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Predadores - Entrevista com Robert Rodriguez

Cineasta participou de um videochat e respondeu aos fãs da América Latina

Marcelo Forlani
25.04.2010
01h40
Atualizada em
05.11.2016
22h03
Atualizada em 05.11.2016 às 22h03

No fim de março, o Omelete foi convidado pela Fox Filmes do Brasil a hospedar um videochat com o diretor Robert Rodriguez, que está produzindo o novo filme da franquia Predador, oportunamente batizado de Predadores. E diretamente da ensolarada Austin, no Texas, ele estava lá, com seu chapelão, respondendo às perguntas feitas pelos fãs e sites especializados da América Latina.

O Omelete conseguiu enviar algumas perguntas e agora temos o prazer de publicar a transcrição completa do longo bate-papo.

Predadores

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Quanto da versão inicial, escrita há quinze anos, está no filme que você rodou agora?

Robert Rodriguez: Na verdade, naquela época eu escrevi um roteiro completo. Eu era apenas roteirista e tinha de fazer um trabalho acadêmico antes de filmar A Balada do Pistoleiro. Então, quando a história foi trazida de volta, no ano passado, eles gostaram do conceito de ser sobre outro planeta – um planeta de caça, com conceitos como clãs diferentes, a existência de um predador no meio deles. Algumas dessas ideias, como a de um grupo de pessoas sendo perseguido neste planeta, ainda estão no roteiro, mas o meu roteiro original ainda tinha Dutch, o personagem de Arnold Schwarzenegger, o que tivemos de mudar, porque agora ele é governador e ele não voltaria a trabalhar no cinema. Tivemos de bolar uma narrativa completamente diferente que mantivesse esses elementos fundamentais; era o que o estúdio tinha aprovado e o que eu sempre quis fazer. É o que eu mais gosto sobre o fato de voltar à selva, só que, em vez da selva, é uma reserva para caça.

Enquanto você estava produzindo o recomeço de uma clássica franquia de ação, em algum momento teve medo de mudar a história ou o visual do monstro?

Bem, nós tentamos inúmeros visuais diferentes. Temos um setor de design aqui no estúdio e tentamos ir o mais longe possível com o visual. E há no monstro deste filme alguma coisa do original. Não havia nada de errado com ele, então não era preciso consertá-lo. Nós nos baseamos no original e partimos dali, mas não fomos muito ousados a ponto de as pessoas ficarem imaginando no que a gente estava pensando. De certa forma, respeitamos o clássico e temos um Predador clássico. No filme, temos um exemplar de um clã que é exatamente igual ao que foi imaginado no primeiro filme, e temos a nova raça, que é mais assustadora e bem mais sádica. Horrível.

Você costuma filmar quase sozinho seus filmes e parecer ter o controle total de todo o trabalho. É difícil para você ser apenas o produtor e não o diretor do filme?

“Parece ter o controle?” Você não tem o controle sobre nada... Eu trabalho com equipe e orçamento pequenos porque realmente não temos muito dinheiro e é dessa forma que eu economizo. Teria sido interessante rodar este filme porque eu não ia dirigir, e nunca tinha feito isso antes, mas eu estava com a minha equipe e encontrei um diretor maravilhoso. Fiquei realmente muito à vontade, considerando que não era mais algo que eu tinha inventado originalmente – eu não inventei os predadores –; eu escrevi o roteiro, mas não achava ser algo que eu pudesse fazer. Eu realmente queria estar lá como um espectador. Ajudar a concretizar o projeto, vê-lo tomar vida nos meus estúdios e supervisionar tudo é a maneira que encontrei de ajudar. Não estou no controle, mas estou ajudando as pessoas para que saia o melhor filme possível para os fãs. Foi mais ou menos assim que imaginamos como seria o trabalho.

Como você se tornou fã dos predadores? Foi pelas histórias em quadrinhos ou pelos filmes?

