Raya and the Last Dragon apresenta nova guerreira da Disney em aventura mística

Créditos da imagem: Raya and The Last Dragon/Disney/Divulgação

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Raya and the Last Dragon apresenta nova guerreira da Disney em aventura mística

Protagonista embarca em uma emocionante jornada para recuperar o que há de mágico no mundo

Mariana Canhisares
27.08.2019
00h23
Atualizada em
27.08.2019
08h07
Atualizada em 27.08.2019 às 08h07

Frozen 2 não foi a único lançamento da Walt Disney Animations que empolgou os presentes na D23 Expo. Raya and the Last Dragon, uma história completamente original assinada por Adele Lim (Crazy Rich Asians), encantou a todos ao introduzir o público à mística Kumandra, um local misterioso habitado por civilizações antigas que certamente poderia ser cenário de um filme do Indiana Jones. Porém, em vez do arqueólogo eternizado por Harrison Ford, a trama é centrada em uma guerreira habilidosa, disposta a enfrentar todo tipo de perigo para recuperar o que resta de mágico no mundo. Afinal, desde que forças sombrias tomaram conta, os venerados dragões sumiram e ela não está disposta a deixar que essa situação continue.

O primeiro trailer, divulgado no evento, mostra justamente parte dessa jornada. Desconfiada, Raya percorre paisagens naturais sombrias e curiosas – uma delas, por exemplo, é uma espécie de cachoeira em que a água escorre para cima das pedras –, enquanto uma narração emocionante explica o que está em jogo nesta aventura. “Nosso mundo foi treinado por dragões. Antes de irem embora, eles deixaram um presente para a humanidade. Um poderoso, mas perigoso presente. Um que poderia salvar o reino ou acabar com ele. Mas pelo que lutariam: esperança ou devastação?”, diz a voz, acompanhada de uma flauta.

O clima sério e tenso é quebrado quando a heroína já está dentro de um templo, decorado com inscrições de dragões. Em um corredor estreito, Raya de repente se vira e revela que está sendo seguida por um garotinho – possivelmente, seu irmão. “Você pode parar com a flauta?”, ela questiona o menino, que não poderia estar mais empolgado com a missão. A cena, além de adorável, causa riso, explicitando que o filme não será tão sombrio como até então parecia.

Os dois seguem andando até serem surpreendidos por uma sombra. Raya saca sua espada, que mais parece um machado de tão grande, e todas as tochas de apagam, dando tempo de ver apenas a silhueta de um dragão. Durante o painel, o visual e o nome da criatura foram apresentados. Dublado por Awkwafina, Sisu tem uma forma esguia e fluída, que lembra uma sereia, e definitivamente não é tão assustadora como a prévia dá a entender. Na realidade, sua pele é coberta por um pelo branco e rosa, bem mais amigável do que ameaçador. Sabe-se também que ela tem a capacidade de assumir a forma humana de uma mulher de cabelos grisalhos e um sorriso divertido. No entanto, esta figura não foi vista em ação, somente sua arte conceitual.

Como Mulan e Moana, Raya não se encaixa no estereótipo da princesa. Ela não usa vestido, nem salto - e, depois de vê-la em ação na prévia, “indefesa” certamente não seria uma palavra adequada para descrevê-la. Pelo pouco que foi mostrado, pode-se notar também que ela é aventureira, habilidosa e divertida. A própria Kumandra tem um design interessante, diferente do que a Disney costuma explorar. Inspirado no sul da Ásia, a animação dá um toque de místico às paisagens naturais, enquanto retrata com realismo as texturas das folhas e pedras ao redor.

Em um momento em que a Disney se sustenta em remakes e sequências, ver um projeto inédito ser desenvolvido de uma forma tão bonita e instigante é um verdadeiro respiro. Infelizmente, Raya and the Last Dragon deve demorar para chegar aos cinemas. Sua estreia é prevista para novembro de 2020.