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Omelista: As maiores festas do cinema

Omelista: As maiores festas do cinema

Leandro Giometti
04.04.2006
00h00

O poderoso chefão



A dança dos vampiros

Shrek

Namorada de aluguel

Titanic

Festa

De volta para o futuro

Encontro marcado

Negócio arriscado

A última festa de solteiro

Curtindo a vida adoidado

Quando montamos a primeira Omelista (Os maiores valentões do cinema) o sucesso foi imediato. Foram muitos e-mails chegando e pedindo para novas listas de mais isso, mais aquilo.

Junto com a fama vieram também os convites para festas... e depois de uma boa balada, vem a nada boa ressaca. E os novos textos nunca saíam do papel... até agora.

Com vocês... as maiores festas do cinema! :-D

*****

Ser astro ou estrela de Hollywood definitivamente é um bom negócio. Como se não bastassem os milhões, o glamour, o sucesso, eles ainda ganham descontos em lojas, restaurantes, táxis e são convidados para as melhores festas. Ah, as festas! São regadas a muito champanhe, uísque, boa comida, top models, pegação e o melhor: não é preciso se preocupar em levantar cedo no dia seguinte pra pegar o ônibus e trabalhar.

Mesmo assim, é uma vida ocupada demais. Às vezes eles estão filmando no Camboja, às vezes em Macchu Picchu... E mesmo quando não estão viajando com a equipe de produção, estão no estúdio dando aquele duro danado. E aí, bye bye comemorações cheias de mordomia. Mas sempre tem um diretor legal, parceiro e camarada, que resolve fazer um filme com uma cena de... festança! Aí, não importa se depois o navio vai afundar, se alguém será assassinado ou se a mãe está chegando para dar um belo esporro porque o amigo vomitou no aquário do peixinho dourado.

E quantas festas legais já não foram feitas nos filmes? Provavelmente mais da metade dos filmes produzidos até hoje tem ao menos uma festa. Festa de casamento, de aniversário, de formatura, festa na casa do amigo, festa na piscina, festa de Ação de Graças, festa de final de ano, festa por ter salvo o mundo, por ter matado o monstro, por ter conquistado o campeonato, festa de carnaval, festas de arromba e festinhas mais contidas. O Omelete pegou os balões, as cervejas e chamou todas as garotas da escola para lembrar de algumas festas com passagens interessantes vistas no cinema.

O poderoso chefão
(The Godfather) EUA, 1972. Direção: Francis Ford Coppola.

Não importa de onde vem a grana. O importante é festejar. Don Vito Corleone não poupou despesas para o casamento de sua filha Connie e trouxe toda a família à Nova York. Tudo perfeito. A banda, a comida, a diversão. Até o educado e sensível Michael apareceu depois de ter voltado da Segunda Guerra. Acontece que, durante a festa, os convidados aproveitam um momento reservado para pedir favores ao Padrinho. Ser chefe de família grande e ainda ter influências não é fácil nem em dia de casamento da filha.

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A dança dos vampiros
(The Fearless Vampire Killers) EUA/Reino Unido, 1967. Direção: Roman Polanski.

Depois de conseguir entrar no castelo do Conde Drácula, o professor Abronsius e seu assistente Alfred agora querem sair. É claro que querem! Afinal, Drácula dará festa para uma cambada de vampiros naquela noite. Mas a amada de Alfred continua por lá e, pior, dançando no baile do Conde. O pobre rapaz, então, precisa tomar coragem e dar uma de bicão para tentar salvar a moça. São vampiros e vampiras dançando ao som das mais soturnas músicas eruditas do século retrasado, todos elegantes e bem trajados... só esperando o momento do aperitivo aparecer.

Shrek

EUA, 2001. Direção: Andrew Adamson e Vicky Jenson.

