Filmes

Entrevista

Resident Evil 4: Recomeço - Omelete entrevista Paul W.S. Anderson

Uma compilação dos nossos encontros no set de filmagens e na Comic-Con

Marcelo Forlani
15.09.2010, às 02H33
ATUALIZADA EM 10.11.2016, ÀS 05H03
ATUALIZADA EM 10.11.2016, ÀS 05H03

Em novembro do ano passado, o Omelete foi convidado para visitar o set de filmagens de Resident Evil 4: Recomeço em Toronto, no Canadá. Nós pudemos assistir à filmagem de uma cena e entrevistar todos os atores do elenco principal que estavam trabalhando naquele dia e o cineasta Paul W.S. Anderson, que voltou à franquia como diretor e roteirista.

Mais de meio ano depois, no fim de julho, voltamos a ficar frente-a-frente com ele, desta vez na Comic-Con, quando o filme já estava quase pronto. Para não termos duas entrevistas com perguntas parecidas, juntamos tudo aqui, com os melhores momentos do que ele falou sobre o que trouxe dos games, principalmente Resident Evil 5, para o novo filme, como foi trabalhar com sua esposa, Milla Jovovich, como ele pensou no 3-D e toda a experiência de usar as câmeras desenvolvidas por James Cameron.

Resident Evil 4: Recomeço

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Como você está?

Paul W.S. Anderson: Estou bem. Muito, muito cansado, mas bem. Fiquei trabalhando no filme até as 4 da manhã, então...

Em que ponto está agora?

Na terça-feira estará acabado, 100% feito. E precisa estar porque vamos fazer uma estreia mundial, então precisamos fazer muitas cópias e muitas versões. Porque tem a versão 3-D, a versão IMAX, a versão 2-D, as versões com legendas. É engraçado, porque você precisa finalizar um filme com tanta antecedência hoje em dia.

Você dirigiu o primeiro filme, escreveu o roteiro de todos os quatro e agora voltou a dirigir. Como você se sente em voltar para as duas funções?

É ótimo! Eu amo e por isso que decidi voltar como diretor. Eu meio que sentia falta da diversão que é dirigir um filme de Resident Evil. E sentia falta da diversão que é dirigir Milla [Jovovich]. Então é ótimo. E eu também estava muito empolgado com o 3-D, queria a experiência de fazer um filme com essa tecnologia. E também achei que se íamos fazer mais um filme para essa franquia a pergunta era: "Por que você vai assistir mais um Resident Evil?". A resposta que eu achei era que precisávamos elevar o nível da franquia, com o melhor e maior Resident Evil até aqui. Então tinha que ser em 3-D, tinha que passar no mundo inteiro, tinha que ampliar a ação. Eu precisava dar um salto conceitual, da mesma maneira que aconteceu com Exterminador do Futuro, entre T:1 e T:2. Sabe, é a mesma franquia, com o mesmo elenco, mas é um filme maior com uma experiência maior. E achei que eu era o diretor certo, com as habilidades certas para fazer isso.

É verdade que você foi o primeiro cara a usar as câmeras que o James Cameron usou para filmar em 3-D?

Sim. Cameron muito gentilmente mostrou um grande trecho de Avatar para a gente, há mais de um ano, quando ainda era um trabalho em andamento, mas já estava claro que ele estava fazendo um filme incrível. A qualidade das imagens 3-D que ele capturou era tão superior a qualquer coisa que eu já tinha visto que naquele momento eu fui convencido de que essa era a tecnologia que deveríamos usar.

E quem você teve que subornar para pegar as câmeras, antes de qualquer outra pessoa?

Sabe, ele queria muito que as câmeras fossem usadas porque, como você sabe, ele é um grande expoente do 3-D. Ele realmente revolucionou o 3-D, na minha opinião, porque ele fez esse equipamento que entrega imagens de altíssima qualidade. Então ele ficou feliz que íamos usar as câmeras. Como qualquer coisa associada ao James Cameron, são câmeras de muito alto nível. É uma tecnologia realmente fantástica, porque ele construiu tudo, e é muito caro, óbvio. Então pagamos muito dinheiro para isso, mas achei que tínhamos que pagar. Porque eu acredito, como cineasta, que se você pede que a plateia vá ao cinema e pague um preço premium, porque é um filme em 3-D, você precisa entregar um produto premium. E achei que o melhor 3-D possível era do sistema de câmeras dele, então pagamos o dinheiro, pegamos as câmeras e fizemos o filme.