Pelo filme. Eu me lembro de assistir ao primeiro filme com meu irmão mais velho quando ainda morávamos em San Antonio. Meu irmão costumava malhar e por isso nós assistíamos a todos os filmes de Arnold Schwarzenegger que fosse lançado. Então fomos ver Predadores e eu me lembro de ter gostado tanto que até cheguei a fazer aquilo nos meus filmes, ou seja, misturar dois gêneros diferentes. Eu fiz isso em Um Drink no Inferno, em Planeta Terror e em outros filmes em que misturamos dois, três ou quatro gêneros diferentes. Predadores foi um filme sobre soldados misturado com ficção científica. Acho que funcionou muito bem, foi muito eficiente.

Em tempos em que a plateia quer mais e mais violência e fortes cenas de ação, você acha que o seu filme está pronto para satisfazer a essas necessidades?

Tem bastante sangue. Há bastante ação e suspense. Mas, principalmente, já que é um filme focado no personagem, você se envolve emocionalmente muito mais do que imaginaria se envolver em um filme desse tipo. É o que acaba acontecendo. Os filmes mais bem-sucedidos são os que nos prendem pelo personagem; o primeiro Alien, ou o Alien de James Cameron, ou o primeiro Predadores. Queríamos evocar este sentimento que faz nos apaixonarmos por esses personagens. Você não quer ver todas essas coisas acontecerem com eles e, logicamente, coisas terríveis acabam acontecendo. Essa era a ideia.

O novo filme dos predadores vem com novas armas para causar dor e para matar?

Sim. O novo filme tem uma porção de novos brinquedinhos. O conceito do filme é que eles têm essa reserva para caça que os transforma em seres mais eficientes, mais letais e em melhores caçadores. É assim que eles evoluem, treinando com presas de outros planetas, não necessariamente humanos. Assim, toda vez que eles caçam uma nova presa, melhoram suas habilidades de caça, suas técnicas são aperfeiçoadas e ficam melhores do que nunca. Eles implantam novas e sofisticadas táticas de caça que o público jamais terá visto antes. Isso foi muito empolgante.

Estamos muito orgulhosos por ter Alice Braga no elenco de seu filme. Você poderia nos dizer como foi o convite para que ela participasse? Você já a conhecia? E por que ela foi a única mulher escolhida?

No meu roteiro original, havia apenas uma mulher e é sempre um personagem importante para mim. Eu tenho cinco irmãs. É preciso ter personagens femininos fortes. Achava importante ter alguém de conteúdo nesse papel, alguém que fosse o coração do filme. Então tínhamos de encontrar a atriz certa. Sou fã de Alice desde que a vi em Cidade de Deus, o primeiro filme em que a vi atuar, e passei a acompanhar os filmes dela porque estou sempre atrás de talentos latinos. O processo de escolha do elenco foi simples. Eu pedi que ela lesse o roteiro para uma audição. Ela estava em Nova York e mandaram o roteiro pela internet. Aqui mesmo, nesta mesa, eu estava olhando para o teste naquela telinha e sabia que ela seria a escolhida. Nós acabamos contratando Alice. Eu mostrei ao diretor e ele também se apaixonou por ela. Alice é ótima. Se funcionou em uma telinha pequena como aquela, quando colocarmos na tela grande as pessoas ficarão extasiadas. Ela é fantástica no cinema.

A palavra do momento é 3D. O estúdio, ou até mesmo você, pensaram em fazer este filme em 3D?

Eu sempre tento fazer as coisas em 3D. Originalmente, James Cameron e eu éramos grandes fãs de 3D, desde quando ele estava fazendo o joguinho em 3D de O Exterminador do Futuro, eu ia visitá-lo no set. A segunda metade inteira de Um Drink no Inferno era para ser em 3D, mas as câmeras que usávamos eram enormes e volumosas. Quando fiz meu primeiro filme em 3D, depois de 25 anos, Pequenos Espiões – 3D, em 2002, eu já era um grande fã da filmagem em três dimensões. Mas, não, Predadores não é um filme em 3D e nunca foi concebido para ser. Tínhamos pouco tempo para fazer o filme e isso tem de ser algo muito bem pensado. Eu já sabia que James estava filmando em 3D algo na floresta chamado Avatar e não queria competir com isso.

