Steven Spielberg aponta onde uso de IA é benéfico e prejudicial no cinema
Diretor comentou que não vai trocar roteiristas por inteligência artificial, mas vê a tecnologia como ferramenta
Steven Spielberg afirmou, em entrevista ao podcast IMO, que está "suspendendo julgamentos sobre IA" até compreender melhor seu uso, mas que não está "disposto a substituir" um profissional criativo por uma ferramenta de inteligência artificial.
"O que não me agrada na IA é quando ela assume uma posição, ou quando há uma cadeira vazia na mesa de roteiristas. Há seis escritores, uma cadeira vazia e um computador na frente dela, e ele é o sétimo escritor. Não estou disposto a substituir, porque não acredito em senciência. Não acredito que haja substituto para a alma. Não acho que isso seja um algoritmo que possa ser inventado", declarou o diretor.
Spielberg citou áreas como medicina e educação em que a IA pode ser útil, mas defendeu que, em campos criativos, a tecnologia não passe de uma ferramenta. "Não quero IA envolvida dessa forma. Se a IA quiser me ajudar a encontrar locações, ótimo. Economiza muito trabalho de campo", afirmou.
O cineasta também rejeitou interferências em roteiro, direção e design de produção. "Não me diga que não tenho o antagonista certo neste filme, não me diga como escrever o diálogo deste personagem, não me diga para onde a câmera deve ir", acrescentou. "E também não me diga como devem ser os cenários, a menos que a IA seja apenas uma ferramenta na grande caixa de ferramentas do designer de produção."
"Usem a IA como ferramenta, mas não a usem como a palavra final em nada criativo. É aí que eu traço a linha", concluiu Spielberg.
Excluir comentário
Confirmar a exclusão do comentário?
Comentários (0)
Os comentários são moderados e caso viole nossos Termos e Condições de uso, o comentário será excluído. A persistência na violação acarretará em um banimento da sua conta.
Faça login no Omelete e participe dos comentários