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Entrevista

Tron: O Legado | Omelete entrevista Michael Sheen e Beau Garrett

Atores comentam sua experiência em Tron: O Legado

Steve Weintraub
18.12.2010
00h34
Atualizada em
11.11.2016
04h09
Atualizada em 11.11.2016 às 04h09

Quase 30 anos se passaram entre Tron (1982) e sua sequência, Tron: O Legado (2010). Nesta entrevista feita por nosso correspondente em Los Angeles, Steve Weintraub, editor do Collider, os atores Michael Sheen (A Rainha) e Beau Garrett (House) falam sobre internet, atuar nos sets futurísticos de Tron e da emoção de finalmente ver o filme pronto. Confira:

Tron: O Legado

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Essa história de internet realmente pegou. Eu usei o Google…

Beau Garrett: Uma coisinha chamada Google.

Exatamente.

Michael Sheen: "Wide World Web".

É... Eu ia fazer uma piada quanto a isso, mas esquece. Vamos seguir: já te perguntaram bilhões de coisas. Então vou tentar perguntar pelo menos duas ou três coisas que espero que não tenham perguntado.

BG: Legal, gostei disso.

Mas não prometo nada. Hipoteticamente falando, vocês levaram alguma coisa do set para casa?

BG: Acho que a maior coisa que levei para casa foi a ideia de paciência e compreensão de que não tenho o menor motivo para reclamar da minha vida. Fiz parte de um projeto tão legal e estava usando uma roupa tão legal, que mesmo que machucasse era linda. E agora, vendo o projeto finalizado e o que as pessoa estão experienciando com ele, compensa qualquer tipo de dor. Estou feliz que fui paciente o suficiente para colocar aquela roupa e lidar com isso todo dia.

MS: Acho que a única coisa que levei do set foi uma coceira muito chata.

Eu estava pensando em algo mais como um disco ou…

BG: Ah, estas coisas… Não…

S: Objetos, como mesas.

MS: Eu levei o set do clube Fim da Linha inteiro. É onde eu vivo agora.

BG: Tamanho de bolso, na verdade.

Eu entendo. Quando você faz um filme grande para a Disney significa que você ganhará um passe-livre eterno para a Disneylândia?

BG: Não. Infelizmente não. Mas eu fui há pouco tempo na Disney e eles arranjaram para mim.

MS: [cochichando] Sim, significa.

BG: Foi só para você então. Ah tá.

Falando sério agora, o que me acertou em cheio enquanto assistia, uma das coisas que eu realmente amei no filme foi que quando você está no mundo do Tron, você sente que aquele mundo é real. Não parece computação gráfica, não parece desenho, parece real. Isso por causa dos sets montáveis. Vocês poderiam falar sobre trabalhar com esses sets e como isso ajudou vocês?

MS: Filmes, especialmente como os de Ridley Scott como Alien e Blade Runner, eles têm aquele futuro sujo, eles parecem usados, um mundo habitado, gasto. E acho que Joe tem algo de similar com isso, mesmo sendo um tipo de mundo diferente, muito mais limpo, com linhas retas e formas geométricas, e a gente sente que tem gente lá, que é habitável. Acho que a fusão entre os sets reais e a computação gráfica é brilhante nesse filme. Não conseguimos falar o que é o que. Estávamos trabalhando no set do clube Fim da Linha, que é completamente construído, e era incrível ver os detalhes que ele tinha e o pensamento de se entrar, não somente no set, mas na cultura. Acho que essa é a diferença de muitos filmes. As pessoas vêm com um estilo futurístico, mas a ideia de se criar uma cultura inteira com a maquiagem, os cabelos, roupas, tudo que está lá é tão sofisticado visualmente. Era incrível, e isso te dá muito como ator.

BG: É verdade. Só de entrar naquele set e ver… Quero dizer, todos estavam tão diferentes. Eu pensava quantas roupas eles tinham feito, quantas coisas diferentes. E essas pessoas estavam dispostas a dizer: "Sim, tire toda a minha sobrancelha. Com certeza farei isso por Tron". Tudo já tinha tanta vida, só por estar lá e ver as pessoas tão apaixonadas por fazerem parte disso que você sentia a energia no set.

Durante as últimas três noites eles têm mostrado o filme à imprensa, e sei que vocês viram também. Qual foi a sua reação ao sentar e assisti-lo, depois de tanto tempo trabalhando nesse filme? Poderiam falar da sua reação?

MS: Quando começa tem aquela abertura… Aquelas coisas que aparecem, e então tem aquela abertura muito longa que termina no quarto com Sam e Kevin Flynn. Mas ao cruzar a cena em direção à cidade e começa aquela trilha do Daft Punk, eu achei que acabaria com uma poça no chão. Eu estava tão animado, por 28 anos esperei por esse momento, e está sendo além de qualquer coisa que eu esperava. Eu estava tão maravilhado.

BG: É eu… Eu fiz… Eu acabei com uma poça no meu pé, o que foi estranho para os meus amigos que estavam comigo. Eu estava tão maravilhada que eu mal posso esperar que a minha família e a minha irmã vejam porque acho que ninguém imagina… Tudo é tão inesperado, eu não sabia onde estava me metendo quando entrei para o filme, porque eu não conhecia a franquia Tron, não conhecia esse mundo. Eu acredito muito na visão de Joe e ele criou um mundo tão detalhado e misterioso que eu fiquei maravilhada e sorrindo o tempo todo, e a música te carrega e você imerge naquilo que passa tão rápido que parece só um momento.

Com certeza. Tenho que encerrar com vocês mas parabéns pelo filme, vocês estão ótimos e tenham um bom dia.

BG/MS: Muito obrigado.

Tron: O Legado já está em cartaz com cópias 2D e 3D.

Leia a Crítica de Tron: O Legado

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