Você chegou a considerar fazer uma versão digital do filme ou sempre foi mais chegado às técnicas tradicionais?

Ele nunca foi pensado para ser digital. Queríamos que os predadores tivessem as mesmas limitações físicas que os humanos. É isso que nos interessa. É por isso que o personagem é tão cativante, é um humanoide. Parece de fato com alguma coisa com que as pessoas conseguem se identificar. E aquelas pessoas que estão de saco cheio, como eu, gostariam de se tornar um predador. Usar um computador tiraria toda essa relação. Usamos o computador para os realces, como foi feito no filme original para criar as explosões. Mas os predadores em si são muito, muito puros. Poder vê-los no set, ter alguma coisa que pudesse interagir com os atores, poder enquadrá-los na câmera, isso tudo faz com que o filme fique mais realista. A ideia não era filmar naquela tela verde nem nada disso. Fizemos tudo em locação.

Em seus filmes, você sempre inclui elementos latinos. Danny Trejo interpreta um personagem chamado Cuchillo. Pode nos contar mais sobre Cuchillo?

Na verdade, não planejei isso. Costumo ter o Danny em todos os meus filmes. Eu estava filmando Machete com ele duas semanas antes de começarmos a filmar Predadores. Foram os roteiristas trazidos para adaptar meu roteiro original que criaram o personagem.

Adrien Brody ficou famoso para o mundo como o pianista magrelo no filme de Polanski. Que tipo de armas você deu a ele para convencer a plateia de que ele pode derrotar os predadores?

Eu não tive de dar a ele nenhuma arma. Ele tem a melhor arma de todas, sua habilidade para atuar. Ele ganhou um Oscar pela interpretação do pianista magrelo. Quando pensamos no Batman, ele era o magrelo protagonista de Operário que se tornou o Cavaleiro das Trevas. Vamos atrás dos melhores atores em qualquer situação e sempre acabamos sendo bem-sucedidos. Quando assistimos ao filme, esquecemos completamente que ele jamais soube tocar piano. Agora, todos vão achar que só o que ele sabe fazer é manejar aquelas armas enormes.

O primeiro trailer do filme foi um dos mais vistos no site Omelete.com.br na semana passada, um grande sucesso mesmo. Nos comentários, muitos fãs pareciam animados com o projeto. Uma das razões é a sua ligação com ele. Mas também há um grupo de fãs que desaprovou o Alien Versus Predador. Como você está pretendendo atrair esse segundo grupo para o cinema?

O filme Alien Versus Predador provavelmente fez um desserviço para muitos fãs ferrenhos do Predadores que achavam que isso não poderia ser trazido de volta à vida. Eu não teria topado participar se não achasse que poderia fazer alguma coisa diferente. Temos um roteiro maravilhoso também, um grande diretor, um grande elenco e, pessoalmente, eu, que já vi o filme, acho que vocês vão ficar muito satisfeitos. Vocês terão a oportunidade de assistir a mais trechos do filme e logo ficarão convencidos de ir vê-lo. Estamos todos muito animados.

Você é especialista em criar franquias, as sagas de A Balada do Pistoleiro e Pequenos Espiões. Por que escolheu participar de um projeto com um personagem que já existe?

Normalmente, eu não participaria de um projeto assim porque sigo o exemplo de George Lucas. Lembro que ele queria fazer o filme do Flash Gordon, mas não conseguia adquirir os direitos, e aí preferiu filmar Guerra nas Estrelas. E isso deu muito mais certo para ele. Então, eu sempre inventei minhas próprias franquias. Se alguém me perguntasse: “Você gostaria de dirigir um filme de James Bond?”. Eu diria que preferiria criar meu próprio James Bond e chamá-lo de Pequenos Espiões, e tê-lo sob meu controle. Mas com Predadores foi diferente, porque foi um trabalho como roteirista em 1995 e eu não esperava fazer nada além disso com aquele roteiro. Quando me mostraram novamente, percebi que sempre gostei daquele personagem. Vi que poderia ser um projeto diferente para todo o estúdio trabalhar. Poderíamos aprender bastante ao usarmos tecnologias avançadas. E o desafio criativo de ressuscitar algo que você imaginava estar enterrado... O filme começando a ficar cada vez mais com uma aparência de desenho animado, e os esforços para que ele voltasse a ficar assustador foram muito desafiadores. Foram essas as razões que me fizeram aderir ao projeto.

