Robert Downey Jr D23

Créditos da imagem: Frazer Harrison / Getty Images North America / AFP

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Como Robert Downey Jr. passou de ator polêmico a lenda da Disney

Intérprete de Tony Stark foi um dos homenageados pelo Disney Legends Award 2019

Natália Bridi
23.08.2019
17h19
Atualizada em
23.08.2019
17h36
Atualizada em 23.08.2019 às 17h36

Quando Jon Favreau teve a ideia de escalar Robert Downey Jr. para o papel de Tony Stark na adaptação ao cinema de Homem de Ferro, a Marvel torceu o nariz. Em 2008, o ator, sóbrio desde 2003, ainda carregava o peso dos seus muitos erros e era considerado uma contratação de risco - que aumentava consideravelmente o preço da apólice de seguro de qualquer produção.

Favreau precisou fazer campanha, argumentando que Downey Jr. seria para Homem de Ferro a mesma coisa que Johnny Depp foi para Piratas do Caribe: um protagonista que eleva a qualidade e aumenta o interesse público no filme. O ator fez teste para o papel, algo que estava longe da sua rotina desde Chaplin (1992), a interpretação que rendeu sua primeira indicação ao Oscar. "Você diz não se não quer o trabalho. Se você quer o trabalho, você fará tudo o que é necessário para conseguí-lo", explicou na época Downey Jr., que investiu em um terno de corte inglês e botas com salto para parecer "um pouco mais charmoso, um pouco mais alto".

Mais de 10 anos depois, o "ex-ator problema" foi consagrado como uma lenda da Disney. Durante o Disney Legends Awards 2019, na D23 Expo, a convenção oficial da Disney, Downey Jr. subiu ao palco para celebrar o seu trabalho ao longo de 10 filmes, mas sem esquecer o seu passado conturbado. 

Robert Downey Jr D23
Frazer Harrison / Getty Images North America / AFP

Entre risadas do público, o ator relembrou quando foi preso das gôndolas da Disneylândia por fumar maconha: “Fui levado para um centro de detenção surpreendentemente amigável, recebi um aviso severo e fui levado, se bem me lembro, por um guia desapontado. Fiquei com essa vergonha por anos e vou simplesmente soltar agora”, brincou. 

Interpretar Tony por muitos anos e a ideia que a tecnologia pode guiar a nossa espécie para iluminação ou destruição tem valido a pena e é uma meditação constante, um grande presente. Então quero agradecer aos fãs para tornar isso possível lá em 2008. Então eis o que me resta: permaneço um fã do primeiro universo cinemático inclusivo e em constante evolução. Ao futuro!”, finalizou o ator no seu discurso. 

Na sua carreira, o ator tem pela frente The Voyage of Doctor Dolittle, All-Star Weekend, que será dirigido por Jamie Foxx, Sherlock Holmes 3  e uma biografia de John Brinkley, que será dirigida por Richard Linklater.