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Retorno a Buenos Aires | Coprodução entre Brasil e Itália, vence dois prêmios no Festival de Veneza

Longa venceu prêmio decidido pelo sindicato dos jornalistas cinematográficos italianos

Omelete
2 min de leitura
12.09.2026, às 15H07.
Retorno a Buenos Aires | Coprodução entre Brasil e Itália, vence dois prêmios no Festival de Veneza

Créditos da imagem: Retorno a Buenos Aires (Divulgação)

Retorno a Buenos Aires, uma coprodução entre Brasil e Itália dirigida pelo chileno-italiano Marco Bechis, recebeu duplo reconhecimento pela crítica especializada italiana durante o 83º Festival de Veneza.

O longa venceu nas categorias de Melhor Filme e Melhor Ator (Adriano Giannini) do Prêmio Francesco Pasinetti, do sindicato de jornalistas cinematográficos italianos.

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Segundo o júri, o filme apresenta um “equilíbrio perfeito entre passado e presente, emoção e reflexão”. A atuação de Giannini também foi destacada por transmitir “o tormento da dúvida, o drama do confronto e o horror e a dor de uma tragédia coletiva e ao mesmo tempo pessoal”. Após a exibição, Retorno a Buenos Aires recebeu 14 minutos de aplausos.

A trama acompanha o médico italiano Mariano Guerra (Giannini), que, 33 anos após ter sido sequestrado e torturado durante a ditadura militar argentina, é convocado a retornar ao país para testemunhar no julgamento dos ex-militares responsáveis pelos crimes. 

Produzido pela 34 Filmes e as italianas Fandango, 39Films, Karta Film e Rai Cinema, o longa teve três meses de pré-produção e sete semanas de filmagens, divididas entre Porto Alegre, no Brasil, e Turim, na Itália.

A produção também contou com participação de profissionais brasileiros como Eduardo Antunes na direção de arte, Alessandra Tosi na produção de elenco, Coca Serpa no figurino, André Ristum e Patrick de Jongh na produção executiva.

Retorno a Buenos Aires reflete a trajetória de seu próprio diretor, já que Bechis foi preso político durante a ditadura argentina, experiência que atravessa sua filmografia e dá ao novo longa um caráter testemunhal. O encerramento das filmagens, em março de 2026, coincidiu com os 50 anos do início da ditadura argentina, reforçando a discussão proposta pelo filme.

Ainda não há previsão de estreia no Brasil.

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