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Entrevista

Débora Falabella fala de viver “mãe-amiga” de filho LGBT em Quinze Dias

Atriz contou ao Omelete sobre o apelo de Rita, sua personagem na adaptação

Omelete
3 min de leitura
15.06.2026, às 19H30.
Débora Falabella e Miguel Lallo em Quinze Dias (Reprodução)

Créditos da imagem: Débora Falabella e Miguel Lallo em Quinze Dias (Reprodução)

Débora Falabella descobriu que Quinze Dias tinha uma “legião de fãs” só depois de ser escalada como Rita, a mãe do protagonista Felipe (Miguel Lallo), na adaptação cinematográfica do best-seller de Vítor Martins. Mas, em entrevista ao Omelete, a atriz diz que foi “emocionante” viver uma personagem que “já estava no coração de tanta gente”.

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Na trama, Rita é o estopim da trama: é ela quem aceita acolher o vizinho Caio (Diego Lira) por quinze dias enquanto os pais do garoto viajam. O visitante mexe também na dinâmica cheia de cumplicidade entre ela e Felipe, que vê o outro rapaz como o seu completo oposto.

A seguir, confira um trecho do papo, em que Falabella comenta sua relação com o livro, e os motivos que a levaram a dizer “sim” a Rita.

OMELETE: Nos últimos quase dez anos desde que o livro saiu, Quinze Dias meio que se tornou um clássico para o público jovem LGBT no Brasil. Queria saber de você, Débora: você já tinha um histórico com o livro antes de ser escalada? E como você encara estar nessa adaptação?

FALABELLA: Eu não conhecia o livro… Fui me dando conta dessa legião de fãs que o livro tem depois do anúncio do filme! Conheci o Vítor, fiquei encantada com ele e com o projeto, mas não tinha a dimensão desse fã-clube que o filme tem. Até hoje eu me espanto, assim... nós fizemos uma sessão para os fãs que foi uma coisa linda, lotada. Então achei muito interessante, porque eu também tive livros na minha infância e adolescência que me acompanharam por fases importantes, e que eu amo até hoje. Eu sei que as coisas são diferentes na atualidade, tem histórias mais diversas sendo contadas, mas eu fiquei muito emocionada de entender que a minha personagem já estava de alguma forma no imaginário de muitas pessoas.

OMELETE: Eu acho que a Rita é muito interessante porque, sempre que a gente vê mães e pais em histórias LGBT, é uma questão de aceitação ou rejeição – mas, no caso da Rita, não. Quando a gente chega na história, isso já não é uma questão. Isso foi parte do que chamou atenção para você na personagem, e como você vê a relação dela com o Felipe?

FALABELLA: Eu acho que sim, o mais interessante foi isso: não era um filme sobre [aceitação ou rejeição]. A mãe é parceira do filho, está ali para apoiá-lo. Tem uma coisa muito bonita para se pensar, que é que eles estão meio sozinhos no mundo, né? Porque o pai do Felipe não é presente, ela vive com o filho, tem uma relação de parceria muito bonita. O que me encantou no filme, é que são uma mãe e um filho que são amigos. Eles estão juntos na vida, eles se ajudam — não só a Rita com ele, mas também o Felipe com ela. Ele também a incentiva, ele também vê as fragilidades da mãe, e eu acho que isso eu achei muito bonito. A gente acha que a mãe tem sempre esse papel, especialmente com o adolescente, de comandar e dar a ordem… mas o tanto que a gente aprende com eles também é muito importante. Quando você abre a escuta para esse filho, você aprende muito. Isso com certeza me chamou muito a atenção.

*Quinze Dias chega em 18 de junho aos cinemas nacionais.

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