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Paramount Skydance pede fusão sem restrição com Warner no Brasil

Empresa cita aprovações na Austrália e China e defende que não há prejuízo à concorrência

Omelete
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25.06.2026, às 19H55.
Paramount Skydance pede fusão sem restrição com Warner no Brasil

Créditos da imagem: Reprodução

Segundo a coluna F5, da Folha de S.Paulo, a Paramount pediu ao Cade (Conselho de Administração de Defesa Econômica) a aprovação da fusão com a Warner no Brasil sem qualquer restrição. A empresa argumentou que Austrália e China já aprovaram a operação sem condições, entendendo que não haveria prejuízo à concorrência nos mercados de televisão e cinema.

A Paramount defendeu que continuará investindo no Brasil e afirmou que não pretende se desfazer de ativos esportivos, como a TNT Sports e os canais lineares da Warner na TV por assinatura.

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Os advogados da empresa citaram o órgão regulador da Austrália, que aprovou a fusão em junho sem restrições, e a China, que também deu sinal verde. A empresa defendeu que a decisão australiana constitui "um importante precedente persuasivo" para o Brasil, já que as condições concorrenciais são semelhantes.

Caso a fusão seja aprovada no Brasil, a empresa passará a deter três dos mais relevantes direitos de transmissão de futebol no país: a Libertadores, a Copa Sul-Americana e a Champions League, além do Campeonato Paulista. A TNT Sports também tem forte presença digital, com mais de 13 milhões de inscritos no YouTube e alta taxa de engajamento.

No início do mês, a Divisão Antitruste do Departamento de Justiça dos EUA aprovou a aquisição de US$ 110 bilhões da Warner pela Paramount, entendendo que a transação não representa ameaça à concorrência no streaming, na TV tradicional ou no cinema.

Confira franquias e canais que ficarão com a Paramount + Warner 

Com a futura aquisição da Warner pela Paramount, a nova empresa deverá deter ativos como TNT, CBS, CNN, MTV, TCM, Showtime, Adult Swim, DC Studios, Paramount+, Nickelodeon, HBO/HBO Max, Comedy Central e Cartoon Network.

Além deles, o novo estúdio deterá os direitos cinematográficos e de TV de Star Trek, Gremlins, Beetlejuice, DC Comics, Tom & Jerry, Harry Potter, Cidadão Kane, Transformers, Um Lugar Silencioso, Looney Tunes Invocação do Mal, Mortal Kombat, Game of Thrones, Dora, a Aventureira, Missão Impossível, O Senhor dos Anéis, Bob Esponja, Avatar: A Lenda de Aang e Tartarugas Ninja.

Assim como os direitos de distribuição de Duna 3, Minecraft e do MonsterVerse.

Tudo sobre a aquisição da Warner pela Netflix - e agora pela Paramount

A Netflix anunciou um acordo para adquirir a Warner Bros. Discovery (WBD) num dos maiores negócios da história do entretenimento global. A operação combina dinheiro e ações — avaliando a WBD em US$ 27,75 por ação — e totaliza quase US$ 83 bilhões em valor empresarial, com US$ 72 bilhões em valor de mercado para os acionistas.

Disputa acirrada e críticas entre concorrentes

Durante o processo, a Paramount Skydance questionou a lisura da venda e acusou a WBD de favorecer a Netflix. A empresa defendeu a criação de um comitê independente para avaliar as propostas, enquanto grupos políticos republicanos também demonstraram preocupação pública com a expansão da Netflix sobre operações de TV e cinema.

Depois de diversas ofertas, a Paramount Skydance ofereceu mais de US$ 30 por ação e chegou em uma proposta superior a da Netflix, que prontamente anunciou que não iria igualar. 

Com a vitória inicial, a Paramount Skydance passou a trabalhar com a data de 15 de julho para concluir a fusão com a Warner Bros. Discovery. A informação foi publicada pelo Status. Agora, porém, a situação parece um pouco mais distante.

Publicamente, a Paramount, liderada por David Ellison, afirmou que o negócio de US$ 110 bilhões deve ser fechado até o terceiro trimestre, prazo que vai até 30 de setembro.

Os acionistas das duas empresas já aprovaram a fusão, mas a operação ainda depende de aprovação regulatória. Os reguladores do Reino Unido se preparam para iniciar a análise do negócio. O prazo para comentários públicos foi encerrado no mês passado.

A Paramount também pediu que a Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos Estados Unidos aprove o investimento estrangeiro na operação. Investidores de fora do país responderão por 49,5% do capital da nova empresa.

Outro obstáculo potencial está na Califórnia. O procurador-geral do estado, Rob Bonta, abriu uma investigação sobre a fusão em março. "Há bandeiras vermelhas em toda parte para nós. Estamos analisando preços mais altos, salários mais baixos, menos empregos, menos qualidade, menos escolha, menos concorrência", afirmou o democrata no início de maio de 2026.

O diretor jurídico da Paramount, Makan Delrahim, defendeu que a fusão trará "nova energia competitiva" ao setor de entretenimento. Se o negócio não for concluído até 30 de setembro, os acionistas da WBD receberão uma taxa de 25 centavos por ação a cada trimestre até a finalização. Se a fusão fracassar por questões regulatórias, a Paramount pagará à WBD uma multa de US$ 7 bilhões.

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