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Omelista: 5 filmes que misturam animação e live-action

Relembre Uma Cilada para Roger Rabbit, Encantada, O Congresso Futurista e mais sucessos

A cozinha
11.07.2021
14h47

Independentemente da sua idade, é bem possível que você tenha um filme que mistura live-action e animação guardado na sua memória afetiva. Na esteira da estreia de Space Jam: Um Novo Legado, que chega às telonas em 15 de julho com tudo pra te deixar todo saudosista, e quem sabe até marcar toda uma nova geração que vai crescer apaixonada pela partida de basquete com LeBron James e Pernalonga, a gente resolveu falar de alguns filmes que marcaram época misturando live action e animação. Assista no vídeo acima ou leia abaixo a nossa Omelista da semana.

Uma Cilada para Roger Rabbit (1988)

Buena Vista Pictures/Divulgação

Uma Cilada Para Roger Rabbit provavelmente é o maior clássico dos híbridos entre live-action e animação e muito se deve ao diretor Robert Zemeckis - que decidiu que ia fazer o projeto mais difícil da carreira dele entre o primeiro e o segundo De Volta Para o Futuro.

Zemeckis usou de tudo que a tecnologia da época permitia e fez um filme que até cena com movimento de câmera tinha. Mesmo que o movimento fosse muito sutil, dava muito trabalho manter os toons em perspectiva toda vez que a câmera se mexia. E tudo isso ainda nos anos 1980.

 

Encantada (2007)

Disney/Divulgação

Encantada une animação e live-action com realidades paralelas. Uma delas tem princesas encantadas, bruxas, trolls, animais fofinhos e tudo que é clichê em filmes de princesa. Na outra, a gente acompanha um núcleo com personagens reais, que moram em Nova York e tem conta pra pagar.

O grande trunfo do filme é usar animação nessa realidade de conto de fadas e live-action pra mostrar o que seria o nosso mundo mesmo. O mais legal é que os personagens mudam de núcleo do meio do filme, então a gente vê quem começou animado virando gente de carne e osso, e os atores virando desenho animado.

 

O Congresso Futurista (2013)

Imovision/Divulgação

Ao contrário do que pode parecer, a Disney não detém o monopólio das misturas entre animação e live-action. O cinema indie também já lançou mão do recurso com sucesso, por exemplo, em O Congresso Futurista.

No filme, Robin Wright interpreta uma versão ficcional dela mesma, em um momento da carreira em que está desesperada pra conseguir dinheiro para conseguir bancar as despesas do tratamento do filho dela, que etá doente. Por conta disso, ela arranja o primeiro trampo que aparece pela frente, que é como cobaia de um experimento que vai transformá-la em uma personagem animada.

A princípio, ele pode parecer ter a mesma pegada de Encantada, de ter um universo real e um animado coexistindo, mas na realidade é um filme bastante excêntrico que promove a mistura de forma criativa. O Congresso Futurista ganhou prêmio de melhor animação no European Film Awards de 2013.

 

Uma Aventura Lego (2014)

Warner Bros./Divulgação

Em 2015, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas cometeu um dos seus maiores crimes em quase um século de história: eles não indicaram Uma Aventura Lego na categoria de Melhor Animação. Na época ninguém entendeu nada, porque é esse facilmente um dos filmes mais divertidos do ano e tem uma mensagem muito coerente, muito bonita, tanto pra crianças ou adultos.

Muita gente especulou que um dos motivos pela esnobada foi justamente por conta das regras da categoria de animação, que diz que pra ser elegível, o filme precisa ter “personagens animados aparecendo em pelo menos 75% da sua duração”.

Como a história se desenrola na perspectiva de uma criança brincando com os bonecos, volta e meia aparecem umas cenas em live-action que vão ajudando a gente a - tal qual um Lego - encaixar as peças do que tá acontecendo ali na narrativa. Mas o pior é que essas cenas não chegam a ser 25%, então não foi por isso que o filme não concorreu. Foi só que a Academia não gostou tanto assim mesmo.

Space Jam: O Jogo do Século (1996)

Warner Bros./Divulgação

Em 1994, Rei Leão se tornou a animação mais lucrativa da história do cinema até então e fez os competidores da Disney sentirem a pressão. A Warner, por exemplo, ficou bem apreensiva com o próximo lançamento deles, porque não é fácil competir contra um filme tipo Rei Leão

Mas eles decidiram seguir um caminho bem ousado, que acabou se provando uma decisão muito acertada. Eles pegaram os personagens mais famosos do catálogo deles e botaram pra jogar basquete junto com um dos atletas mais famosos do mundo: Michael Jordan. E Space Jam: O Jogo do Século fez tanto sucesso que agora, 25 anos depois, a sequência desse clássico está prestes a ser lançada.

 

 

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