Lar recuperado, vilão derrotado, os amigos por perto e a princesa, que era linda, se transformou em "ogra". Nada podia ser mais perfeito para Shrek. E é por isso que todos estão convidados para a festa-karaokê no pântano. Performances de Monkees cantada pelo Burro, Village People na voz de Robin Hood e os guardas, Boy George interpretado por Lord Farquad e o Bonde do Tigrão cantado em inglês pelo Lobo Mau - que deu um tempo na Chapeuzinho Vermelho e nos Três Porquinhos pra mandar no microfone. Êta, povo animado esse dos contos de fadas.

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Namorada de aluguel

(Can´t Buy Me Love) EUA, 1987. Direção: Steve Rash.

Ronald Muller era um supernerd. Jogava cartas no sábado a noite, cortava grama pra ganhar trocados e sentava na mesa dos loosers durante o intervalo. Tudo mudou o dia em que ele conseguiu sair com Cindy Mancini, a garota mais bonita do colégio. De perdedor, passou a ser o cara mais cool do momento. E foi na festa da escola que provou ser o máximo. Supervisionada pelos professores, a festa no ginásio ia bem. Ponche e baile à vontade. Até que Ronnie decide dançar. Nerd que é nerd não vai à festas populares, não fala com as garotas cobiçadas e muito menos tenta dançar. Mas o rapaz tinha se preparado. Dias antes, ele havia visto um programa na televisão para aprender a arte de bailar. E aprendeu... aprendeu direitinho, e por engano, "A Dança do Tamanduá Africano". Dez minutos depois e todos sacudiam os braços, mexiam os ombros e balançavam a cabeça como um bando de doentes mentais. Devia ter ido pro mural da escola.

Titanic e Inferno na torre

(Titanic e The Towering Inferno) EUA, 1997 e 1974. Direção: de James Cameron e Irwin Allen

Inauguração, estréia e lançamento são sempre bons motivos para comemorar, certo? Os proprietários do Titanic e os donos do Glass Tower, o maior edifício do mundo, pensaram exatamente isso. O primeiro deixou para festejar enquanto o navio estava em alto-mar. Festa com champanhe para a alta-sociedade no salão principal e algo também para a ralé, no porão do navio, com bebida barata, música alta e dança. O segundo colocou todos os amigos no restaurante do último andar e também mandou ver. Mas, para o azar dos convidados, ter participado dessas festas não foi motivo de muita alegria... Alguns nem tiveram a chance de sentir ressaca no dia seguinte. Isso porque a festa do Titanic acabou antes mesmo que alguém pudesse gritar "Iceebeeerg" e a do Glass Tower foi tão quente, mas tão quente, que até os bombeiros tiveram dificuldade pra apagar o fogo. Engraçado é pensar que a maioria dos ocupantes do Titanic morreu de frio, enquanto os do edifício pediam "água... água..."

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Festa

Brasil, 1989. Direção: Ugo Giorgetti

No andar de cima de uma mansão em São Paulo vai rolando uma festa e tanto. Dá até pra ouvir a música e a animação dos convidados. No andar de baixo estão o mágico, o jogador de sinuca profissional e o músico que foram contratados para, em algum momento, se apresentarem. O tempo passa e nada de serem chamados para subir. Pior, eles não podem abrir a porta da varanda, porque senão os convidados reclamam de frio; não podem beber muito para não ficarem de porre quando subirem; não podem ir embora, já que a grana só vão ver no final da noite. Em determinado momento, a festa toda desce para o salão onde estão os três. O músico não consegue tocar uma nota, porque o povo não pára de falar. O mágico não tem como fazer um truque, porque todos querem jogar sinuca. O jogador profissional então vai ajudá-los, mas não adianta. Como vai ensinar a encaçapar se estão todos pra lá de Bagdá? Festa de rico é pra rico. Eles desperdiçam bebida, comida, dinheiro e o talento de bons artistas.