Você ficou conhecido por misturar humor a cenas de ação. Veremos isso em Predadores?

O diretor e eu tivemos muito cuidado com o roteiro, certificando-nos de que as piadas contidas nele fossem sempre baseadas nos personagens e que aparecessem na história naturalmente. Mas, na maioria das vezes, buscávamos uma experiência muito mais intensa. O humor é usado de forma econômica quando necessário. As sequências tendem a ficar cada vez mais bobocas à medida que avançam e a confiança diminui. Nós demos um tratamento como se ele fosse o primeiro filme, para que ele tivesse um conteúdo mais sólido.

Depois do desastre que foi o filme Alien Versus Predador, conte o que está fazendo para que a franquia volte a ser sensacional?

O que é sensacional é o medo. Descobrimos que isso pode ser assustador novamente. Voltar à caçada, mergulhar nas técnicas de caça dos predadores e descobrir por que eles estão atrás de nós. O porquê do interesse deles em nós, para começo de história. Ninguém tem a menor chance de continuar vivo na reserva de caça dos predadores, então todos estão condenados a partir do momento em que chegam lá. Usamos muito essa sensação de predestinação. Fazemos o público se apaixonar pelos personagens e depois fazemos as piores coisas com eles. Assim como os predadores, que querem que você sinta pelos demais. Eles querem que você seja humano. A caçada para eles consiste nisso.

Uma das coisas mais legais no filme é a força dos protagonistas. Primeiro foi o Arnold Schwarzenegger e suas forças especiais. Depois veio Danny Glover no meio de uma guerra entre gangues. Queremos saber um pouco mais sobre os seus predadores e contra quem eles vão lutar desta vez.

Nossos personagens são assassinos de várias partes. Um dos personagens vem de um cartel de drogas, outro é um mercenário. Há um atirador de elite. Outro foi condenado à pena de morte. A ideia é que os predadores evoluam ao longo do combate, evoluam ao longo da caça. Então eles escolhem determinadas pessoas para estudá-las e descobrem como se saem em determinadas situações. Eles não querem o mesmo grupo de pessoas. Eles nunca escolheriam um pelotão inteiro porque seria um mesmo tipo de presa. Eles vão atrás de outros tipos de mentes para aprender com elas, principalmente se já tiverem sido atacados por uma delas. Neste caso, eles ficam particularmente interessados. É quando eles mais aprendem. Eles querem o desafio de ter novas presas.

Em suas palavras, qual a principal qualidade da nova versão de Predadores?

Qual é a qualidade? É um ótimo entretenimento. Você vai assistir a um personagem amado por todos. Uma vez que você ultrapassa a ideia de que Hollywood não tem mais nenhuma ideia nova, você aceita o desafio criativo de retomar uma ideia que no passado já foi uma excelente ideia, e a reapresenta a um novo público, a pessoas que a adoraram no passado e também a pessoas que não sabem nada sobre os predadores. Não que Predadores seja grande literatura, mas é o mesmo princípio que vale para um ótimo livro ou para um grande personagem do passado: você os reintroduz a públicos modernos, porque os antigos os acharam interessantes em determinada época, e você pode deixá-los interessantes mais uma vez. E angariar mais fãs nesse processo.

Você manteve contato com os fãs para que eles fizessem sugestões para o filme?

Todo mundo que trabalhou no filme é fã. São pessoas que assistiram ao filme inúmeras vezes. Sabia que, se conseguisse deixar a equipe satisfeita, teríamos algo de que os fãs gostariam. Eu, como grande fã dos predadores, sabia que se conseguisse agradar ao nerd que tenho dentro de mim, e que assistiu ao filme original, estaria no caminho certo.

