maior que o meu. Tirem-no daqui."

Matt: Mas eles são bons para aquele tipo de cena onde você está a quilômetros de distância, tem alguém atirando e você só está correndo no horizonte; eles são perfeitos para isso.

Tyrese: É. Ou quando eles tem dão close em uma mão... "Usem ele, estou ocupado". [risos] "Ponham outra mão negra ali". [risos]

Eu acho que você sabe disso, mas Transformers 2 recebeu muitas críticas. As pessoas não gostaram da história...

Tyrese: Sim, até Michael Bay disse que foi péssimo.

É, ele admitiu. Agora que você está em Transformers 3, o que você acha que melhorou?

Tyrese: Está bem melhor em tudo. O enredo melhorou, o desenvolvimento dos personagens é melhor, a conexão e a compreensão entre os robôs melhorou. O negócio é o seguinte, cara: eu tenho 32 anos, quantos anos você tem?

35.

Tyrese: 35, ok. Não podemos entrar em filmes desse tipo e ficar escolhendo muito. Temos que assumir que é divertido para as crianças.  Todos somos homens adultos aqui. Esse tipo de filme é para os adolescentes e jovens adultos. Não para os críticos de 35, 40, 50 anos... Não é um filme de Clint Eastwood, não é tão sério assim. É para as bilheterias, para pipoca, garotas, diversão, o fim de semana...

Discordo. Eu gosto bastante do primeiro filme.

Tyrese: Eu também gostei, achei que o primeiro foi ótimo, escorregamos um pouco no segundo, mas no terceiro... [Steven] Spielberg já disse que está ótimo, o melhor da série, para Michael Bay... Eu concordo. Antes de sair de Los Angeles eu fui assistir a uma versão dele. Está muito bom. 1º de julho nos cinemas.

Você pensa a mesma coisa sobre Velozes 5?

Tyrese: Sim. Eu acho que no final, esse filme consegue alcançar seu objetivo. Tem adrenalina, sex-appeal, carros, energia... É divertido.

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