Vaticano submete filme ao Oscar pela primeira vez em 97 anos
Produção do Vaticano acompanha jovem com Distrofia Muscular de Duchenne e será submetida à Academia na categoria de curta-metragem documental
Créditos da imagem: 49GlobalMedia
Segundo informações exclusivas da Variety, o Vaticano vai submeter um filme para consideração do Oscar pela primeira vez na história da Academia. Trata-se de Green Lava, curta-metragem documental que acompanha Giacomo Mattivi, um jovem italiano que vive com Distrofia Muscular de Duchenne.
Dirigido por Lia Beltrami e Ali Aksu, o filme mostra Giacomo enfrentando a vida após a morte do irmão Mattia, que tinha a mesma doença. Ele desafia as limitações impostas pela condição e encontra força na comunidade e na natureza ao seu redor. O curta de 39 minutos, ambientado nos Dolomitos, é descrito como uma meditação sobre independência, espírito humano e o poder transformador da comunidade diante da adversidade.
- CCXP26 | Com Senhor dos Anéis e mais! Garanta seu ingresso para viver o épico aqui
- Feito Pipa é escolhido como representante do Brasil ao Oscar 2027
- Arcos Dourados de Olinda | Doc brasileiro lança campanha para Oscar 2027
- La Bola Negra é selecionado pela Espanha para o Oscar e faz sucesso no TIFF
A produção é da Emotions to Generate Change, empresa de Beltrami, em colaboração com Vatican News, Radio Vaticana e Vatican Media. O filme será exibido em Los Angeles de 18 a 24 de setembro, no Lumiere Music Hall, em Beverly Hills. Após essa temporada, a equipe dará entrada nos trâmites para submetê-lo à Academia na categoria de melhor curta-metragem documental.
A inscrição não representa oficialmente o Vaticano na corrida, já que curtas não exigem indicação de um governo ou comitê nacional. Ainda assim, marca a primeira vez que uma produção do Vaticano entra na disputa pelo Oscar.
Paolo Ruffini, chefe do Dicastério para a Comunicação do Vaticano, afirmou que a história de Giacomo "merece ser conhecida por todos" e descreveu o filme como "uma celebração da vida e da amizade". Segundo ele, a obra "nos ensina a riqueza que a vida de pessoas marcadas pela doença pode testemunhar e oferecer, além da vitalidade que trazem para as relações ao redor".
Beltrami contou que vive na mesma vila de Giacomo e sua família. "As pessoas que vivem nos Dolomitos são muito especiais, cuidam de suas famílias e de suas comunidades. É bonito ver que a comunidade se uniu em torno de Giacomo, tratando-o com gentileza e inclusão. Espero que o mundo veja este filme e se inspire para ser como as pessoas das montanhas."
Editar comentário
Excluir comentário
Confirmar a exclusão do comentário?
Comentários (0)
Os comentários são moderados e caso viole nossos Termos e Condições de uso, o comentário será excluído. A persistência na violação acarretará em um banimento da sua conta.
Faça login para comentar e avaliar
Compartilhe sua opinião, publique críticas e participe das discussões com a comunidade Omelete.Escrever comentário