Toy Story 5 coloca Jessie como protagonista e acerta; veja primeiras impressões
Assistimos 45 minutos do novo filme, que traz Woody e Buzz de volta e tem uma nova vilã, o tablet Lilypad
Mais de 30 anos depois da estreia e da revolução causada pelo primeiro filme, Toy Story 5 chega aos cinemas com uma missão muito específica: renovar a discussão sobre amadurecimento sob a ótica dos brinquedos, que já foram de Andy, mas agora fazem parte do mundo de Bonnie. Depois de um quarto filme que, apesar do sucesso comercial, teve reações mistas, a quinta produção precisa mostrar que a franquia ainda é relevante e que pode sobreviver mesmo com os fãs apontando Toy Story 3 como o ponto final perfeito. E, pelo menos nos 45 minutos que assistimos de Toy Story 5, o novo filme da Pixar tem tudo para agradar.
A história coloca Lilypad, um tablet, como a nova ameaça aos brinquedos liderados por Jessie e Buzz Lightyear. A grande questão é que Bonnie, com toda sua imaginação e criatividade para brincar, não consegue fazer amigos, já que todas as outras crianças estão “conectadas”. A solução encontrada pelos pais é dar um aparelho eletrônico para a menina também.
Tecnicamente, assim como aconteceu no quarto filme, Toy Story 5 impressiona. As texturas, a iluminação e a emulação de câmeras mantêm o salto de qualidade apresentado anteriormente e ajudam a dar mais dimensão não só ao espaço onde os brinquedos estão, mas também às suas reações e ao desgaste causado pelo tempo. Não é à toa que a cena da “careca” de Woody e sua “barriguinha” tenham sido usadas desde o primeiro trailer. A passagem do tempo faz parte da história, e esses brinquedos trintões não podem parecer recém-saídos da caixa.
O grande destaque da história é Jessie. Introduzida no segundo filme da franquia, a cowgirl assume o protagonismo na cruzada contra Lilypad. A jornada da personagem mistura passado e presente nessa busca por impedir que Bonnie perca o prazer de brincar. Woody e Buzz acabam ficando mais como coadjuvantes no novo filme, mas têm papel fundamental em comandar o restante dos brinquedos e lidar com a presença do tablet enquanto Jessie e Bala no Alvo saem de cena.
Aliás, a adição do Lilypad funciona muito bem, com Greta Lee entregando um ótimo trabalho com a atitude passivo-agressiva do gadget. O mesmo vale para Conan O'Brien, como Rolinho, um brinquedo eletrônico que já teve seus dias de glória.
Os primeiros 45 minutos de Toy Story 5 encontram o tom certo e o senso de curiosidade ideal para continuar a história desses brinquedos sem parecer mais do mesmo. Conhecendo a Pixar, é possível prever que a discussão sobre o uso de eletrônicos vá extrapolar a ideia simplista de “um é bom e o outro é mau”, algo esperado em um mundo que se espanta a cada nova notícia sobre inteligência artificial. E é aí que veremos o estúdio caminhando novamente por onde sabe melhor: usar seus personagens para falar de temas maiores do que a simples aventura. Tudo indica que o resultado pode ser um sucesso.
Ah… e o filme ainda conta com uma trama paralela sobre um grupo de Buzz Lightyear de última geração que promete roubar a cena.
Toy Story 5 estreia em 18 de junho nos cinemas.
Excluir comentário
Confirmar a exclusão do comentário?
Comentários (0)
Os comentários são moderados e caso viole nossos Termos e Condições de uso, o comentário será excluído. A persistência na violação acarretará em um banimento da sua conta.
Faça login no Omelete e participe dos comentários