Arnold Schwarzenegger fez uma participação no último filme da franquia O Exterminador do Futuro. Veremos Arnold neste filme?

Bom, se isso garantir mais pessoas nas salas de cinema para assistir ao filme, direi que talvez sim. Sabíamos que não poderíamos contar com o governador, então decidimos ir em frente e fazer nosso filme legal o suficiente para garantir uma sequência, e aí poderemos dizer que talvez em uma sequência deste...

Quanto de sangue, que é a marca registrada de Rodriguez, podemos esperar no filme?

Eu não faço filmes sangrentos, faço filmes para a família... para a família Manson. É um pouco sangrento, sim. Vi alguns trechos ontem porque estamos fazendo as tomadas de efeitos agora. Nem todo o sangue vem de mim. Ouvi o diretor pedindo mais sangue, mais sangue, mais pedaços de corpos. Mas haverá alguma quantidade de sangue, porque são caçadores muito brutais.

Qual a similaridade entre o seu roteiro original e o que foi filmado agora?

Há semelhanças nas locações e nos sets. Alguns dos conceitos-chave também são os mesmos. Mas o meu roteiro era muito datado quanto a ainda ter o personagem de Arnold Schwarzenegger. Foi escrito há tanto tempo que ainda havia uma possibilidade de ter Arnold trabalhando nele. Eu até cheguei a conversar com ele sobre isso. Acontece que, tantos anos mais tarde, tivemos que criar outra coisa diferente.

Que decisões levam vocês a insistirem em ter um serial killer na ação?

Precisávamos de uma mistura de assassinos. Era como o jogo Most Dangerous Game. Precisávamos de assassinos condenados à morte, matadores que trabalhassem para cartéis de drogas, mercenários. De todos os tipos, até da Yazuka. Fomos até o final da lista. Que variedade maior de assassinos poderíamos arranjar?

Você assina a trilha sonora de Predadores?

Se eu fiz a trilha sonora? Contratei um cara com quem já trabalhei algumas vezes, John Debney, que é fantástico. Ele perguntou se eu poderia ajudar. Na verdade, estou trabalhando na música de Machete agora. Não sei o quanto poderia contribuir, mas se eu tiver alguma ideia... Estou compondo para Machete e acho que não está soando como Machete, e sim mais como Predadores. Vou dar algumas ideias a ele. É muito divertido trabalhar com John Debney. Ele gosta de colaboração e é uma pessoa divertida, extremamente talentosa também. Ele pode facilmente dar conta do recado sozinho.

Quais são os novos conceitos para o novo filme dos predadores?

Bem, são novos predadores. Um novo clã inteiro de predadores e a diferenciação que existe entre eles. Todos têm aparência e agem de acordo com as suas técnicas de caça. Há um que caça usando cães de caça predadores. Outro caça usando um aparelho e que enxerga o que ele vê. Também temos o predador mais selvagem, que é o líder, aquele que está no pôster do filme e que causa mais destruição.

Haverá falas engraçadas como no filme original?

Sim, há muitas falas geniais. Queríamos garantir que o filme tivesse muitas falas interessantes que pudessem ser usadas no dia a dia.

Qual seria sua frase preferida do filme original?

Não é “Hora da vingança”, que é a que eu uso quando estou jogando Halo. É a que eu uso com meu filho mais velho: “Dylan, seu filho da mãe”, e eu seguro os braços dele e completo: “Andou fazendo musculação com lápis em vez de pesos?”. Faço muito isso. Luto com ele para ver quem é superior. Ele está começando a me vencer. E só tem quatorze anos.

Muito obrigado por responder às nossas perguntas hoje.

Predadores está marcado para estrear nos cinemas do Brasil em 30 de julho com direção de Nimrod Antal (Assalto ao Carro Blindado, Temos Vagas), e produção de Rodriguez. No elenco estão Adrien Brody, Topher Grace, Danny Trejo, Alice Braga, Derek Mears, Walton Goggins, Oleg Taktarov, Louis Ozawa Changchien e Laurence Fishburne.