Milla disse que nunca viu um filme em 3-D. Você é fã dos antigos lançamentos em 3-D?

Eu vi Spacehunter 3-D. Me deu dor de cabeça. Sim, eu vi todos estes antigos filmes, com os óculos de lente vermelha e azul. Mas eu os acho cheios de truques e eu acho que a diferença agora é que as pessoas estão tentando tornar esta mídia mais séria, e não apenas filmes do William Castle cheio de truques.

É muito diferente escrever já pensando no 3-D?

Bem, quando escrevi Resident Evil, definitivamente escrevi um filme 3-D. Nas sequências de terror e de ação, eu pensei naquilo que ampliaria o 3-D. Então, por exemplo, o que funciona muito bem no 3-D são pequenas partículas no ar, como chuva, fumaça. Eu quis introduzir muita chuva, mas grande parte do filme se passa em lugares fechados, então como você faz chover num lugar fechado? Daí eu escrevi uma cena inteira num vestiário, onde o Executioner corta todos os chuveiros e a água acaba vazando para cima, batendo no teto e caindo como chuva. O que eu fiz foi incluir essas coisas no roteiro para acentuar o 3-D. E também coisas como túneis estreitos e claustrofóbicos, poços de elevador, qualquer coisa que enfatiza profundidade e perspectiva funcionam muito bem em 3-D. Então incluí muitos desses elementos.

É bom ouvir que você não está apenas pensando em coisas sendo jogadas na cara da plateia.

[pausa] Acho que você precisa escrever pensando no 3-D. Outra coisa que funciona muito bem são paisagens. E esse é um dos motivos de Milla ter um avião nesse filme, porque nos deu a desculpa para filmar essas paisagens incríveis, como geleiras no Alasca, que ficaram fantásticas. São paisagens enormes, com um pequeno avião voando mas que ficam ótimas em 3-D, porque você vê a profundidade. Então, basicamente, imagens bem épicas. Acho que para mim o 3-D é uma parte orgânica do filme, faz parte dele desde que escrevi o roteiro.

Que tipo de pesquisa você faz sobre o universo de Resident Evil para fazer um filme? Você joga os games? Você joga até o fim?

Joguei todos os games, li alguns dos livros derivados, quando tinha a linha de HQs, li todas elas. Acho que sou tão imerso em Resident Evil quanto qualquer fã. Sou um fã bem hardcore, então, sim, sei muito sobre esse universo. E acho que você precisa ser, porque sempre me surpreende quando alguns diretores que estão fazendo uma adaptação de game, falam de um jeito desedenhoso "Ah, nunca joguei o game". Eu penso, "Por que você faria isso?". É como adaptar um livro que nunca leu. Você precisa conhecer o material fonte, precisa conhecer a propriedade intelectual. Mesmo que vá se distanciar dela, precisa conhecer o material do qual está se distanciando e o que os fãs gostam no game, no livro ou na peça. Acho que o motivo que faz com que adaptações de game não dêem certo é porque não entenderam realmente o que os fãs gostam do game. E acho que a série de filmes Resident Evil tem a sensação dos games embutida neles, porque eu sei muito sobre eles, mas também porque eu me certifico que todos no filme também saibam. Todos os atores, todos os chefes de departamento, os diretores de fotografia, o designer de produção, todos eles jogaram o game, ou então entrego para eles um DVD com sequências cortadas do game, para que eles saibam como é o visual, como são as sequências de luta, como são os cenários. E assim acho que consigo colocar a essência dos games nos filmes.

E as referências a Alice no País das Maravilhas?

Bom, Alice no País das Maravilhas e Alice Através do Espelho são dois dos meus livros favoritos de todos os tempos. Isso foi uma coisa que eu trouxe para o primeiro filme e é por isso que a personagem da Milla se chama Alice e passa por um espelho. E tem um sofá que é obcecado com o horário. Isso é uma coisa que eu trouxe para a franquia, mas o que é interessante é que toda a ideia da rainha vermelha também foi adotada nos games. Então no quarto Resident Evil tem uma Rainha Vermelha, tem também um corredor de lasers... Tem muitos elementos do filme que agora estão no game.