De volta para o futuro

(Back to The Future) EUA, 1985. Direção: Robert Zemeckis

Estamos no ano de 1955 e a festa se chama "Baile do Encanto Submarino". Marty McFly não foi convidado. Não porque ele não estuda na Hill Valley High School. Muito pior. Marty é o filho de Loraine e George e só vai nascer se ambos se encontrarem, se beijarem e começarem a namorar naquele baile. Portanto, nada de curtir o ponche, a música, a dança ou ajeitar o penteado com gumex. Marty vai precisar mandar bem na guitarra para acompanhar na canção mais importante de sua possível existência. Aliás, se não fosse por essa pressão, o que poderia ser mais legal do que tocar "Earth Angel" no baile da escola em que seus pais deram o primeiro beijo? Tocar "Johnny B. Good" logo em seguida, talvez...

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Encontro marcado

(Meet Joe Black) EUA, 1998. Direção: Martin Brest.

É a última festa de aniversário da vida do milionário Willian Parrish. E ele sabe disto. Depois do baile, a própria morte, que está na festa e ainda por cima flertando com sua filha, o levará para o outro lado. É possível ficar tranqüilo com essa situação? Bom, estressar é que não vai adiantar nada. Pois então, no discurso que precede o "Parabéns a Você", Parrish apenas diz que teve uma vida fabulosa e pede a todos que se divirtam. Como último momento, tira sua filha Susan para dançar ao som de "Over the Rainbow" e se despede. Muitos tomariam mais um champanhezinho para encarar o Sr. Morte. Ainda mais porque ele tem a cara do Brad Pitt.

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Negócio arriscado

(Risky business) EUA, 1983. Duração: Paul Brickman.

Os pais vão viajar. Deixam na garagem o Porsche e na casa, um adolescente com os hormônios à flor da pele, escorregando de meia pela sala. O Porsche logo acaba no fundo de um lago e o rapaz, nas mãos de uma prostituta e seu cafetão. Para conseguir pagar as suas contas, Joel (Tom Cruise em seu primeiro filme como protagonista) organiza a maior balada que seus amigos já viram e, de quebra, ainda consegue garantir a sua vaga na Universidade de Princeton... Isso é que é festa!

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A última festa de solteiro

(Bachelor Party) EUA, 1984. Direção: Neal Israel.

O casamento de Rick e Debbie está marcado. Então os amigos dele decidem marcar a obrigatória festa de despedida de solteiro. Alugam um apartamento e chamam todos os camaradas, levam bebida pra noite toda, contratam algumas moças de vida fácil e chamam a ex-namoradinha do tempo do colégio. Até um jumento para uma performance erótica os sujeitos arrumam. Perfeito! É diversão na certa. E depois é só dizer que vocês foram a uma churrascaria e encobertar qualquer detalhe. Mas, para o azar de Rick, um dos amigos é maníaco depressivo e tenta se matar com o barbeador elétrico. O outro se apaixona por um traveco. Um terceiro apanha da esposa assim que ela descobre. Um brucutu invade o apartamento atrás das prostitutas que não foram devolvidas no prazo. Um pretendente da noiva faz de tudo para tentar provar a ela que seu futuro marido a está traindo e, como desgraça pouca é bobagem, o jumento morre lá dentro e é preciso sair com o bicho pelo elevador sem que o dono do prédio perceba. Festa boa é assim... vira história pra contar. Senão não tem graça!

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Curtindo a vida adoidado

(Ferris Bueller´s Day Off) EUA,1986. Duireção: John Hughes.

"A vida passa muito rápido. É preciso aproveitá-la!". Essa é uma das frases mais verdadeiras já ditas no cinema. Quem a proferiu não foi um sábio, escritor ou tampouco estudioso, mas um adolescente que se tornou um dos maiores ícones de toda uma geração. Ferris Bueller era um festeiro nato. Cabulava aula pra curtir com o amigo e a namorada, andar de Ferrari, almoçar em restaurante chique e o melhor de tudo: cantar "Twist and Shout" em cima de um carro alegórico em plena Chicago. Para a festa ser boa não precisa ter que pagar pra entrar. Festa boa é aquela que faz seu pai dançar sem saber que é você o culpado por toda a loucura no centro da cidade.

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