Noah Centineo: “Se os fãs não gostarem de Street Fighter, merecemos as críticas”
Ator contou ao Omelete que segredo para filmes de games está em ouvir os fãs
Créditos da imagem: Noah Centineo em Street Fighter (Reprodução)
Noah Centineo tomou uma posição ousada durante entrevista com o Omelete: caso os fãs da franquia Street Fighter não gostem do novo longa live-action inspirado nos jogos da Capcom, a equipe merece “ser absolutamente crucificada nas críticas”.
As palavras podem parecer duras, mas se alinham com a filosofia do ator sobre adaptações de videogame no geral. Quando perguntado sobre a maré de filmes bem recebidos nesse filão, Centineo apontou para a sabedoria dos fãs como a estrela-guia para um projeto como Street Fighter, citando fóruns e páginas de lore como grandes fontes de pesquisa para os profissionais envolvidos no projeto.
Confira o trecho da conversa a seguir!
OMELETE: Essa franquia tem personagens tão icônicos, designs tão emblemáticos. Você já era fã dos jogos antes de ser escalado? Tem algo em particular que esteja muito empolgado para as pessoas verem?
CENTINEO: Estou animado para as pessoas verem tudo! Todos os personagens se juntando para criar essa loucura insana e divertida. É um filme incrível. Eu cresci familiarizado com a franquia. Quando eu era muito novo, meus primos tinham a máquina de arcade origina do Street Fighter 2, aquele grandão de fliperama, então cresci jogando com eles. Quando a Legendary me chamou para interpretar o Ken, foi uma loucura, uma experiência e tanto, muito surreal. Além desse elenco incrível reunido para fazer o filme, a outra coisa que me deixa mais animado – a coisa que quero deixar bem clara – é que esse filme foi realmente feito para os fãs do jogo. Para quem ama o jogo, cresceu com ele, conhece os personagens, os níveis secretos... Há tantos easter eggs neste filme para os fãs! Estou muito empolgado para que eles vejam e espero que gostem, porque tentamos fazer o filme pensando neles. Se falharmos, merecemos ser absolutamente crucificados nas críticas dos fãs!
OMELETE: Tivemos ótimas adaptações de videogames recentemente, após um longo período de Hollywood sofrendo para acertar. O que você acha que mudou na forma como os cineastas e atores abordam esses projetos hoje em dia, em comparação com algumas décadas atrás?
CENTINEO: Quando você tenta adaptar uma propriedade intelectual amada, em qualquer momento pode errar e acabar fazendo um trabalho ruim. Isso ainda acontece, ninguém está imune. Falando por Street Fighter, talvez o público julgue que fizemos um trabalho horrível – mas acho que não, porque vi algumas reações dos fãs que já assistiram e tenho esperança de que não priorizamos as coisas erradas. O mais importante é fazer o filme como um fã, sabendo quais são as expectativas do público. A vantagem de adaptar uma propriedade intelectual é que o material de origem já te mostra quem são os personagens, e você tem uma riqueza de informações para extrair. Pode olhar fóruns online, ver a lore, as críticas, as fanfictions, e entender o que os fãs amam. Você pega as melhores partes e usa isso para construir o filme. O Kitao Sakurai, nosso diretor, o elenco e a Legendary sabiam disso e queriam fazer exatamente isso. Se tivermos sucesso, essa foi a fórmula: pesquisar o fandom, o cânone e o material original para construir algo a partir daí.
*Street Fighter já está em cartaz nos cinemas brasileiros.
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