E esse filme é baseado em algum jogo em específico? Parece que tem a aura do Resident Evil 5 neste.

Sim.

Você ficou surpreso quando começou a jogar este game?

Realmente tive algumas surpresas porque eu estava escrevendo o roteiro antes do jogo ser lançado. Então, quando o jogo saiu tinha vários elementos que já estavam no roteiro. E, sabe, falando na Capcom, ela é engraçada. Toda vez que eu vou ao Japão e passo na Capcom é como se eu fosse visitar a Umbrella Corporation. Você pergunta as coisas para eles e eles não te dão uma resposta clara sobre coisa alguma. Parece que eles vão me falar que o Wesker está no jogo, mas eles não confirmam isto com todas as letras. Ele também será o vilão principal no filme, e para completar as coincidências, boa parte deste filme se passa em uma grande nave e há uma nave no Resident Evil 5. Também temos os cachorros. Nós temos várias coisas que eles também colocaram no Resident Evil 5 assim como eu, apenas queria tornar a coisa mais grandiosa para trazer mais coisas na linha imaginativa do último jogo porque eu acho que o último jogo foi fantástico. Eu acho que eles meio que reinventaram a franquia do videogame e eu quis tirar proveito disso, francamente, meio que roubar as coisas e colocar no filme.

Tem uma cena de luta com Ali Larter e Wentworth Miller que se parece quadro a quadro com Resident Evil 5. Nós colocamos a Claire nisso para que tivéssemos irmão e irmã lutando contra o Wesker. O que é legal no jogo é que é uma tomada única com a câmera girando em torno do Wesker lutando com os dois, e ele simplesmente detona. Mas eles nunca cortam, algo que é claro você pode fazer na animação. É um pouco mais difícil em live action. Então, o que faremos será provavelmente filmar a luta em 10 segmentos diferentes e ver como elas funcionam junto com os efeitos visuais. É muito legal porque você vai em volta deles e também por baixo. Será um pesadelo e todo mundo vai arrancar os cabelos no set tentando pensar em como fazer isto, especialmente no 3-D, o que será complexo.

Você provavelmente percebeu isto. É uma experiência muito diferente filmar em 3-D porque a câmera é muito grande. Todos estávamos acostumados a fazer nos últimos 10 anos como cineastas, com as câmeras ficando cada vez menores e você podia colocá-la sobre os ombros, ou prendê-la em um carro e o que mais você quisesse. Agora você não pode fazer mais isso. Você é obrigado a colocar as coisas em dollies, esteiras etc. É como voltar aos velhos tempos em termos de filmagem. Então, para este tipo de cena flexível, nós estamos tendo que reinventar um pouco disso.

Em termos de história, como você vai reconceituar o filme Resident Evil para o 3-D com esta mudança na forma de filmar?

Eu escrevi um roteiro em que senti que precisava enfatizar a profundidade porque eu acho que isto se ajusta bem ao 3-D, obviamente. Mas eu meio que me sinto como se eu sempre tivesse dirigindo os filmes um pouco como se fossem passeios de parques de diversões. Eu quero dizer, eu usei esse tipo de coisa em vários outros filmes que eu dirigi, como O Enigma do Horizonte. Tem uma cena neste filme que os personagens entram neste túnel que roda e foi tirado diretamente de uma atração na Universal Studios que ferra com o seu equilíbrio. Eu sempre gostei muito disso e sempre tentei reproduzir essa ideia, como o brinquedo do De Volta para o Futuro e coisas assim, porque elas são muito imersivas. Eu sempre tento fazer movimentos de câmera que dão a sensação de imersão. Então eu acho, como um cineasta, que meu estilo de filmar se ajusta bem ao 3-D, então eu não tive que mudar muito a forma como trabalho para o 3-D. Eu acho que você provavelmente pode dimensionar alguns dos meus filmes e eles ficariam bem em 3-D porque eles têm muita profundidade, tentáculos saltando...

