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Paramount acusa Netflix de sabotar venda da Warner Bros.

Netflix chamou alegações de "absurdas"

Omelete
4 min de leitura
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09.06.2026, às 16H01.
Atualizada em 09.06.2026, ÀS 16H25
Paramount acusa Netflix de sabotar venda da Warner Bros.

Créditos da imagem: Reprodução

Na reta final de 2025, tudo indicava que a Netflix compraria a Warner Bros. Discovery, até que, em fevereiro de 2026, a Paramount aumentou sua proposta para 111 bilhões de dólares, fazendo com que a gigante do streaming desistisse da compra. Ou quase. Isso porque, segundo o advogado da Paramount, a Netflix estaria tentando “envenenar os reguladores e outras partes interessadas” no acordo.

A Variety trouxe a informação de que Makan Delrahim, diretor jurídico da Paramount Skydance teria enviado uma carta ao Departamento de Justiça (DOJ) americano na última sexta-feira (5), em que acusava a Netflix de fazer lobby contra a incorporação dos estúdios, alegando que “a resposta desesperada da Netflix e sua campanha de terra arrasada para tentar envenenar os reguladores e outras partes interessadas contra a transação [de incorporação da Warner] mostra o quão seriamente a Netflix enxerga a Paramount como uma concorrente de peso”.

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A revista indica que as supostas táticas da Netflix seriam fazer comparações com a compra da FOX pela Disney, lá em 2019, abordando as demissões e a menor concorrência na indústria cinematográfica. Ele diz que a empresa de streaming teria afirmado que a "aquisição da Fox pela Disney teve um impacto negativo na produção de conteúdo e nas oportunidades de trabalho. Francamente, a narrativa de 'o céu está caindo' da Netflix se afasta consideravelmente da realidade sobre o que realmente aconteceu", escreveu na carta.

Netflix responde

A revista questionou a empresa de streaming sobre as acusações e recebeu de um porta-voz da Netflix a resposta de que as acusações são "absurdas".

“Essas alegações da Paramount Skydance são absurdas. Nós nos afastamos desse acordo meses atrás e continuamos focados em nosso próprio negócio, não no deles. Em última análise, cabe aos reguladores aprovar este acordo e determinar se ele atende aos melhores interesses da indústria e de todos os envolvidos”, afirmou.

Confira franquias e canais que ficarão com a Paramount + Warner 

Com a futura aquisição da Warner pela Paramount, a nova empresa deverá deter ativos como TNT, CBS, CNN, MTV, TCM, Showtime, Adult Swim, DC Studios, Paramount+, Nickelodeon, HBO/HBO Max, Comedy Central e Cartoon Network.

Além deles, o novo estúdio deterá os direitos cinematográficos e de TV de Star Trek, Gremlins, Beetlejuice, DC Comics, Tom & Jerry, Harry Potter, Cidadão Kane, Transformers, Um Lugar Silencioso, Looney Tunes Invocação do Mal, Mortal Kombat, Game of Thrones, Dora, a Aventureira, Missão Impossível, O Senhor dos Anéis, Bob Esponja, Avatar: A Lenda de Aang e Tartarugas Ninja.

Assim como os direitos de distribuição de Duna 3, Minecraft e do MonsterVerse.

Tudo sobre a aquisição da Warner pela Netflix - e agora pela Paramount

A Netflix anunciou um acordo para adquirir a Warner Bros. Discovery (WBD) num dos maiores negócios da história do entretenimento global. A operação combina dinheiro e ações — avaliando a WBD em US$ 27,75 por ação — e totaliza quase US$ 83 bilhões em valor empresarial, com US$ 72 bilhões em valor de mercado para os acionistas.

Disputa acirrada e críticas entre concorrentes

Durante o processo, a Paramount Skydance questionou a lisura da venda e acusou a WBD de favorecer a Netflix. A empresa defendeu a criação de um comitê independente para avaliar as propostas, enquanto grupos políticos republicanos também demonstraram preocupação pública com a expansão da Netflix sobre operações de TV e cinema.

Depois de diversas ofertas, a Paramount Skydance ofereceu mais de US$ 30 por ação e chegou em uma proposta superior a da Netflix, que prontamente anunciou que não iria igualar. 

Com a vitória inicial, a Paramount Skydance passou a trabalhar com a data de 15 de julho para concluir a fusão com a Warner Bros. Discovery. A informação foi publicada pelo Status. Agora, porém, a situação parece um pouco mais distante.

Publicamente, a Paramount, liderada por David Ellison, afirmou que o negócio de US$ 110 bilhões deve ser fechado até o terceiro trimestre, prazo que vai até 30 de setembro.

Os acionistas das duas empresas já aprovaram a fusão, mas a operação ainda depende de aprovação regulatória. Os reguladores do Reino Unido se preparam para iniciar a análise do negócio. O prazo para comentários públicos foi encerrado no mês passado.

A Paramount também pediu que a Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos Estados Unidos aprove o investimento estrangeiro na operação. Investidores de fora do país responderão por 49,5% do capital da nova empresa.

Outro obstáculo potencial está na Califórnia. O procurador-geral do estado, Rob Bonta, abriu uma investigação sobre a fusão em março. "Há bandeiras vermelhas em toda parte para nós. Estamos analisando preços mais altos, salários mais baixos, menos empregos, menos qualidade, menos escolha, menos concorrência", afirmou o democrata no início de maio de 2026.

O diretor jurídico da Paramount, Makan Delrahim, defendeu que a fusão trará "nova energia competitiva" ao setor de entretenimento. Se o negócio não for concluído até 30 de setembro, os acionistas da WBD receberão uma taxa de 25 centavos por ação a cada trimestre até a finalização. Se a fusão fracassar por questões regulatórias, a Paramount pagará à WBD uma multa de US$ 7 bilhões.

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