Procuradoria de Nova York preenche ação judicial contra Harvey Weinstein e sua produtora
Processo é motivado por "violação dos direitos civis e humanos"
Eric Schneiderman, procurador geral do estado de Nova York, preencheu ação judicial contra a The Weinstein Company, produtora dos irmãos Harvey e Bob Weinstein. A informação é do The Guardian, e o processo foi realizado no domingo (11).
Os motivos descritos por Schneiderman envolvem "violações sérias dos direitos civis, humanos e das regras de negócios do estado", alegando que os Weinstein criaram "um duradoura ambiente de trabalho hostíl com base em gênero, um padrão de abuso sexual e uma rotina de mal uso de recursos corporativos para fins ilegais que se estendem de 2005 até outubro de 2017".
O processo é resultado de quase quatro meses de investigação e conta com 39 páginas, descrevendo duas formas primárias de condutais ilegais praticadas por Harvey Weinstein: "repetidamente e persistentemente abusar de empregadas da TWC ao pessoalmente criar um ambiente de trabalho hostíl e exigir que as mulheres interagissem em atos sexuais ou conduta submissa como moeda de troca para empregabilidade ou avanços na carreira."
Em segundo, abuso de uma posição de poder e recursos: "A Weinstein Company repetidamente quebrou as leis do estado de Nova York ao falhar em proteger seus funcionários de abuso sexual persuasivo, intimidação e discriminação."
Por fim, caso a Weinstein Company seja vendida, Schneiderman afirma que o contrato "deve garantir que todas as vítimas sejam compensadas, a continuidade dos funcionários protegida e que nenhum dos abusadores ou ajudantes desses enriqueçam injustamente". Harvey Weinstein também é investigado em quatro outros estados norte-americanos por sua conduta abusiva.
2017 foi marcado por diversas denúncias, que começaram com acusações contra o produtor Harvey Weinstein. Depois disso, vários outros casos vieram à tona, incluindo o de Kevin Spacey, que foi demitido de House of Cards depois disso.
No início de 2018, várias artistas de Hollywood se uniram no grupo Time’s Up, que pretende combater o assédio na indústria cinematográfica e em outros locais de trabalho - saiba mais.
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