Quando foi que você percebeu que queria voltar a dirigir Resident Evil?

Para dizer a verdade, eu sempre quis estar aqui. Foi uma decisão difícil nos últimos longas quando eu não pude. Foi sempre por conflitos de agenda. Sabe, eu tive a oportunidade de trabalhar em Alien Vs. Predador quando o Resident Evil 2 estava sendo feito e eram por dois estúdios diferentes. Um pela Fox e o outro da Sony. E eles não ligam um pro outro, apenas querem os seus filmes prontos. Então foi muito difícil lidar com isso... mas eu tive que tomar uma decisão dolorosa e deixar de dirigir o segundo filme. E com o terceiro foi a mesma coisa. Eu tinha este filme, Corrida Mortal, que foi um projeto pelo qual era apaixonado e vinha desenvolvendo há pelo menos uns 10 anos. De repente veio uma espécie de impulso. Novamente eu considerei difícil dirigir os dois filmes, ainda mais que no último Resident Evil eu estava no set quase todos os dias de filmagens principais. Neste filme eu tive sorte, espero que isso se repita no meu próximo filme, que será uma versão dos Três Mosqueteiros, que estamos tentando agilizar agora e que será feito pela mesma empresa do Resident Evil. Tive sorte de não ter nenhum conflito de agenda agora, então assumi a posição de diretor rapidamente. Eles nem tiveram que me esperar para convidar para o cargo.

O que você pode nos contar sobre o filme dos Três Mosqueteiros?

Tem um elenco incrível, que vocês já devem conhecer. Eu estou muito, muito feliz com o elenco, vamos filmar com o mesmo equipamento 3-D desse filme. É interessante, porque algumas pessoas dizem que é muito diferente fazer um filme de época, mas para mim não é tão diferente, porque quando você faz um filme de ficção científica, você faz o design de tudo. É um mundo criado, e filmes de época também são assim. Você precisa criar aquele mundo, precisa desenhar todos os figurinos e criar todas as locações. Então estou empolgado com o filme e também estou muito empolgado de pegar um conto clássico que já foi feito muitas vezes, mas é uma história clássica. E acho que por isso merece ser reinterpretada. Cada geração merece ter seu Três Mosqueteiros, e estou muito empolgado de fazer o Três Mosqueteiros deste século.

Será todo em 3-D?

Sim, eu fui convertido para o 3-D.

Você sente que não tem como voltar atrás agora?

Eu acho que não. Eu realmente acredito no 3-D. Eu realmente acho que é a onda do futuro para o cinema. Como cineasta, eu me sinto como diretor de filmes-falados quando os filmes estavam começando a sair do cinema-mudo para essa novidade. É uma mídia muito empolgante de se trabalhar. E você realmente sente que está no topo e você sabe que está porque todo o equipamento de filmagem que você geralmente usa não existe para 3-D. Assim, todos os guindastes com estabilizador não funcionam porque eles foram construídos para câmeras mais leves. Quando você coloca duas câmeras juntas com tudo que cada uma precisa ligadas ao computador, os guindastes para esse tipo de filme se quebram depois de alguns dias. Você pode notar, eles se sobrecarregam e as engrenagens queimam. Então estamos tendo que construir nossos próprios guindastes. Não existe controle móvel para 3-D. De novo, porque todos os controles móveis foram construídos para câmeras leves. Então também estamos tendo que construir nossas próprias plataformas móveis. Fizemos muitas cenas de helicóptero em Los Angeles e também no Alasca que parecem fantásticas, mas tivemos problemas terríveis porque os helicópteros não eram capazes de carregar o peso de duas câmeras, então tivemos grandes problemas com os helicópteros. Os pilotos ficavam dizendo "Merda, eu não consigo fazer voar esta coisa e fazer a tomada que você quer". Tem sido muito, muito difícil, mas eu acho que acrescenta muito porque você esta fazendo algo muito, muito empolgante.

Você é fã de jogos em 3-D também?

Sim, com certeza. Eu acho que o 3-D cruzou a fronteira tanto para residências quanto no cinema. Será algo muito grandioso.

Qual foi o filme que você acha que fez o melhor uso da tecnologia 3-D até agora?

