Filmes

Lista

Pantera Negra | 12 easter eggs e referências do filme

Longa já está em cartaz no Brasil

Fábio de Souza Gomes e Natália Bridi
16.02.2018
22h28
Atualizada em
17.02.2018
02h07
Atualizada em 17.02.2018 às 02h07

Como toda produção da Marvel, Pantera Negra conta com diversos easter eggs, referências e curiosidades. Confira na galeria, mas cuidado com os spoilers!

Grace Jones

Reprodução

Logo no início do filme, uma dupla de Dora Milaje aparece nos EUA e são chamadas de Grace Jones, cantora que fez sucesso no final dos anos 70 e início dos anos 80. Ela usava seu cabelo curto em um estilo andrógino, bem parecido com o utilizado pelas principais guerreiras de Wakanda.

Pais e filhos

Instagram/Reprodução

Atandwa Kani, que interpreta a versão mais jovem de T'Chaka no filme, é filho de John Kani, que interpreta a versão mais velha do antigo rei de Wakanda. Além disso, Denzel Whitaker, interpreta a versão mais jovem de Zuri, o personagem de Forest Whitaker. Apesar do sobrenome em comum, os dois não são parentes, mas Denzel já interpretou o filho mais velho de Forest em O Grande Debate (2007).

James Bond

Quando foi convidado para direção do filme, Ryan Coogler falou que o que mais lhe chamou a atenção foi a ideia da Marvel de fazer com que o herói fosse uma espécie de James Bond desse Universo. Então, a primeira visita do personagem ao laboratório de Shuri, sua irmã mais nova e a principal cientista de Wakanda, é uma referência direta às visitas do agente secreto ao laboratório de “Q”.

De Volta pro Futuro

O filme faz uma pequena homenagem a De Volta Para o Futuro. Um dos aparelhos que Shuri apresenta ao herói é uma sapatilha que vira um tênis, prestando uma breve homenagem ao tênis que se amarra sozinho de Marty McFly.

“Another broken white boy for me to fix”

A reação de Shuri - “Outro garoto branco para eu consertar” - à chegada de um ferido Everett K. Ross no seu laboratório é uma referência a Bucky Barnes, o Soldado Invernal, deixado em Wakanda nas cenas pós-créditos de Capitão América: Guerra Civil. Na cena pós-créditos de Pantera Negra, Bucky reaparece, já curado da lavagem cerebral sofrida no passado - leia mais.

“Whip My Hair”

Quando Nakia, T'Challa e Okoye aparecem disfarçados para a missão no cassino secreto na Coreia do Sul, a líder das Dora Milaje reclama da peruca que foi obrigada a usar. “Just whip your hair back and forth” (apenas jogue seu cabelo para trás e para frente), aconselha Nakia, em uma referência “Whip My Hair”,  música de Willow Smith.

Stan Lee

Reprodução

Stan Lee, é claro, está no filme. Criador do personagem ao lado de Jack Kirby,  Lee aparece durante a cena do cassino secreto da Coreia do Sul, onde aproveita o sucesso de T’Challa na mesa e fica com os lucros do herói para si.

Panteras

Uma das principais cenas do filme é a segunda visita do herói aos seus antepassados. A cena mostra não apenas o pai de T’Challa, que era o Pantera Negra antes do herói, mas praticamente todos os outros que usaram o manto do protetor de Wakanda. Nos quadrinhos, o Pantera existe desde a pré-história, como foi revelado em Marvel Legacy.

Killmonger

A máscara que Erik Killmonger leva do museu britânico e usa no resgate de Ulysses Klaue é uma referência ao acessório usado pelo vilão nos quadrinhos.

Oakland

Natural da Oakland, o diretor Ryan Coogler decidiu colocar a cidade no filme como a cidade natal de Kendrick Lamar. Fruitvale Station: A Última Parada, seu primeiro filme, conta a história de um jovem negro assassinado por um policial na noite de ano novo. O local também está ligado a origem dos Partido dos Panteras Negras, criado em 1966 para patrulhar a brutalidade policial na cidade. O primeiro pôster mostra T’Challa em pose semelhante ao líder dos Pantera Negra, Huey P. Newton.

Public Enemy

Além de contar com a trilha sonora de Kendrick Lamar, Ryan Coogler tratou de colocar rappers da velha guarda no filme como o Public Enemy, que aparece em um pôster no apartamento do pai de Killmonger. O grupo é conhecido por pelas suas letras políticas.

Contexto político

Ryan Coogler deixou claro que o lado político estaria presente no longa desde o primeiro cartaz. Por conta disso, o filme também começa em 1992 – época onde os protestos por conta do absolvição dos policiais que espancaram o taxista Rodney King estavam no auge nos EUA. A época foi marcada por diversos conflitos raciais que marcaram a vida de Killmonger, personagem de Michael B. Jordan. Além disso, a rivalidade entre o vilão e T’Challa remete às disputas políticas iniciais de dois ícones dos EUA, Malcolm X e Martin Luther King.