Filmes

Artigo

Pânico 4 | Entrevista Neve Campbell, Courteney Cox e David Arquette

Atores falam sobre os novatos da franquia, a volta aos personagens e mais

Christina Radish
14.04.2011
09h16
Atualizada em
21.09.2014
14h19
Atualizada em 21.09.2014 às 14h19

Onze anos após o lançamento de Pânico 3, Pânico 4 (Scream 4) traz de volta Neve Campbell, Courteney Cox e David Arquette a Woodsboro, para onde Sidney (Campbell) retorna durante a divulgação de seu livro de auto-ajuda, Out of Darkness. Com ela, retornam os crimes a faca de Ghstface.

Nossos parceiros do Collider falaram com o trio de veteranos, que contam como foi voltar para seus personagens, reviver a série depois de tanto tempo, apresentar a franquia para um público mais novo e trabalhar com jovens atores.

panico 4

None

panico 4

None

panico 4

None

panico 4

None

Neve, foi fácil voltar para a personagem depois de uma década?

Neve Campbell: Sim. Faz 15 anos que interpretamos esses personagens, então não foi difícil voltar a eles. Eu me diverti reassistindo aos filmes, antes de começarmos este, só para ter uma noção. Foi muito bom ver que eles realmente se mantiveram muito bem. Com a Sidney, é só imaginar as circunstâncias e fazer.

Courteney, o fato de você ter interpretado uma jornalista te deu um novo ponto de vista sobre os jornalistas?

Courteney Cox: Bem, eu interpreto um tipo diferente de jornalista. É mais sobre o fato de Gale querer a fama, como sempre quis. Dez anos depois, quando os assassinatos voltam a acontecer, ela só quer se envolver para poder escrever outro livro e ficar ainda mais famosa. Ela tem apenas um caminho em mente. Eu gostei de interpretar uma pessoa tão egoísta. Ela quer contar e noticiar a verdade, mas às vezes se comporta como uma boba, sim.

Quais são os desafios de trazer essa história de volta para uma audiência mais nova?

David Arquette: Este quarto filme meio que está trazendo o primeiro de volta e se divertindo com isso. Já faz dez anos desde o último, com diferentes filmes de terror entre eles, além de mudanças na tecnologia. É tudo bem emocionante. Com o novo elenco, foi bem interessante ver que eles eram quase reflexos de nós quando chegamos na franquia. Isso traz uma grande eletricidade, como a que eu senti no primeiro filme. Acho que agora as pessoas vão redescobrir os filmes anteriores. Outro dia eu estava falando com a namorada de um amigo que tinha nove anos quando foi ver o primeiro Pânico. Agora ela tem pavor de filmes de terror e não consegue nem ver este - e ela tem 20 e tantos anos. É incrível ver como o tempo passa rápido.

Wes Craven tem o dom de manter seus filmes assustadores e divertidos, mesmo nas sequências, o que é um feito raro em filmes de terror. Qual vocês consideram o ingrediente secreto que faz dos filmes dele tão consistentemente assustadores?

CC: Ele está sempre acompanhando o que acontece. Eu nem sei o que é o MySpace, mas Wes está lá, acompanhando e aprendendo. O jeito como ele dirige o Ghostface, o modo como ele o faz inclinar a cabeça é tão sinistro. Ele é como um coreógrafo quando se fala em Ghostface.

NC: É tudo uma questão de tomadas, timing e a música. Marco [Beltrami] fez a música de todos os filmes. Wes o encontrou na Internet e agora ele se tornou esse compositor fenomenal que é muito bem sucedido. Wes tem um ótimo ouvido, olho e gosto quando se trata das pessoas envolvidas no filme - o elenco, os roteiristas e todos os outros. Ele é fenomenal com timing, humor e assustar as pessoas.

DA: Ele faz até uma planta de teto ficar assustadora.

Com um filme como este, como você se livra da escuridão quando termina de filmar?

CC: Você toma um banho quente.

NC: Nós estávamos nos divertindo durante o filme. Na maioria das vezes, nós íamos jantar, tomávamos uma taça de vinho e ríamos bastante. Mesmo durante o filme você não sente que é um filme intenso e sombrio porque tem muito humor. Você não pode levar tudo isso a sério. Grande parte da diversão é que eles são auto-referentes e zombam de si mesmos.

CC: Se fosse um filme de possessão demoníaca, eu provavelmente não faria porque ficaria com muito medo. Com esse, você só precisa se limpar do xarope de milho [que serve de sangue falso] e esperar que alguém esteja a fim de sair.

Quando estão assistindo a um filme de terror e chega a parte do susto, seus olhos ficam abertos ou parcialmente fechados? Vocês gritam?

CC: As últimas duas.

DA: Eu gosto de ver o público. Adoro quando você vai ver um filme de terror com verdadeiros fãs do gênero. Todos se envolvem e gritam. É quando fica mais vivo e emocionante para mim.

NC: Esses filmes são como uma montanha russa. Eu acho que eles são bem divertidos de assistir. Eu geralmente cubro meus olhos e grito...

Os filmes da série tocam no ponto das celebridades, como as pessoas as veem e o que fazem para alcançar a fama. Como vocês acham que a definição de celebridade tem mudado através dos anos? Como vocês acham que o público vê as celebridades?

NC: Definitivamente alterado, principalmente com os reality shows. É bem mais fácil se tornar celebridade hoje em dia e não é preciso fazer muito. Eu acho que a mentalidade definitivamente mudou e isso é um pouco triste, mas é o que é. As pessoas amam reality shows e revistas de fofoca. Talvez pelo fato de não haver uma família real nos EUA e de não estarmos tão impressionados com nosso políticos, nós procuramos outros modelos. Se isso é saudável ou não, eu não sei, mas é definitivamente alterado.

Como foi para vocês trabalhar com os novos atores neste filme?

NC: Foi ótimo! Courteney e eu olhávamos uma pra outra e diziamos "podemos ser mães deles"!

CC: Eu poderia ser avó deles!

NC: Mas eles foram ótimos. Eles entraram no projeto com entusiasmo. As pessoas perguntavam o tempo todo se tivemos que mostrar para eles como se fazia, mas eles são profissionais. Eles já têm carreiras longas, mesmo tão novos, e fizeram um ótimo trabalho.

Pânico 4 chega aos cinemas brasileiros nesta sexta-feira.

Leia mais sobre Pânico 4