Up - Altas Aventuras foi um deles. Eu acho que foi muito bom. Eu vi vários filmes em 3-D antes de fazer este. Up e Coraline foram muito bons... Coraline provavelmente é o meu filme favorito em 3-D porque utiliza os espaços positivos e negativos de uma forma muito boa. O Cameron deixou isto bem claro. Ele gostou de usar espaços positivos, mas também soube quando não usar. Ela deve ser uma janela para o mundo que você realmente sente que está em outro plano. E teve vários cineastas que não souberam fazer filmes em 3-D que tirassem proveito disso, eles simplesmente colocavam a câmera para fora da tela com porcarias saltando. Eu acho que os melhores filmes para mim sempre terão que combinar bem as duas coisas. Coraline eu acho que foi muito bom porque soube utilizar os espaços negativos de uma forma que você sabia que estava vendo um filme com profundidade em 3-D, mas tem seis ou sete grandes momentos que eles utilizam o espaço positivo com as coisas realmente saltando da tela. Como isso foi usado com parcimônia, teve um resultando muito, muito impactante.

É isso que podemos esperar deste?

É isso que estou tentando fazer, mas eu acho que provavelmente não conseguirei me controlar para sete ou oito grandes momentos. Mas Packer, que é o nosso diretor de fotografia em 3-D, ele fica de olho nisso o tempo todo. Ele afirma que devemos ser restritos no uso do 3-D para apenas certos momentos. Mas definitivamente teremos alguns grandes momentos em 3-D.

Você disse lá no começo que queria dirigir Milla novamente. Como isso funciona, como é a relação entre vocês e a direção?

É bom. Funciona. É ótimo, nós dois somos muito parecidos, nós amamos cinema, amamos fazer filmes e amamos o processo. Não é um emprego, um trabalho, para nós. É um prazer, um privilégio poder fazer o que fazemos da vida. Então minha vida pessoal e minha vida profissional já são muito entrelaçadas. Falamos sobre filmes, falamos sobre Resident Evil nos nossos momentos de folga, quando estamos na cama juntos, sabe? Não há separação entre as duas coisas, então para nós, é um prazer trabalharmos juntos. E este também foi o primeiro filme que fizemos depois do nascimento do bebê, então foi uma experiência maravilhosa poder trabalhar com minha família inteira. Resident Evil é como se fosse o negócio da família agora. Meu sócio de produção, com quem já trabalho há 20 anos, também é o produtor desse filme então são ótimos filmes de se fazer. Quer dizer, são muito difíceis de fazer, especialmente com o 3-D. São grandes desafios tecnicamente, mas fazer filmes é o melhor trabalho do mundo. E os melhores filmes para se fazer são filmes do Resident Evil.

Ela gosta de fazer suas próprias cenas de ação, não é?

Todas, todas, todas. E se eu falo que ela não pode fazer alguma coisa, vou ouvir muito. Ela reclama e reclama. Ela fala, "Por que eu não posso?" e eu digo, "Querida, isso é perigoso. É a razão que pagamos dublês para fazer esse tipo de coisa". Mas ela sempre quer fazer tudo, 100%,, e ela faz digamos que 99,9% das cenas de ação que você vê. E é engraçado, porque as coisas que parecem mais perigosas são as que você acha que foram feitas por um dublê, mas não é assim. Às vezes existe um elemento imprevisível, e as cenas podem ser muito fáceis. Mas ela com certeza faz muita coisa e chega em casa toda cheia de hematomas.

Qual a importância dos fãs para a franquia? E a Milla tuíta muito do set. Você apoia que ela faça isso? Como é para vocês ter esse tipo de resposta das pessoas?

Com certeza. Ela começou a tuitar porque nós pedimos que ela fizesse isso nesse Resident Evil. E também acho bom que ela esteja conectada com os fãs, com certeza. Sabe, a franquia de videogames existe há quase 15 anos e a franquia de filmes há 10 anos, então é um mundo que tem uma grande base de fãs, e acho que é importante saber o que esses fãs acham, o que eles gostam e o que não gostam.

Muito obrigado.

Resident Evil 4: Recomeço estreia em 17 de setembro

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